ORDEM DEMOLAY

Bandeira
Brasão Oficial


A Ordem DeMolay é a maior e mais importante organização fraternal juvenil do mundo, de fins filosóficos e filantrópicos, na qual só podem ingressar jovens com idade de 13 à 21 anos.Procurando trabalhar a formação do caráter dos jovens nos mais diversos aspectos, prepara-os para serem melhores homens, cidadãos e líderes no futuro. Ensina a esses jovens a importância de uma vida com retidão, baseada em valores e ideais que devem ser cultivados, desenvolvendo o conjunto de fatores que formam a personalidade de todos os homens de bem que lutam pela emancipação pacífica e progressista da humanidade.
Criada em 18 de Março de 1919, em Kansas City, Missouri, por Frank Sherman Land, que como Maçom ativo, obteve o apoio da instituição. Desde então os Capítulos são patrocinados por Lojas Maçônicas.

Tem com patrono Jacques DeMolay, mártir de lealdade e tolerância o qual foi um expedicionário das cruzadas, no século XIV. Foi queimado no fogueira da Inquisição por se negar a trair seus irmãos e seguidores. Do seu exemplo, a Ordem DeMolay aprendeu a lição da importância da honestidade, da lealdade e do amor fraterno.
Assim, a Ordem DeMolay possui em seu fundamento sete princípios,que são:
1-Amor filial,
2-Reverência pelas Coisas Sagradas,
3-Cortesia;
4-Companheirismo,
5-Fidelidade,
6-Pureza e
7-Patriotismo.
Discutir problemas comuns à juventude, expressar-se e demonstrar suas opiniões é o primeiro passo. A Ordem DeMolay transforma bons jovens em excelentes jovens e procura torná-los verdadeiros líderes, dando-lhes os ensinamentos e leis diárias para dirigir os rumos de suas vidas e até da sua nação. Este treinamento baseia-se principalmente no verdadeiro coração da Ordem DeMolay - seu Ritual - meio por onde o jovem elimina qualquer sentimento de inutilidade, dando-lhe a certeza de ser alguém.
Através de projetos filantrópicos, o DeMolay exercita sua preocupação com projetos sociais e com a sociedade, recebendo um senso de satisfação por estar contribuindo para melhorar a qualidade de vida das comunidade, tornando o mundo um lugar melhor para todos.
Sem pretensão de tomar o lugar do lar, da igreja ou da escola, a Ordem exerce um papel coadjuvante, mas importante, com um programa de ensinamentos que visa uma boa cidadania a seus membros.
São condições indispensáveis ao ingresso em um Capítulo DeMolay:
1.Ter de 13 a 21 anos incompletos;
2. Professar a crença em Deus e reverenciar Seu Santo Nome;
3. Afirmar lealdade a seu País e respeito à Bandeira Nacional;
4. Aderir à prática de moral pessoal;
5. Fazer votos de seguir os elevados ideais típicos das Sete Virtudes Cardeais da Coroa da Juventude;
6. Aprovar a filosofia da Irmandade Universal e a nobreza de caráter e exemplificada pela vida e morte de Jacques DeMolay;
7. Estar ciente que o ingresso na Ordem DeMolay não lhe garantirá no futuro a iniciação em um Corpo Maçônico.
Um DeMolay serve a Deus; respeita todas as mulheres; é honesto; ama e honra os pais; é leal aos ideais e aos amigos; cumpre sua palavra; é educado; é puro e leal; é patriota na paz e na guerra; cumpre as leis; por preceito e exemplo deve preservar a boa conduta a que livremente se comprometeu.

Ordem DeMolay no Brasil e no Mundo
Criada em 1919, em menos de um ano o Capítulo Máter da Ordem já possuía 3.000 membros. Em 1923, apenas quatro anos após a sua fundação , o número de iniciados na organização já passava de 65 mil. Em 1934, o Presidente Frankilim D. Rooservelt foi nomeado 1º Grande Mestre de Honra da Ordem DeMolay Internacional.
A Ordem DeMolay foi considerada pela Organização das Nações Unidas - ONU - como organização não-governamental de importância fundamental, pois trabalha alicerçada na máxima de que educando-se o jovem estaremos nos eximindo da tarefa de castigar o adulto.

Destaques
Diversos Seniores DeMolay, como John Wayne, Walt Disney, Bob Mathias, Elmer Lower, Alvin Dark e Bill Clinton, entre outros, tornaram-se homens de destaque no mundo.E quanto mais isto se intensifica, todos os países ficam mais próximos uns dos outros, ligando-se através dos jovens DeMolays. Assim, mais importantes se tornam as atividades e os esforços para alcançar a verdadeira compreensão mútua dos valores culturais e sociais de cada nação, independentemente de origem, raça, cor, nacionalidade, religião e língua. Através da juventude DeMolay, o mundo se torna um só.

No Brasil


Capítulo Juiz de Fora nº 33 - que se reune na Loja Maçônica Benso di Cavour nº 28

Foi trazida para o Brasil, em 1.980, pelo Maçom Alberto Mansur, que fundou o Capitulo Rio de Janeiro, em 16 de Agosto de 1980, e teve como primeiro Mestre Conselheiro o Irmão Jorge Mansur. Em 12 de Abril de 1985, é fundado o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, dando soberania à Ordem no país. Com cerca de 250 capitulos e 20 mil jovens iniciados com 19.000 DeMolays ativos.


OS GRAUS DA ORDEM

GRAU INICIÁTICO

É a primeira instrução, por assim dizer, que passam àqueles que definitivamente ingressam na Ordem DeMolay. Um período de instrução que proporciona ao membro conhecer e assimilar um pouco da filosofia DeMolay, segundo as virtudes que lhes são apresentadas em nossas Cerimônias. Durante o grau iniciático, serão observados todos os trabalhos que o recém iniciado realizará junto ao seu grupo, com o intuito de desenvolver a Ordem, ajudar o próximo e menos favorecidos, seguir as virtudes e aprender sobre a Ordem DeMolay. Ritualisticamente, o grau iniciático representa a passagem do saber para o não saber; o candidato de 12 a 21 anos de idade, já possui uma bagagem de aprendizagem escolar e costumeira e, durante a iniciação, este desaprende o que já aprendeu.

GRAU DEMOLAY

O grau DeMolay vem trazer uma lição de vida inspirada na história da Ordem DeMolay. É uma oportunidade de acesso a uma parte da história da humanidade de que pouco se fala. Uma vez assistido esse grau, o jovem acrescenta a seu caráter uma grande lição que lhe ajudará no decorrer de sua vida. Nele, o espírito de liderança se desenvolve, ficando o jovem apto a administração de seu Capítulo.

OFICIAIS DE UM CAPITULO DEMOLAY

Mestre Conselheiro

Ocupa a mesma posição de um presidente em qualquer outra organização, ele fica responsável pelo Capítulo. É obrigação do Mestre Conselheiro traçar um programa de atividades sociais, pelo menos, uma para angariar fundos, um projeto de serviço cívico e atenção especial aos dias obrigatórios. É também obrigação do Mestre Conselheiro tomar conta dos rituais na ocasião das reuniões. As condições materiais de zelo e de controle ficará também a cargo do Mestre Conselheiro. Uma das funções do Mestre Conselheiro é representar o Capítulo tanto dentro como fora da Ordem DeMolay. O Mestre Conselheiro deve dirigir os trabalhos do Capítulo e decidir sobre os assuntos, sendo a palavra final dele, após ouvir todas as sugestões. O Mestre Conselheiro, e somente ele, deve nomear DeMolay's para fazerem a sindicância de cada candidato.

Primeiro Conselheiro

O Primeiro Conselheiro de um Capítulo deve estar preparado e sempre pronto para assumir os deveres e responsabilidades do Mestre Conselheiro. O Primeiro Conselheiro deve aliviar o trabalho do Mestre Conselheiro deve acompanhar todos os assuntos do Capítulo e estar por dentro dos mesmos.

Segundo Conselheiro

O Segundo Conselheiro tem o dever de treinar os novos iniciados em coisas básicas da ritualística sobre a Ordem DeMolay. Esta função é de grande importância, pois seus ensinamentos são necessários para um iniciático participar de uma reunião.

Tesoureiro

Deve cuidar da contabilidade do Capítulo. Apresentar todo final de mês um relatório sobre os gastos e saldo atual. Responsável pelo recebimento de taxas e pagamentos de contas do Capítulo. Deve fazer a manutenção do livro-caixa e o arquivamento de todos os recibos.

Escrivão

Deve recolher todas as correspondências do Capítulo. Deve apresentar e ler as cartas em reunião. Deve responder e enviar todas as cartas imediatamente quando solicitado. Deve cuidar do livro de Atas. Deve fazer o preenchimento de formulários do Capítulo e envio dos mesmos. Receber e apresentar as fichas dos candidatos. Controlar os endereços dos DeMolay's, bem como os dados referentes a eles também. Nunca deve deixar acumular os seus deveres!

