ADMISSÃO
À MAÇONARIA
Informações para análise
dos possíveis novos membros da Ordem.
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O pedido - O candidato para admissão
deve deixar claro que ele pretende respeitar e admirar a Ordem
Maçônica e que busca a associação
por razões que não sejam benefícios pessoais.
O pedido é revisado assim como seu caráter e
reputação, e faz-se uma votação
na Loja. Embora as práticas variem, tradicionalmente,
um voto negativo (uma bola ou feijão preto) é suficiente
para rejeitar sua solicitação.
O candidato a Aprendiz é sujeito ao interrogatório final antes
de ser preparado para sua iniciação.
Precisa então confirmar se foi levado a buscar a admissão por uma
opinião favorável já formada sobre a Maçonaria, que
não teve motivos mercenários pessoais, que tem o desejo de conhecimento
e auto-aperfeiçoamento e uma vontade sincera de ser útil a seu
semelhante.
Finalmente, chega o dia em que o candidato será iniciado como um Aprendiz
Maçom. Geralmente essa cerimônia acontece no “recinto da Loja”.
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A Loja – Hoje, o lugar onde os
maçons se reúnem chama-se Loja
e cada Loja tem características próprias. Algumas são
mais filantrópicas, promovem atividades para arrecadar dinheiro e ajudam
asilos, orfanatos e creches, outras Lojas têm um cunho mais político
e seus membros gostam de analisar a situação do país nessa área,
mas, enfatizamos, em Maçonaria não se permite discussão
de política partidária. Todas as atividades visam melhorar a
moral, o caráter e o comprometimento dos Irmãos para com o progresso
da humanidade, não havendo nenhum ganho político ou financeiro
em ser Maçom.
O Maçom – Verdadeiro homem de bem, cumpre a lei de justiça, de
amor e de caridade, na sua maior pureza. É bom, humano e benevolente
para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças,
porque em todos os homens vê irmãos seus. Possuído do sentimento
de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga
alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e
sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços
que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas
consolações que prodigaliza aos aflitos.
Não alimenta orgulho, nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança;
perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra.
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios nem evidenciá-los.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente
em combatê-las.
Não se envaidece da sua riqueza, nem das suas vantagens pessoais, usa,
mas não abusa dos bens que lhe são concedidos.
Se a Sociedade colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade
e benevolência, porque são seus iguais perante o Criador do Universo;
usa da sua autoridade para lhes levantar a moral e não para esmagá-los
com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição
subalterna em que se encontram.
Quando subordinado, de sua parte compreende os deveres da posição
que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.
Finalmente, o verdadeiro Maçom respeita todos os direitos que aos seus
semelhantes dão as leis da natureza, como quer que sejam respeitados
os seus.
A Maçonaria - é a maior organização fraternal do
mundo, com quase três milhões de membros nos Estados Unidos, mais
de 700 mil membros na Grã-Bretanha e mais de um milhão no resto
do mundo. Embora seja a firme crença em um Ser Supremo, condição
sem a qual não será admitido na Ordem, que acolhe em seus quadros
homens de todas as religiões e tem como tema central o comportamento
moral, o auto-aperfeiçoamento constante e a dedicação à caridade,
a Maçonaria não responde à acusações. Não
se importou por ter sido declarada ilegal por Adolf Hitler, Benito Mussolini
e Francisco Franco.
Mesmo em nossa sociedade dominada pela mídia, que fatos são mais
importantes do que matérias em jornais, em TV ou Internet, as críticas
antimaçônicas permanecem não respondidas em razão
da tradicional política da Maçonaria não responder aos
ataques, mesmo disponibilizando notáveis conhecedores de sua filosofia,
história e ritualística que escolheram ser membros dela, com
extrema facilidade poderiam refutar esses ataques.
Influência maçônica na história – Sem mencionarmos
a Maçonaria Brasileira (objeto do próximo artigo), diremos que
a Maçonaria estava presente na Revolução Americana, com
membros como George Washington, Benjamim Franklin, James Monroe, Alexander
Hamilton, Paul Revere, John Paul Jones e mesmo o marquês de Lafayette
e Benedict Arnold. Outras revoluções, contra a Igreja e o Estado,
foram lideradas por Maçons como Benito Juarez, Simon Bolívar,
Giuseppe Garibaldi e Sam Houston (ajudado, em alguns casos pelos produtos de
seu companheiro Maçom, Samuel Colt).
