As Cruzadas e suas causas

Numa definição simples, dizemos que as “Cruzadas” foram expedições militares que foram formadas entre os séculos XI e XIV para se tomar a Terra Santa dos Muslims (é a pessoa que segue fielmente o Islamismo). A palavra cruzada, a qual é derivada do Latim crux, é uma referência para a determinação bíblica que os Cristãos carregavam sua cruz (Matt. 10:38).

Os Cruzados usavam uma cruz de tecido vermelho costurado em suas túnicas para indicar que eles tinham assumido a cruz e que eram soldados de Cristo.

As causas das Cruzadas foram muitas e complexas, mas prevalecendo claramente que as crenças religiosas foram de maior importância. As Cruzadas continuaram a antiga tradição da peregrinação para a Terra Santa, a qual era freqüentemente imposta como penitência; agora, entretanto, eles assumiam o duplo papel como peregrinos e guerreiros.

Tal como uma peregrinação armada, era considerada como uma guerra justa, por que ela pelejava para recapturar a Terra Santa.

Jerusalém tinha estado sob o domínio dos Muslims desde o século VII, mas as peregrinações não haviam sido interrompidas desde o século XI, quando o turco Seljuk começou a interferir com os peregrinos cristãos. Para os Cristãos, o simples nome de Jerusalém evocava visões dos fins dos tempos e a cidade da eterna bem aventurança. Para ajudar recuperar a Terra Santa, executou-se o ideal do cavaleiro Cristão.

Encorajados pelo Papa, pela esperança do mérito eterno, e pela oferta de indulgências, milhares de pessoas foram motivadas a abraçar a causa. Considerações políticas também foram importantes.

As Cruzadas foram a resposta ao apelo de ajuda do Império Bizantino, intimidado pelos turcos comandados por Seljuk. No ano de 1071 tinham ocorrido, conjuntamente, a captura de Jerusalém e a decisiva derrota da Armada Bizantina em Manzikert, criando o medo de futuras vitórias turcas. Em adição, a esperança do Papa para a reunificação da área Leste com a do Oeste, a ânsia dos nobres por terras, num tempo de colheitas deficientes, a pressão populacional no Oeste, e uma alternativa para combater em “casa”, foram os maiores impulsos.

As Cruzadas foram igualmente o resultado de circunstâncias econômicas. Muitos participantes foram seduzidos pelas fabulosas riquezas do Oriente; uma campanha no exterior significava um escape das pressões da sociedade feudal, na qual os filhos mais jovens (chamados de “secundões) das famílias frequentemente careciam de oportunidades econômicas. Em larga escala, as maiores autoridades da Europa e as crescentes cidades da Itália (Genova, Pisa e Veneza) viam as Cruzadas como uma estabilização e extensão da rota comercial.

Autor: Irm∴ Alfério Di Giaimo Neto

Cofundador e Administrador do Portal Brasil Maçom, Administrador da Loja Virtual Atelier do Maçom, Mestre Maçom Iniciado na ARLS Cidade de Vila Velha 89, Jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo (GLMEES), Designer, Programador e Desenvolvedor .NET de Sistemas WEB.

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