Orador

Deve corrigir erros ritualísticos individuais ou coletivos do Capítulo. Passar sempre uma mensagem ao final de cada reunião. Apresentar sugestões que visam facilitar os trabalhos do Capítulo. Deve ter conhecimento profundo da Constituição, Estatuto e Regimento Interno. Deve orientar o Mestre Conselheiro e o Capítulo sobre as possíveis irregularidades. Ler (com todos de pé) e arquivar todos os atos e decretos provenientes do Supremo Conselho, bem como a verificação da aplicação dos mesmos.

Primeiro e Segundo Diácono

Arrumar a Sala Capitular antes e depois das reuniões. Cuidar, retirar e guardar todos os materiais necessários para a arrumação da sala (exceção dos rituais). A manutenção dos materiais também é sua função. Verificação e solicitação ao Mestre Conselheiro e Tesoureiro para a compra de velas e incensos para o Capítulo.

Primeiro e Segundo Mordomo

Cuidar da distribuição, manutenção e de guardar as capas e jóias dos Oficiais. Manutenção da biblioteca, fazendo o controle de retirada e devolução dos livros. Cuidar do controle de empréstimos de gravatas ou qualquer roupa ou paramento DeMolay.

Hospitaleiro

Fazer ao final do mês um relatório dos fundos da hospitalaria. Apresentar sugestões para onde deve ser feito as doações do Capítulo. Avisar à todos sobre as reuniões extraordinárias ou qualquer outro tipo de aviso, desde que solicitado diretamente pelo Mestre Conselheiro.

Organista

Manutenção do som, das fitas e compact discs do Capítulo. Escolher músicas para as reuniões e melhorar o ambiente. Deve sempre melhorar o repertório do Capítulo, colocando e acertando as músicas às situações.

Capelão

Procurar saber sobre os DeMolay's com problemas de doenças ou qualquer outro problema. Dedicar a Cerimônia das Nove Horas à uma entidade ou alguém necessitado.

Porta-Estandarte

Carregar o Estandarte e apresentá-lo em outros Capítulos ou em reuniões especiais. A manutenção do estandarte também é sua função.

Sentinela

Verificar os paramentos dos DeMolay's, não permitindo a entrada dos que não estiverem paramentados. Providenciar para os convidados atrasados ou não, lugares para se sentar.

Mestre de Cerimônias

Deve organizar a fila dos Oficiais. Procurar da melhor forma possível substitutos para os oficiais que estiverem vagos. Verificação dos DeMolay's visitantes que nunca se reuniram com membros do Capítulo e que tenha provado ser um DeMolay. Recolher os nomes de todas as autoridades presentes, DeMolay ou não, e apresentar na chamada à sala. Verificar tudo e conferir se falta alguma coisa na Sala Capitular após os Diáconos arrumarem (início e término das reuniões).

Preceptores

São 7 (sete) preceptores. Eles devem substituir os oficiais do Capítulo em caso de falta. Servir como adjunto em determinados cargos também é sua função.

DATAS DE IMPORTANTES ACONTECIMENTOS PARA A ORDEM DEMOLAY

1244 Nascimento de Jacques de Molay.
1265 Jacques de Molay ingressa na Ordem dos Cavaleiros Templários.
1298 Jacques de Molay é eleito Grão-Mestre da Ordem dos Templários.
1314 Jacques de Molay é queimado vivo por sua fidelidade. Fim da Ordem dos Templários.
1865 Frank Arthur Marshall nasce em Leavemworth, Kansas, em 13 de novembro.
1890 Frank Sherman Land nasce em Kansas City, Missouri, em 21 de junho.
1912 Iniciação de Land na Maçonaria, em 25 de maio.
1919 Frank Sherman Land conhece Louis Gordon Lower e seus amigos, e nasce a idéia de um "Clube" para rapazes, em 19 de fevereiro;
Os rapazes escolhem o nome "Conselho DeMolay" para o seu "Clube" em 24 de março;
Primeira reunião do Conselho DeMolay em Kansas City, organizado pelo fundador, Frank Sherman Land;
Ritual é escrito por Frank Arthur Marshall;
O nome oficial é mudado para Ordem DeMolay;
1920 O segundo Capítulo é fundado em Omaha, Nebraska.
1921 Primeira reunião do Grande Conselho da Ordem DeMolay.
A Maçonaria passa a patrocinar a Ordem DeMolay.
1922 Nascimento de Alberto Mansur, em 7 de setembro, em Vargem Alegre - Rio de Janeiro.
1929 Fundação da Internacional DeMolay Alumni Association (Reorganizada em 1984).
1933 Franklin D. Roosevelt é nomeado primeiro Grande Mestre Honorário.
1937 Primeira concessão de "Founder's Cross" (Honraria concedida somente por Frank Sherman Land).
O original "Hall da Fama DeMolay" é iniciado por Frank Sherman Land.
1946 Aprovação da Ordem da Cavalaria (Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques de Molay).
1950 Alberto Mansur é iniciado na Maçonaria.
1959 Frank Sherman Land falece em 08 de novembro.
1967 Primeiro Congresso DeMolay Internacional.
1969 Celebração do Cinqüentenário da Ordem DeMolay.
1980 Fundação da Ordem DeMolay no Brasil, em 16 de agosto.
1985 Fundação e Instalação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, em 12 de abril.
1986 O "Hall da Fama" é reorganizado.
Primeiro Capítulo local da Alumni Association.
1989 Primeiro Congresso DeMolay Nacional.
1992 Primeiro Sênior DeMolay eleito Presidente dos Estados Unidos da América (William "Bill" Clinton).
1993 A Ordem da Cavalaria é trazida para o Brasil, com a instalação do Convento Sir Percival de Gales, em 04 de setembro.
1994 Comemorações dos 75 anos da Ordem DeMolay. Fundação da Associação de Seniores DeMolay's para o Brasil, em 05 de março. Fundados os 3 primeiros Capítulos paraguaios, sob jurisdição do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil.
1995 Aniversário dos 15 anos de Fundação da Ordem DeMolay no Brasil. Oficialização da Associação de Seniores DeMolay's para o Brasil, em 18 de março.
1997 Na cidade de Balneário Camboriú ocorre o verdadeiro "I Congresso Nacional DeMolay no Brasil", nos dias 23, 24 e 25 de maio, sediado pelo Capítulo "Luiz Zaguini" n.º 151
2000 Na cidade do Rio de Janeiro, ocorre o "VII Congresso Nacional da Ordem DeMolay" com o intuito de, entre a programação estabelecida, comemorar os 20 anos de Ordem no Brasil.


AS SETE VIRTUDES CARDEAIS

Iremos fazer uma pequena explanação de cada uma das sete velas que é um dos baluartes da Ordem DeMolay, e um cruzamento de todas as velas com a vela que representa o Companheirismo, que foi a vela escolhida para a representação. As velas são posicionadas na ordem crescente de 1 a 7 do Norte para o Sul no sentido horário.

A 1ª (primeira) vela simboliza o Amor Filial, o amor entre pais e filhos, aquele amor que já existe antes de nascermos e permanece conosco por toda nossa vida, e nos seguirá até mesmo além do túmulo.

A 2ª (segunda) vela simboliza a Reverência Pelas Coisas Sagradas. Um jovem, atravessando o limiar de DeMolay pela primeira vez, manifesta uma profunda e permanente fé em um vivo e verdadeiro Deus. Sem esta sólida fé e a graça de nosso Pai Celestial, nossos trabalhos seriam em vão.

A 3ª (terceira) vela significa a Cortesia, uma cortesia que excede a amizade, uma cortesia que alcança o desconhecido, os idosos, todos os homens.É esta cortesia que traz um sentimento caloroso, e torna esta vida mais agradável para o próximo, pois ilumina o caminho diante de nós.

A 4ª (quarta) vela, ao centro, significa simbolicamente o Companheirismo. Milhões de jovens iguais a nós se ajoelharam neste Altar simbólico e se dedicaram aos mesmos elevados princípios de boa filiação e boa cidadania.Enquanto nós permanecemos fiéis a essas promessas, enquanto existir uma Ordem DeMolay, nós estaremos unidos.

A 5ª (quinta) vela, significa Fidelidade. Um DeMolay não pode nunca por motivo justificado ou não, ser falso a seus votos, suas promessas, seus amigos, seu Deus. Ele é chamado diariamente a defender os baluartes e preceitos da Ordem DeMolay de modo que nunca possa fracassar como líder e como homem.

A 6ª (sexta) vela, é símbolo da Pureza de cada pensamento, palavra e ação. Somente com Pureza, pode um DeMolay ser digno representante de nossos elevados ensinamentos.