Reis e imperadores que fizeram o juramento maçônico incluem Eduardo
VII, Eduardo VIII e George VI da Inglaterra, Frederico, o Grande, da Prússia,
George I da Grécia, Haakon VII da Noruega, Stanislaw II da Polônia
e até o rei Kamehameha V do Havaí. Além de Washington
e Monroe, o rol maçônico de presidentes dos Estados Unidos inclui
Andrew Jackson, James K. Polk, James Buchanan, Andrew Johnson, James A. Garfield,
Theodore Roosevelt, William Howard Taft, Warren G. Harding, Franklin D. Roosevelt,
Harry S. Truman, Lyndon Johnson, Gerald Ford e o Irmão honorário
Ronald Reagan.
A Segunda Guerra Mundial foi travada pelos líderes maçônicos
britânicos Sir Winston S. Churchill, o marechal-de-campo conde Alexander
de Túnis, o marechal-de-campo Sir Claude Auchinlech, o marechal lorde
Newhall (Royal Air Force) e o general Sir Francis Wingate.
A Maçonaria americana estava bem representada pelos generais Mark Clark,
Omar Bradley, George Marshall, Joseph Stillwell e Douglas Mac Arthur.
Também não havia sempre Maçons no mesmo lado. Napoleão
comandou seus marechais Maçons Messena, Murat, Soult, Mac Donald e Ney
contra os Maçons Kutuzov da Rússia, Blucher da Prússia
e a causa de sua ruína, o duque de Wellington.
É difícil saber onde parar ao se enumerar a influência maçônica
em todos os aspectos da vida ocidental nos últimos 271 anos, seja essa
influência política, militar ou cultural.
Em música, a Maçonaria aparece em toda a escala, desde William
C. Handy, compositor do The St. Louis Blues, até John Philip Sousa,
e de Gilbert e Sullivan, passando por Sibellius e Haydn até Wolfgang
Amadeus Mozart, que, segundo alguns, foi assassinado por revelar segredos maçônicos
em sua ópera A Flauta Mágica.
Os membros maçônicos do mundo literário incluem Sir Walter
Scott, Robert Burns, Rudyard Kipling, Jonathan Suvift, Oscar Wilde, Oliver
Goldsmith, Mark Twain e Sir Arthur Conan Doyle (que nunca teria permitido que
o livro anatimaçônico Jack the Ripper: The Final Solution de Stephen
Knight fosse reescrito, como foi, em uma versão de filme de ficção,
degradando a criação de Sir Arhur, Sherlock Homes, contra os
Irmãos do próprio Sir Arthur em Londres).
Maçonaria e Religião (Síntese) - Os requisitos religiosos
da Maçonaria são bastante simples: a crença em um Ser
Supremo e a inexistência de qualquer interferência, ou mesmo persuasão
contra, a crença individual do Maçom. Pode-se afirmar com segurança
que a Maçonaria não é uma religião por uma simples
razão; em geral, os adeptos acreditam que seus credos religiosos estão
completamente certos. Isso significa que eles acreditam que todos os outros
credos são, ao menos até certo ponto, errados. A posição
da Maçonaria é oposta, uma vez que admite que haja alguma verdade
em todas as percepções humanas de Deus e declina de afirmar que
qualquer crença em particular é perfeita.
Nosso dever - Atravessamos uma época de crise abrangendo todos os pontos
de vista, mas principalmente no comportamento humano, onde prevalecem a violência,
o egoísmo, a corrupção e a licenciosidade, resultando,
conseqüentemente, em insegurança quanto ao futuro imediato e gerando
simultaneamente ceticismo, desencanto e conformismo.
Conscientizando-nos de nossas responsabilidades, cabe-nos trabalhar por uma
sociedade melhor, dentro dos princípios da Razão e da Justiça
e para tanto se faz urgente selecionar candidatos de valor para as escolhas
de futuros maçons capazes de lutar permanentemente contra aquilo que á abominável,
contra o que escraviza e degenera. Eu vos afirmo que o mundo está repleto
de homens bons, cultos, sensatos, preciosos, de valor. Que sejam bem-vindos à Maçonaria
e à Ordem!. .
Valdemar Sansão – M.’. M.’.
vsansao@uol.com.br
Fontes:- a) Textos colhidos na Internet;
b) “Os Segredos Perdidos da Maçonaria” – John J. Robinson (Madras Editora
Ltda.);
c) “O Despertar Para a Vida Maçônica”– Valdemar Sansão
– Editora Maçônica “A TROLHA Ltda.)