A 7ª (sétima) vela é o emblema do Patriotismo. Talvez nós nunca sejamos chamados a defender nossa Pátria no campo de batalha, porém cada dia apresenta novas oportunidades para firmarmo-nos como bons e corretos cidadãos a serviço daquela querida Bandeira, e de nossa reverenciada Pátria.

Todas as virtudes se relacionam entre si, mas como, no centro das Sete Virtudes Cardeais, está a vela do Companheirismo, esta é que melhor se associa com as demais Virtudes.

Companheirismo com Amor Filial - Este é o companheirismo com o seu pai e com sua mãe, que o bom filho não é somente um filho,mas também um amigo, um companheiro que divide os momentos de alegria e tristeza com seus pais.

Companheirismo com Reverência Pelas Coisas Sagradas - Um bom companheiro, um bom amigo só o leva para um bom caminho, um caminho limpo, de alegria e beleza, e você quer um caminho mais limpo e belo que é o caminho que leva ao encontro de Deus.

Companheirismo com Cortesia - Você deve ser um companheiro cortês, que trate seus amigos, seus companheiros, com atenção e educação. Seja cortês não só com seus amigos, mas com todas as pessoas e assim elas te respeitarão, por você ser um homem fino e educado.

Companheirismo com Fidelidade - Todos nós devemos ser fiéis tanto com nossa Pátria, com nossa religião, com nossos pais e também com nossos companheiros e amigos, porque se os trairmos uma vez, talvez eles não mais nos considere como seu verdadeiro amigo.

Companheirismo com Pureza - Nós devemos ser puros de palavras, pensamentos e ação. Nunca devemos desejar, falar ou fazer mal a um amigo, nem se formos tentados a tal erro. Antes de desejarmos ou fazer algum mal, devemos conversar ou esclarecer, talvez seja somente um grande mal-entendido..

Companheirismo com Patriotismo - Quando completamos 18 anos somos chamados a fazer um treinamento para que se um dia formos chamados a defender nossa pátria em um campo de batalha assim nós o faremos. Neste período convivemos com várias pessoas e fazemos muitos companheiros e amigos, este é um período muito bonito em nossa vida.

DEMOLAY E RELIGIÃO

Em seu próprio exemplo a Maçonaria Universal, ao escrever os rituais da Ordem DeMolay em 1919, durante a primavera, colocou, entre as tradicionais "7 virtudes cardeais" da Ordem, a Virtude da "Reverência pelas Coisas Sagradas", sendo a segunda Virtude. Aos jovens DeMolays é ensinado o respeito a todos os Credos e Objetos Sagrados de todas as religiões, considerando que todas professam determinadas Verdades Eternas, que devem merecer nossa atenção.

Nas Cerimônias de Iniciação e outras, os Jovens DeMolays prestam o seu Juramento sobre o Livro Sagrado da Religião, onde cada um julgue existir as Verdades pregadas pelos Profetas de sua Fé. Assim, o Juramento deve ser prestado sobre o Livro Sagrado da Crença do Iniciado. No Brasil, por sermos um País Cristão de maioria Católica, é utilizada a Bíblia Sagrada em todos os Capítulos, inclusive sendo proibida qualquer reunião DeMolay que não tenha a Bíblia com as páginas abertas.

Diz a Ordem DeMolay:" ...Amigo, em nosso Capítulo, não ensinamos nenhum Credo. Vossas opiniões religiosas são Sagradas e a Vós pertencem, porém encarecidamente, vos pedimos não esquecer a Santidade da Fé, a Beleza da Humilde confiança na Bondade de Deus.. Procuremos ser Filhos fiéis do "Pai Universal". O mundo respeita mais a vontade do Jovem que tem Profundas convicções religiosas, e que tem a coragem de viver de acordo com as normas de moral, baseadas na certeza de que todas as Bênçãos deste mundo provém de Deus..."

Não sendo a Ordem DeMolay uma religião ou Seita Religiosa, podemos certamente dizer que ela é uma Escola Filosófica e Iniciática para os jovens, baseada na Moral Maçônica, em uma Doutrina de Universalidade, União, e Fraternidade. Com propriedade, a Maçonaria retirou as virtudes e preceitos das Antigas Ordens da Cavalaria, transmutando-os em um Código de Ensinamentos para o aperfeiçoamento dos jovens DeMolay's, e engrandecimento da Humanidade.

A Ordem DeMolay abomina o ateísmo, proveniente da descrença e ignorância, bem como qualquer deturpação religiosa que venha a degradar espiritualmente o Ser Humano e/ou torná-lo escravo em seu próprio mundo, através do Fanatismo.

Um jovem que desejar ingresso na Ordem DeMolay não poderá ser Ateu, antes de tudo deverá crer na Existência de um Ser Supremo.

Comumente os Jovens DeMolay's referem-se à Deus como "Pai Celestial", sendo este um costume tão antigo quanto a origem da Ordem, mantido em todos os Capítulos do Mundo, e de profundo significado iniciático. "Lembremo-nos das deformações dos antiqüíssimos conceitos religiosos - escreve Max Muller - e nos edfrontaremos com constatações surpreendentes. O Deus Supremo recebeu o mesmo nome, quer na Mitologia Indiana, quer na Helênica, Itálica, e Germânica : Foi Dyaus em Sânscrito, Zeus em Grego, Júpiter em Latim, Tiu (Wotam) em Germânico. Milhares de anos antes do tempo dos Vedas e de Homero, os progenitores de toda a Raça Ariana adoravam um Ser Indivisível, com um mesmo nome: O da Luz e do Céu... A palavra Dyaus não indicava simplesmente o Céu personificado; nos Vedas encontramos "Dyaus Pater", em grego "Zeus Pater", em latim "Júpiter" (depois Júpiter) todas expressões que derivam daquela usada antes das três línguas - como anota Churchward - fossem separadas, quando estas palavras significavam "Pai Celestial", ou "Pai do Céu", denominação hoje usada pela Ordem deMolay quando se refere a Deus
O criador e Arquiteto do Universo.


A BANDEIRA DA ORDEM DEMOLAY




O campo branco na bandeira DeMolay simboliza pureza e limpeza de pensamento, palavra e ação. Ela lembra ao DeMolay das palavras do salmista que escreveu (orou):
"Crie em mim um coração limpo, oh Deus".
As três listras divergentes vermelhas, as quais ultrapassam o campo branco, representam as colunas básicas e a fundação da Ordem DeMolay. Esses são: Amor a Deus, Amor à Família e Amor ao País. Elas divergem através do branco para simbolizar que essas colunas devem se espalhar durante a vida do jovem. As listras convergem num campo vermelho o qual tem a forma de um quadrado oblongo, ou retângulo, o que simboliza a união do DeMolay com a Maçonaria. O vermelho é emblemático da coragem, e relembra ao DeMolay dos muitos sacrifícios que a juventude de nossa nação tem feito para defender as liberdades que nós gozamos como cidadãos.

O CONSELHO CONSULTIVO


Todo e qualquer Capítulo da Ordem DeMolay trabalha sob os olhos de um Conselho Consultivo. Ele é formado por um corpo de seis ou mais membros, que serão Maçons regulares ou Seniores DeMolays, e que poderão ser recomendados pelo Corpo Patrocinador. É função do Conselho Consultivo governar as atividades do Capítulo conforme rege a Constituição DeMolay, as Ordens e os Atos emanados do Grande Mestre ou do Oficial Executivo de sua Jurisdição. O Conselho Consultivo de um Capítulo é hierárquico, tendo um Presidente e um Consultor que devem, obrigatoriamente, ser Maçons. Um Conselho Consultivo tem o poder de suspender ou excluir de um Capítulo, sobre o qual ele exerce o controle, qualquer membro acusado de violar seu Regimento Interno, ou que não tenha boa moral, ou que cujo comportamento é indigno de um membro da Ordem DeMolay. Ele também tem o poder de rejeitar um candidato aprovado em sindicância ou até mesmo intervir na eleição do Capítulo.

Texto baseado do Capítulo “Ouro Fino”, n.º 416 da Ordem DeMolay

A ÉTICA DEMOLAY

Um Capítulo DeMolay é formado por rapazes:

que não tenham ainda 21 anos de idade; que professem uma crença em Deus e reverenciem seu Santo Nome; que afirmem lealdade a seu País e respeito à Bandeira Nacional; que abracem à prática de moral pessoal; que façam votos de seguirem os elevados ideais das Sete Virtudes Cardeais; que aprovem a filosofia da Irmandade Universal do homem e a nobreza de caráter exemplificada pela vida e morte de Jacques DeMolay; que estejam cientes de que o ingresso na Ordem DeMolay, que não é uma associação maçônica juvenil, não lhes garantirá, no futuro, a Iniciação num Corpo Maçônico.

Tendo essas condições iniciais satisfeitas, o DeMolay busca o aperfeiçoamento do seu caráter segundo as Sete Virtudes Cardeais. Na busca deste ideal, podemos notar algumas características nos DeMolay's, as quais nós chamamos de "Ética de um DeMolay":

um DeMolay serve a Deus; um DeMolay honra todas as mulheres; um DeMolay ama e honra seus pais; um DeMolay é honesto; um DeMolay é leal a ideais e amigos; um DeMolay executa trabalhos honestos; um DeMolay é cortês; um DeMolay é sempre um cavalheiro; um DeMolay é um patriota tanto em tempos de paz quanto em tempos de guerra; a palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança; um DeMolay permanece inabalável a favor das escolas públicas; um DeMolay sempre possui a fama de um bom cidadão cumpridor de leis; um DeMolay é orgulho de sua Pátria, de seus pais, de sua família e de seus amigos; um DeMolay, por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais ele se comprometeu.

"Tenhamos o conhecimento de que, infelizmente, uma minoria dos jovens que são Iniciados em nossa Ordem não têm o coração e a alma Iniciados".

O JOVEM E A ORDEM DEMOLAY

Alguns homens famosos têm se beneficiado de seu ingresso na Ordem DeMolay, incluindo o Ex-Presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, John Waine, Walt Disney, Dan Rather, e alguns outros. Nos tempos decisivos da vida, cada um desses homens (e milhares de outros grandes líderes) possuíam os valores, dedicação e auto-estima que fazem parte da Ordem DeMolay. E, todos compartilharam esta diversão.

Isto tem induzido alguns a perguntar através dos anos:
"A situação da Ordem DeMolay gera grandeza, ou ela é grande por destino?"

A Ordem DeMolay vigorosamente encoraja pensamentos originais, planos criativos, responsabilidade na tomada de decisões e ação cooperativa, além de proporcionar uma atmosfera que dá ao membro chances de ter sucesso... bem como fazer amizades e aprender com os erros.

Para tirar proveito, o DeMolay deve preparar-se para participar e envolver-se, porque, como um DeMolay, ele faz parte de uma organização muito especial, na qual ele terá a oportunidade única de experimentar uma variedade de atividades, em caminhos que simplesmente não são possíveis apenas em sua escola, clube, igreja e vida familiar. Por exemplo:

Atléticas - Diversão e bom condicionamento físico, essas atividades são um grande caminho para aprender a trabalhar em conjunto, ser paciente, e os valores da competição e espírito esportivo.

Social - DeMolay's freqüentam casual e formalmente festas e danceterias. Isto proporciona uma grande chance para se divertir, namorar, ou mesmo encontrar novos amigos.

Serviço Comunitário - A Ordem dá oportunidade para o DeMolay fazer algo para sua comunidade. Ajudar uma família necessitada, ou fazer uma criança desesperançada a sonhar verdadeiramente. Essas oportunidades raramente não são encontradas em outras organizações.

Auto Expressão - Há algumas oportunidades na Ordem DeMolay para desenvolver a criatividade e escrever textos; conversar e desenvolver habilidade dramática, bem como a prática de outros talentos artísticos ou criatividades interessantes.

Cerimônias e Observâncias - Diferente de algumas outras organizações juvenis, a Ordem DeMolay dá a chance ao membro para participar em inspiradas e significativas cerimônias para a construção de uma fundação de valores morais e espirituais que permanecerá até o final da vida do membro. Além de ter observâncias especiais chamadas "dias obrigatórios", que dá ao jovem tempo para observar aspectos importantes das personalidades, famílias e comunidade.

Reuniões Capitulares - As reuniões regulares do Capítulo envolverá o DeMolay nos trabalhos do Capítulo. O membro discutirá idéias e será ouvido nos debates do Capítulo. Essas reuniões incluem programas educacionais, atividades sociais e iniciação de novos membros, etc..

Liderança no Capítulo - O DeMolay também terá a oportunidade de ser um líder em seu Capítulo. Ele poderá servir como um Oficial eleito ou nomeado. Aprenderá a comandar por experiência, desenvolvendo prática em dinâmica humana, gerenciamento, orçamento, procedimentos parlamentares, comunicação efetiva, trabalho comunitário e liderar outros grupos por seu próprio exemplo.

Ritual - O Ritual DeMolay é outro importante caminho para participar em nossa Fraternidade. O Ritual nos faz especial. Enquanto outros grupos de jovens podem ter Cerimônias, nenhuma é mais bonita ou tão impressionante quanto as que se encontram na Ordem DeMolay. O membro terá a chance de participar e executar Cerimônias para outros; então, com essas lições especiais, eles podem ensinar, passando-as para novos membros do Capítulo. Há um consagrado grupo de Oficias e membros para executar nosso cerimonial de graus em uma conduta elevada. Esta especial marca de trabalho em conjunto é uma qualidade comum nos Capítulos DeMolay.

Trabalhando com voluntários adultos - Maçons e outros voluntários adultos servem como "Conselheiros" para cada Capítulo DeMolay. O DeMolay terá a oportunidade de trabalhar com esses líderes da comunidade, e se interar com eles nas atividades. Eles fornecem seus talentos e experiências para ajudar um ou mais jovens na Ordem DeMolay. Alguns podem também carregar com eles os princípios e tradições da Maçonaria, sob os quais nossa Ordem foi fundada. Alguns Conselheiros são membros exemplares. Por causa da sua dedicação e devoção pela Fraternidade, eles dedicam parte de seus tempos pela Ordem DeMolay.


A ORDEM DOS TEMPLÁRIOS



A história dos Templários começa forçosamente com uma análise das Cruzadas, aquelas excursões militares apresentadas com objetivos essencialmente religioso, mas que, na verdade, procurava estabelecer uma rota comercial segura para o Oriente Médio com bases ocidentais, que garantisse o fornecimento permanente dos produtos orientais para um mercado europeu sempre crescente. Os mercadores de Veneza tinham criado um centro comercial que durante séculos liderou os demais centros europeus. No início, ele eram pescadores, mas logo depois começaram a comercializar seu sal, indo com o produto até o Islã e Bizâncio, onde intercambiavam madeiras, armas e escravos pelos produtos orientais, que revendiam na Europa com excelentes lucros. Mas as dificuldades que estes audaciosos mercadores enfrentavam eram muitas, incluindo os piratas que infestavam o Mediterrâneo e o fato de não contarem com depósitos e postos de abastecimentos no Oriente.

Foi fácil para os mercadores incentivar as expedições militares, explorando as desventuras por que passavam os fiéis, que desde o século IV peregrinavam a Jerusalém. No século VII, Roma tinha estabelecido as peregrinações entre as penitências canônicas, aumentando o afluxo de peregrinos, especialmente europeus. Surge mais um problema com o aumento da agressividade dos turcos seldjúquidas que chegam em 1095, com grande ameaça, até as portas de Constantinopla.

A Europa começou a levar muito a sério a criação de uma expedição punitiva e recuperadora dos Santos Lugares, que recebeu o nome da I Cruzada. Em fins do século XI, o Papa Urbano II dirigiu-se ao sul da França onde estava reunido o Concílio de Clermont, lançando veemente apelo aos cristãos presentes (ano 1095) que fanaticamente juraram colocar suas armas e suas vidas a serviço da Igreja na luta contra os infiéis, com o grito de guerra “Deus o quer”. Entre os anos 1096 e 1270 houve oito Cruzadas oficiais e no decorrer delas o mundo Ocidental percebeu que era necessário criar grupo paramilitares para receber funções paralelas, tais como policiamento, preservação da fé religiosa (aliás muito importante), atendimento médico, organização jurídica das terras conquistadas etc. e ele tinha dentre os Templários o mesmo significado que tem para nós maçons, que não é outro senão o reconhecimento da Razão de que o Homem está dotado e se encontra contido dentro do crânio. Fora dos crânios houve outro tipos de cabeças de forma estranha achadas nas Casas dos Templários e que nenhum dos interrogados soube dar uma explicação certa, seja por ignorância, ou fingir ignorância, e os inquisidores, pelas razões não insistiram.

O Julgamento dos Templários

A Ordem não foi extinta, continuando com sua existência jurídica aqui no Brasil

Em 1300, a Ordem dos Templários estava em seu apogeu, no que concerne a poderio econômico e temporal. Reinava em França, de 1285 à 1314, Felipe IV, chamado de “Felipe, o Belo”, indivíduo inescrupuloso e amoral.

Vagando na Cátedra de São Pedro, Felipe usou toda a sua influência, conseguindo a eleição de seu protegido - Beltrand de Goth - que assumiu o nome de Clemente V. Com um Papa que era títere e a sede do papado em Avignon, (França) o Rei multiplicara seus poderes.

As riquezas da Ordem exerceram seu inquestionável fascínio em Felipe, que engendrou um plano para apossar-se dos haveres dos Templários. De inopino, Felipe, no dia 13 de outubro de 1307, mandou prender todos os Templários que se encontrassem em França: só em Paris foram presos cento e quarenta Cavaleiros. No dia 22 de novembro, Felipe consegue, do Papa, ordem de prisão para todos os Templários, de todos os países. Os Templários presos foram imediatamente submetidos a torturas; de 19 de outubro a 24 de novembro, cento e trinta e oito Cavaleiros foram torturados impiedosamente.

O historiador Marcel Lobet, escreve, em sua Historie Mystérieuse et Tragique des Templiers, à pág. 172: “a tortura foi empregada durante os interrogatórios e isso virá a ter grande importância para o que se seguirá. Com efeito, tendo os acusados confessado durante os tormentos, não ousaram, mais tarde, retrata-se pois, segundo o espírito da Idade Média, era gravíssimo negar uma culpa precedentemente confessada”.

Sim, porque quem assim era considerado reincidente, pois, perseverare diabolicum... Em 1314, o Grão-Mestre Jacques de Molay e o Preceptor da Normandia, Geoffroy de Charnay são queimados, na Ilhota dos Judeus, no Rio Sena, em Paris.

Há um erro, que a maioria das Enciclopédias comete, já que uma copia a outra, sem se dar ao trabalho de realizar pesquisa histórica. O Papa não podia extinguir a Ordem dos Templários. Não poderia, com uma Bula, extinguir uma pessoa jurídica de Direito Privado. Daí, fê-lo de forma indireta, ou seja, decretando a interdição aos cristãos e a excomunhão dos Templários, através da Bula Vox Clamantis. Assim, o interdito implicava, para os cristãos, a proibição de participar da Ordem e, àqueles que dela faziam parte, a excomunhão. Dessa forma, no mundo cristão, indiretamente, estaria a Ordem extinta; não pela Bula, que não tinha esse alcance, mas pelo esvaziamento do elemento humano.

O Eminente Desembargador Antonio Carlos Alves Braga do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e Professor Titular de Direito Civil da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em magistral trabalho apresentado na Primeira Convenção Nacional de Estudos Templários, analisou profundamente, sob o ponto de vista jurídico, a Bula Vox Clamantis. Diz Sua Excelência; “O Papa Clemente V reconhece na Bula, que não pode, de direito, extinguir a Ordem. Impõe, contudo, a interdição. Diz a Bula; “Cum eam super hoc secundum inquisitionem etprocesses super his habitos non possumos ferre de jure sed per viam provisionis seu ordinations apostolicae”. Omissis, isto é, “A Bula, pois, deitou sobre os membros da comunidade Templária, pena de censura, atingindo individualmente seus integrantes que houvessem cometido algum atentado contra a Fé. Nada mais. Pena de censura não tem força extintiva”.

E, continua Sua Excelência; “Ora, a existência jurídica da ordem dos Templários nada tem com o poder espiritual do Papa. Ele podia - e o fez - punir com a interdição e excomunhão seus membros, sem afetar em nada a estrutura jurídica da entidade”. “Seguindo-se esse raciocínio, fácil é concluir que erram aqueles que afirmam ter sido a Ordem dos Templários extinta pela Bula do Papa. Ela nunca foi extinta, embora recaísse sobre seus membros a pena de censura deitada pelo Pontifíce”.

E não poderia ser outro o raciocínio lógico-jurídico: a Ordem surgiu soberana e independente, não sendo vinculada hierarquicamente a Igreja de Roma, ou a ela subordinada. Através de ato arbitrário, teve seus bens confiscados, mas tal ato não implicou sua extinção, posto subsistir ela independentemente de seu patrimônio Tanto é verdade que, em 1478, assumiu o cargo de Grão-Mestre da Ordem dos Templários, Roberto de Lenoncourt, Arcebispo de Rheims. Inaceitável pensar-se que uma das mais importantes cidades francesas, aceitasse o cargo supremo de uma Ordem extinta.

Inúmeras outras personalidades ocuparam o Grão Mestrado. O Comandante da Armada que trouxe ao Brasil, em 1808, a Família Real portuguesa, o almirante inglês, Sir Sidney Smith, era, à época, o Grão-Mestre da Ordem do Templo.

Portanto, a Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém, conhecida como Ordem do Templo, ou Ordem dos Templários, não foi e não está extinta, continuando com sua existência jurídica no Brasil e sendo reconhecida em vários países.

"Non nobis Domine non nobis sed Nomini Tuo ad gloriam"

História Iniciática Dos Templários

O azar é uma ilusão mental. Somente os ateus ignoram ou rejeitam a presença de Deus, ligando o destino ao azar.

O azar é a contradição de Deus que é perfeição absoluta. No cosmos, que é Ordem por excelência, nada é fruto do azar. Tudo é regido por leis exatas, harmoniosas, que não dão nenhuma margem à fantasia. . No universo, "tudo é números, peso e medida" diz a Bíblia.

A Ordem do templo, regida pelas leis do Universo, e por seu próprio ciclo, não poderia jamais ter surgido por azar, ou por Geração Espontânea, nem pela vontade dos homens. Não é necessário ser um grande historiador, para se convencer que o surgimento da Ordem do Templo em 1118, foi de um caráter providencial.

Lembremos os traços da presença na Palestina, em 1104 do Cavaleiro francês "Huges", o Conde de Champagne. Ele tinha então 28 anos em perfeita saúde, porém não participava das ações de guerra, nem dos assuntos políticos ou administrativos do Reino de Jerusalém, inaugurado por Godefroy de Bouillon (Godofredo de Bulhões) em 1099. Ele fez importantes pesquisas que duraram 4 anos, antes de retornar à França com um certo número de Manuscritos, uns em árabe, e outros em hebraico. Huges de Champagne confiou esses documentos a seu amigo Pierre de Cluny, o Superior dos Monges "Cistirciens", que os estudou minuciosamente, após decifrá-los. Enorme tarefa que durou 6 anos, nos quais o Conde de Champagne retornou brevemente à Palestina. Tudo indica que sua rápida viagem teve por principal objetivo confirmar, "In Loco", as informações contidas nos Manuscritos. Confirmação bem positiva, considerando que, a partir daquele momento, o projeto templário pegou corpo rapidamente, e de maneira singular. Na mesma época apareceu uma figura extraordinária, um Homem excepcional, que dominou a Idade Média, e que tinha por nome Bernardo . O Conde de Champagne, então fez a doação de uma de suas propriedades à Ordem de Cristo, para a construção de uma nova Abadia, tinha ele somente 2 anos de Hábito, mas trouxe com ele a maior parte de sua família e numerosos amigos. Em torno do jovem Bernardo de Calirvaux e de Huges de Champagne se agruparam oito outros cavaleiros, escolhidos por eles. É iniciada novamente a Busca do "Santo Graal", pois eles sabiam onde encontrar a "Taça do Saber", ou melhor, o "Depósito Sagrado da Antiga e Nova Aliança".

A data fixada pela Providência para o Nascimento Iniciático da Ordem do Templo foi de 12 de Junho de 1118. Naquele dia os 9 Cavaleiros reunidos na Cripta do Castelo de "Arginy", perto de Lyon, em comunicação espiritual com Bernardo e seus Monges em Clairvaux, iniciaram uma prodigiosa aventura, em total independência dos Poderes Temporais, sem autorização Real ou Papal de alguma espécie, em total Liberdade. Os 9 Cavaleiros que se denominaram de "Pobres Soldados do Cristo", partiram para Jerusalém, e durante 9 anos trabalharam exclusivamente sobre o Plano Metafísico, sem participar nos combates e nem na Política. Quando, após naquele longo retiro, eles retornaram à Europa as Portas da Cristandade abriram-se magicamente para eles.

Um Concílio foi convocado pela Igreja, especialmente para reconhecer a Ordem dos "Pobres Soldados de Cristo", que não foi jamais vista antes nem depois.

É evidente que as Ordens Militares de Cavalaria surgiram na Idade Média de maneira absolutamente mágica e providencial, com uma indiscutível maneira e caráter esotérico e espiritual. A partir de 1128, a Ordem do Templo adquiriu uma possante estrutura e uma Força Armada. Seus Organismos e Corpos Imponentes serviram de Templo à uma "Alma Templária" construída e modelada pelos 9 Cavaleiros, uma Alma suficientemente forte para animar e manter o "Sentimento do Graal", uma alma suficientemente pura para realizar a Missão Esotérica que lhe foi confiada. Não há dúvida que a Ordem surgiu iniciáticamente quando recebeu sob sua guarda os Despojos Sagrados da "Antiga e Nova Aliança" - Quando descobriu a "Palavra Perdida", que lhe conferiram uma missão correspondente, uma Missão Secreta somente conhecida pela Alta Autoridade da Ordem, seus Iniciados e Sucessores... Seria infantil, para alguns crer que a providência Fez a Ordem do Templo nascer para ser uma Ordem Militar com a finalidade de defender Jerusalém, ou para guardar o Santo Sepulcro, ou para proteger os itinerários de peregrinação aos lugares santos. Os historiadores mesmo não acreditam nesta versão, mas são obrigados a se contentarem com as conjecturas, pois não puderam descobrir nenhum documento sobre a Missão Esotérica da Ordem. Em nossos dias, a Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz poderia ser de grande ajuda neste sentido...

Quando em 13 de outubro de 1307, os Esbirros do Rei de França entraram nas Comendadorias, eles não acharam nenhum "tesouro" nem nenhum arquivo sobre a Vida Secreta dos Templários. Tal fato tinha a algum tempo sido preparado, pois a "Autoridade Terrestre da Ordem tinha sido avisada" da iminência do perigo, da Prova de Sacrifício que deveria aceitar, sem saber certamente de que consistiria exatamente.

Jacques DeMolay escreveu seu Testamento dois anos antes de 1314, e as Estruturas Secretas foram montadas em vista da ocultação da Ordem.

A Ordem do Templo, em 1307, possuía o Exército mais importante da Europa, o mais disciplinado, o melhor armado, e o melhor treinado para os combates ininterruptos na Palestina e na Espanha. Curioso que este Exército não reagiu ao ataque do Rei de França. Porquê ? Insolúvel mistério para os historiadores. Os numerosos livros que foram escritos sobre os templários, no curso dos 671 anos que nos separam de sua ocultação definitiva em 1318, se inspiraram em grande parte em uma única sorte de informações, que foram fornecidas pela Igreja, através dos Tribunais da Inquisição. Hoje uma grande maioria dos historiadores, e jovens de todo o mundo rendem justiça aos Templários. Isto não é maravilhoso ?

Os escritores falam daquilo que eles conhecem, ou do que sua fértil imaginação lhes sugere. Eles nunca escreveram sobre a "Alma do Templo" porque ignoram-na totalmente, porque isto é um Domínio Sagrado onde os profanos não penetram. Enquanto os Exércitos dos Templários guerreavam na Palestina e na Espanha, os Colégios de Iniciados na Ordem, os Homens dos Castelos-Fortes e das Comendadorias, em suas Igrejas e Criptas, trabalhavam com vontade e ardor, mas secretamente, porque naqueles tempos a Alquimia, a Magia, e mesmo a Astrologia eram consideradas como Ciências do Diabo; e os Templários construíram as Magníficas Catedrais góticas, tornaram-se Pedreiros Livres.

Durante os 9 anos passados em Jerusalém, nas ruínas do Templo de Salomão, os 9 Cavaleiros sob a Direção do Arquiteto da Época - André de Montbard, recuperaram os Despojos dos Cabalistas Essênios, seus irmãos de uma manifestação de "Uma mesma Egrégora", que lhes deram a Inspiração Espiritual que só pode dar Vida aos novos Templos da Virtude e do Espírito". Eles não precisavam somente de um Saber Técnico, mas também um Fundamento Espiritual para a construção de um Edifício correspondente à Estrutura Cósmica.

A Ordem do Templo na Idade Média foi desmantelada, dissolvida, dispersada, mas sua Alma permanece intacta e pura através dos Tempos, pois ele é inacessível ao poder político e religioso. Ela faz parte do "Templo Espiritual", o Templo de sempre, Ela é eterna.

Da mesma forma que a "Palavra Perdida", a alma e essência dos Templários, tornou-se a Pedra Angular de seu desenvolvimento, da mesma maneira se sucedeu na "Ordem dos Filhos da Luz", chamados oficialmente pela história como Essênios. A "Alma do Templo" permanece intacta e reencarnada em nosso Tempo, para o preparo de uma "Nova Era".

A "Alma do Templo"permanece a mesma, não tendo se modificado em nada: Ela possui a Missão Metafísica de levar a bom termo o "Retorno ao Paraíso". Como os Antigos Irmãos Essênios, os precursores, os Templários de hoje, sob uma manifestação exterior e nova denominação, trabalham num Mundo em mutação que não os pode entender: "Ils ont La Voix de Celui qui clame dans le Désert: Redressez les chemins du Seigneur! ".

Como já se passaram mais de 2000 anos, somente um pequeno número de Iniciados espera o seu retorno. As religiões Cristãs não souberam ainda decifrar o Apocalipse, e por isso não dão mais crédito aos "Profetas".

A missão atual dos Sucessores dos Antigos Templários é preparar o retorno glorioso do "Verbo Encarnado", da "Palavra Perdida" e de ajudar a Terra e a Humanidade em uma passagem que se anuncia como dolorosa, de fornecer aos homens que possam entender as Chaves Iniciáticas da sobrevivência, e testemunhem sobre os Três Planos", como João Batista, e nossos Irmãos Essênios

Cargos da Ordem dos Templários:

Grão Mestre
Senescal
Marechal
Chefe do reino de Jerusalém
Chefe da cidade de Jerusalém
Chefe do tripoli e Antioquia
Drapier
Chefe da Casa
Chefe da Cavalaria
Irmão Cavaleiro e Sargento do Mosteiro
Turcopolier
Sub-marechal (um Sargento)
Portador padrão
Irmão-Sargento
Irmãos Rurais ("Feres Casalier")
Irmão Assistente de Doentes ("Feres Infermiers")

A ORDEM DA CAVALARIA

Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques de Molay.

A Cavalaria foi um sistema de ideais éticos desenvolvidos entre os Cavaleiros da Europa medieval. Surgindo fora do FEUDALISMO do período, combinou as virtudes militares com aquelas do Cristianismo, como é contado na lenda de ARTUR na Inglaterra os CHENSONS de GESTE da França medieval.

A palavra Cavalaria é derivada do francês CHEVALIER, a qual significa Cavaleiro (aquele que monta cavalos). A Cavalaria foi um código de condutas no qual os Cavaleiros supostamente se guiavam. Em adição à destreza e valor militar, lealdade a DEUS e aos Lorde feudal do Cavaleiro, ele devia ser cortês perante os inimigos e generoso para com os fracos e oprimidos, viúvas e outras pessoas debilitadas em relação aos demais.

Também incorporado ao ideal estava o AMOR PLATÔNICO devoção romântica para uma mulher sexualmente inatingível, normalmente a mulher de um outro homem. A veneração pela Virgem Maria teve um grande papel nesse conceito.

Os ideais da Cavalaria influenciaram a fundação de Ordens religioso-militares durante o período das Cruzadas, tendo relevância os TEMPLÁRIOS e os HOSPITALÁRIOS, além dos Cavaleiros Teutônicos e as Ordens espanholas de Alcântara, Calatrava e Santiago. No final da Idade Média, regras formaram ordens seculares de Cavalaria tais como a "Ordem Inglesa da Jarreteira " em 1349 e a "Ordem Burgúndia do Velo Dourado" em 1429. Por este tempo, porém, a Cavalaria tinha se tornado um mero sistema de etiqueta. Torneios, nos quais os Cavaleiros originalmente tinham arriscado suas vidas em "justas" (combates) por causa de damas, tornaram-se simplesmente elaboradas, estilizadas e um entretenimento inofensivo. Ainda mais, o gasto com isso e outros adornos da Cavalaria levou muitos nobres que eram elegíveis à Cavalaria (serviram o costumeiro período de aprendizado de 7 anos como um pajem de uma corte nobre e outros 7 anos como escudeiros para um Cavaleiro) a não se tornarem verdadeiramente Cavaleiros. Da Cavalaria, sempre largamente presente na literatura, vem o conceito moderno de CAVALHEIRO (gentleman).

Os anos da Cavalaria ainda permanecem para nós como um tempo de glória e pompa. Os mais nobres preceitos do código dos Cavaleiros são legados de tempos passados que sobreviverão em todas as instituições humanas e serão parte eterna da herança de nossa raça.

Nos é difícil explicar o início e crescimento da Cavalaria; ela é obscura em muitos detalhes. Para nós as palavras "Knights" e "Knighthood" são formas modernas do inglês arcaico no qual possuía o significado de jovem ou rapaz e correspondia ao segundo período da vida, entre a infância e a maioridade. Porém, na metade do século XII, ele passou a ter o significado de "Chevalier" da França. A Cavalaria foi um código de condutas no qual os Cavaleiros supostamente se guiavam. Em adição à destreza e valor militar, lealdade a DEUS e aos Lorde feudal do Cavaleiro, ele devia ser cortês perante os inimigos e generoso para com os fracos e oprimidos, viúvas e outras pessoas debilitadas em relação aos demais.

Nós desta Ordem traçamos nossa linhagem até Jacques DeMolay, um francês, o último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, que foi queimado vivo em 1314 em uma pequena ilha às margens do rio Sena, em frente à Catedral de Notre Dame, em Paris.

Os Cavaleiros desta Ordem estão dedicados ao Amor a Deus, Amor à Família e Amor à Pátria. Nós aceitamos em nossas fileiras apenas aqueles que, pela prática e devoção à causa do bem, lideram em todo campo de empreendimento. Como os Cavaleiros do passado, nós nos consagramos à proteção dos fracos e necessitados, dos oprimidos e dos que sofrem, e para construir uma ponte da Cavalaria para uma vida melhor, aonde as pessoas do mundo poderão atravessá-la para uma vida mais harmoniosa e branda.

O primeiro Convento começou com o Capítulo Mãe de Kansas City, Missouri, e recebeu sua Carta Constitutiva em 27 de outubro de 1947. Em 10 de janeiro de 1948, o Convento Mãe fez sua primeira Investidura, no Templo Maçônico Ivanhoe, sendo Everett L. Davis o primeiro Ilustre Comendador Cavaleiro.

Os primeiros Nobres Cavaleiros eram Chevaliers do Capítulo Mãe. As Esporas Douradas usadas na primeira investidura estão a mostra na Sala Memorial de Frank S. Land na sede do Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay. A primeira Convocação Internacional foi realizada de 4 a 7 de julho de 1974 em Erlanger, Kentucky. Ela marcou o lançamento oficial do programa de revitalização dos Nobres Cavaleiros.

Mas, enfim, quem são os Cavaleiros? Eles são DeMolays reconsagrados, na idade de 17 a 21 anos. Por serem reconsagrados, os Cavaleiros são sempre lembrados que juramos em dobro, e por isso nos Conventos há 14, e não 7 velas acesas. Cada ato deve ser pensado duas vezes, de forma que não quebremos os valores das Virtudes Cardeais. Os Nobres Cavaleiros atuam em todos os campos de atividades, empreendimentos e tentativas - em posições de liderança na Ordem DeMolay, liderança na Igreja, comunidade e na escola. Através dos Nobres Cavaleiros, os DeMolays estão "Unidos em Serviço e Companheirismo".

A Cavalaria na verdade é uma organização filiada à Ordem DeMolay. Seu nome oficial é Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques DeMolay. Sendo assim, os Conventos naturalmente precisam dos Capítulos para que tenham um bom funcionamento. Se os Capítulos forem fracos, os Conventos também são, já que dos primeiros que saem os Irmãos que se tornarão Cavaleiros. Portanto, nós, Cavaleiros, devemos continuar sempre nossos trabalhos nos Capítulos, para que nossos Irmãos mais jovens não sofram da necessidade de nossa companhia e assistência.

Os Conventos, organizados a nível jurisdicional, possuem seu próprio Ritual e Oficiais: Ilustre Comendador Cavaleiro, Comendaor Escudeiro, Comendador Pajem, Protocolista, Preceptor, Prior, Primeiro Diácono, Segundo Diácono, Porta Estandarte, Sacristão, Organista, Sentinela e Arauto. Os Nobres Cavaleiros possuem dois graus aprovados, chamados Ordens (devido aos seus Rituais serem baseados no Rito York da Maçonaria), que são conferidas em Investiduras. Existem a Ordem da Cavalaria e um grau opcional, a Ordem do Ébano. Conclaves, Convocações e reuniões provam a união fraternal entre os Nobres Cavaleiros. Os Cavaleiros elegem seus próprios líderes e planejam e executam seus próprios projetos, atividades e eventos sociais.

Os DeMolay's mais velhos possuem muitos interesses que são diferentes dos interesses dos mais jovens. Qualquer coisa que os DeMolay's mais velhos gostem de fazer, os Nobres Cavaleiros são capazes de fornecer, como diversão, festas, jantares e outras atividades em grupo. Tio Land disse, "Os Nobres Cavaleiros não é um grau honorário ou prêmio. Eles são um corpo que trabalha criado para atender as atividades que os mais velhos necessitam e desejam". Eventos sociais para os membros, convidados e parentes ajudam criar um entusiasmo enorme para cada Convento. A maioria das atividades do Convento são em grupo.

Próximos de nossa maioridade, devemos sempre estar vigilantes para proteger nossas liberdades, até que todos os homens reconheçam o valor das liberdades com as quais Ele nos abençoou. A troca do Capítulo pelo Convento é explícita em nossas Cerimônias, quando Mestre Conselheiro cita que deveremos nos preparar para usar a Coroa da Maioridade, e é aqui no Convento que fazemos esta preparação.

Cavaleiros servem os Capítulos, distritos e Jurisdições através de times ritualísticos, escolta, assistência no planejamento e execução da maioria das atividades dos Capítulos. Anualmente os Conventos patrocinam competições desportivas, torneios de Ritualística, e etc. Os Nobres Cavaleiros procuram expandir sua caridade através da ajuda às atividades filantrópicas da Maçonaria. Lembrem-se que o cavalheirismo não é uma instituição que morreu, mas que sobrevive nas colunas DeMolay, e que nos será útil por toda a vida, pelo menos enquanto estivermos defendendo o que é certo.

O último grau nesta escala é a Ordem do Ébano, que é concedido aos Cavaleiros que tenham completado 19 anos de idade. Muito mais próximos do momento da Maioridade, os Cavaleiros têm de decidir entre os dois caminhos que estão sempre a frente de todo o mundo: o caminho das Luzes ou o Caminho das Trevas. Nesta

Cerimônia, mostramos aos DeMolays o que pode lhes esperar em ambos os lados, e a eles cabe a decisão de qual seguir.

A Ordem da Cavalaria (na verdade Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques de Molay), chegou ao Brasil somente em 1993, pelas mãos do Sereníssimo Grão-Mestre, Alberto Mansur, com a fundação do primeiro Convento de Cavaleiros, o Sir Percival de Gales, na cidade do Rio de Janeiro. Apesar disso, o Grau demorou a se espalhar pelo Brasil. Primeiramente alcançou somente os DeMolays que viajavam ao Rio e lá descobriam que esse Grau existia e estava em funcionamento no Brasil.

O Brasão da Ordem da Cavalaria

COROA DA JUVENTUDE
Nos lembra nossa servidão para que quando a troquemos pela Coroa da Maioridade, esta possa brilhar cada vez mais.

ESPADAS CRUZADAS
Denotam justiça, força e cavalheirismo. Elas simbolizam a incessante luta de DeMolay contra a arrogância, despotismo e intolerância.

CRUZ DE CINCO PONTAS
Simboliza a pureza de intenções e nos recorda o lema da Ordem DeMolay, "Nenhum DeMolay jamais fracassa como um cidadão, como um líder ou como um homem".

RAMO DE OLIVEIRA
Na esquerda denota prontidão e devoção no servir.

RAMO DE LOUROS
Na direita denota honra e vitória

O GRAU DE CHEVALIER


Chevalier é a mais alta honraria que um DeMolay ativo pode receber, mas que também pode ser concedida a Seniores DeMolay. Esta honraria é uma citação por atividade e trabalho destacáveis e notáveis em favor à Ordem DeMolay. O nomeado deve ter um mínimo de 17 anos de idade e tem que ser um membro em bom estado há pelo menos dois anos. Esta honraria não pode ser requerida, e a nomeação é feita sem o conhecimento do DeMolay a ser distinguido. O voto unânime do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil na sua sessão regular é necessário para eleger o nomeado. As recomendações devem ser feitas pelos Conselhos Consultivos ao Oficial Executivo da jurisdição, que retém os formulários de nomeação. As nomeações devem ser encaminhadas ao Oficial Executivo para registro. A cada ano uma taxa de nomeação é estabelecida pelo Grande Secretário do Supremo Conselho, a qual cobre o processo e os paramentos. A taxa deve ser submetida com o formulário de nomeação completo ao Oficial Executivo. Os paramentos são distribuídos sob direção do Oficial Executivo, exceto o anel, que deve ser adquirido a parte. A Cerimônia de Investidura deve ser realizada num prazo de até um ano após a data da eleição. A Cerimônia é pública, podendo ser realizada até mesmo fora de Templo.

Histórico do Grau de Chevalier

Frank e Clarence conversavam a respeito da Legião da Honra. De acordo com o segundo, a cada ano os membros do Preceptório estavam se tornando mais velhos, mesmo os recém-iniciados. "Você está certo, Clarence, a idade média daqueles que estão recebendo a Legião da Honra tem aumentado quando reconhecemos aqueles que eram DeMolay's e durante os anos têm demonstrado a promessa de alcançar sucesso em suas vocações. A idade média provavelmente vai aumentar enquanto você for envelhecendo; eu tenho notado isso. Tenho falado com muitos de nossos homens e nós sentimos que deveria haver um outro prêmio - talvez um Grau - para reconhecer DeMolay's que demonstram liderança extraordinária". "É estranho," ele continuou, "que você tenha trazido isso nessa hora em particular. Lembra-se nos primeiros dias, cerca de 1920, alguns de vocês eram escolhidos para ajudar com as turmas de novos membros e para colaborar comigo. Para identificá-los como líderes, vocês usavam bonés amarelos em todas as reuniões?" "Lógico que me lembro. Gorman McBride e todos os outros eram orgulhosos por esses bonés. Eles eram como os bonés usados pelos membros do Rito Escocês, apenas com cores diferentes." Tio Land sorriu, "E do que nós os chamávamos? Lembra-se do nome escrito no chapéu?"

"Sim. Era 'Chevalier'!"

O Grau de Chevalier foi aprovado em 11 de abril de 1936. A honraria foi conferida aos membros da Ordem DeMolay que haviam realizado serviço excepcional e meritório à Ordem, que haviam atingido a idade de 18 anos (mais tarde mudada para 17) e que tivessem sido membros de um Capítulo por ao menos dois anos. Ninguém poderia requerer essa distinção. O voto unânime do Grande Conselho (mais tarde Supremo Conselho Internacional da Ordem DeMolay), na sua sessão regular, era requerido para que um nomeado fosse eleito para receber o "Grau de Chevalier". Esse foi o primeiro Ritual escrito sem Frank Marshall. Frank Land tinha dado ajuda e orientação em todos os serviços rituais escritos anteriormente. Agora ele aceitava o desafio de escrever um Ritual para a apresentação desse novo Grau que como ele mesmo referiu, "o mais alto prêmio para relevante serviço DeMolay, sendo um presente do Grande Conselho. Apenas um prêmio, a Legião da Honra, para liderança fora de série e serviço à humanidade," ele escreveu, "ultrapassa essa distinção". O Ritual, muito mais curto que o da Cerimônia da Legião da Honra, contém um tom religioso mais profundo. Pela primeira vez num Ritual DeMolay uma grande porção das Escrituras foi incluída. Land era um mestre sobre a Bíblia, ele viveu sobre ela e a leu várias vezes durante seus períodos matutinos de contemplação e oração. Ele incluiu as "palavras inspiradoras de Davi que cantou da segurança do Piedoso no nonagésimo primeiro capítulo dos Salmos". À essa crença a Deus, ele acrescentou, "aquela coisa sagrada chamada de Lar" e "aquele patriotismo que, enquanto faz saber todos os homens sobre seus direitos, ainda o faz atento aos direitos de todos os outros homens". Era uma apresentação dramática do propósito que ele sempre tinha associado à Ordem DeMolay - amor a Deus; amor ao lar; amor ao país. O juramento, curto, breve e cheio de significado para os anos que viriam, concluíam com uma linha que continha o tema do Grau - "Eu ainda mais prometo e faço votos que eu, a cada dia daqui em diante, esforçar-me-ei para seu um homem melhor do que tenho sido até agora. Que Deus me ajude". A figura geométrica do triângulo sempre foi uma parte da Ordem e agora, neste Grau, a figura do círculo foi introduzida, não apenas no anel colocado no dedo médio da mão esquerda mas também como o Grande Comendador no drama da cerimônia diz, "Meus Irmãos, vocês se ajoelharão formando um círculo ao meu redor". Com os designados ajoelhando a oração era feita e o cordão e o medalhão de um Chevalier era colocado sobre o pescoço e ombros assim que cada jovem se levantava e ficava em pé.

Este círculo de companheirismo se tornou uma parte tradicional de muitos serviços de rededicação. Nas alturas dos Rockies no Colorado (Estado dos EUA) sob a sombra do Pico Long, ou numa clareira nos altos pinheiros dos Smokies na Carolina do Norte, ou nas crateras das dunas de areia de Asilimar, Califórnia, os garotos nos Acampamentos de Liderança reuniam-se à noite, formavam um grande círculo ao redor de uma fogueira. Lá eles se libertariam para que assim pudessem ver apenas a noite, as estrelas, e o mundo no qual eles estavam sozinhos no limiar da aventura de suas vidas. Apenas a quietude -- e ainda como as palavras de Carruth era o puxão do desconhecido:

Como as marés numa praia crescente,
Quando a Lua está nova e magra,
Dentro de seus corações altos anseios
Vêm brotando e agitando-se,
Vêm do oceano místico,
Vêm brotando e agitando-se,
Cuja borda nenhum pé já pisou,
Alguns de nós o chamam Dedicação,
E outros o chamam de Deus.

Então, assim que eles viravam seus rostos em direção ao fogo, eles descobriam a presença de seus companheiros. Eles não estavam sozinhos. Ombro a ombro eles ficavam em pé com os outros que os ajudariam através de todos os anos e haveria luz suficiente na escuridão para iluminar seus caminhos. Um curioso acontecimento nos causou dúvida a quem foi o primeiro Chevalier. Land tinha acabado a pouco de escrever seu Ritual quando ele decidiu que dois dos jovens do Grupo da Sede deveriam passar pelo juramento. Ele chamou John McKibben e Jack Renick para virem a seu escritório. Ambos estavam no porão do edifício e como na história de São João, "Então eles correram ambos juntos; e o outro ultrapassou Pedro e chegou na frente". John ultrapassou Jack e se tornou o primeiro a passar pelo juramento de um Chevalier e o primeiro listado na investidura formal, mas Jack insistiu que cada um deveria entrar escritório de Tio Land quase ao mesmo tempo, no mesmo segundo. Na primeira apresentação pública no Pequeno Teatro do Auditório Municipal de Kansas City, em 2 de junho de 1937, Land assumiu o posto de Grande Comendador ajudado pelos membros da Legião da Honra. Robes amarelo dourados foram usados e os cordões presenteados eram da mesma cor com um medalhão retratando Jacques DeMolay, o mártir. O nome "Chevalier" foi bem escolhido. A Cavalaria sempre ocupou posição central na Ordem DeMolay e a tradução francesa da palavra portuguesa "Cavaleiro" é "Chevalier". Ambas as palavras vêm de uma origem comum que significa "montado a cavalo" sugerindo que o cavaleiro ou Chevalier cavalgava numa batalha ao invés de lutar de pé como um soldado comum nas colunas. Mais ainda, no xadrez, o "cavaleiro" é representado como um cavalo que tem grande mobilidade e pode virar no ar, enquanto o "peão" como um soldado a pé pode apenas andar pesadamente adiante num caminho reto fixo. A palavra cavalo em português se torna a palavra "Cheval" em francês. O título de Chevalier é geralmente mencionado nas histórias das Cruzadas, especialmente nos contos da Primeira Cruzada que foi majoritariamente uma expedição francesa. Esta Cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II nos últimos anos do século onze assim que ele pregou na França com tais comoventes palavras que as multidões gritavam "Deus o quer" (Deus lo volt). Haviam grandes nomes -- Raymond, Godfrey, Bohemund, Filipe I, e Tancredo de Hauteville decrito como um típico Chevalier, sendo bonito, sem temor, galante, generoso, amante da glória e da riqueza, e universalmente admirado por sua coragem. Há uma descrição da cerimônia de investidura encontrado numa antiga inscrição inglesa que relata:

"Ele que está para ser feito um Cavaleiro é atingido pelo príncipe com uma espada sacada sobre suas costas ou ombro, o príncipe dizendo, 'Soys Chevalier!' Quando o Cavaleiro se levanta o príncipe diz 'Avancez'."

Land devia ter isso em mente quando ele concluiu a cerimônia da noite ao dizer, "A cada um de vocês que foi honrado pela Ordem DeMolay ao receber o Grau de Chevalier, eu digo, 'Levante-se, Chevalier' e avance sempre adiante a partir desta hora".

Os cargos de uma Corte de Chevaliers:

Grande Comendador Chevalier
Grande Comendador do Ocidente
Grande Comendador do Sul
Grande Mestre de Cerimônias
Grande Capelão
Grande Secretário
Grande Tesoureiro

LEGIÃO DE HONRA


A Legião de Honra é a mais alta honraria que um DeMolay pode alcançar e somente pode ser conferida àqueles Irs. que possuem idade mínima de 30 anos, ter sido bem sucedido em sua vida profissional ou familiar e relevantes serviços prestados em prol de sua comunidade.
A Legião de Honra foi criado com o propósito de juntar um pouco dos milhões que tem se ajoelhado no altar DeMolay. Os portadores da Legião de Honra devem ser ativamente apontados como excelentes líderes em algum campo de diligência, seja civil, profissional, fraternal ou espiritual. A Legião de Honra consiste de homens que podem ser implicitamente confiados, como os anos passados, para auxiliar os jovens em carregar os ideais de DeMolay em todos os caminhos da vida.
A Missão da Legião é consagrar os corações e mentes dos membros para uma inesgotável crença em Deus, defesa das escolas públicas e defesa dos direitos de todos.
Um DeMolay Legionário pode ser uma grande assistência para a Ordem. Sua liderança é necessária para guiar os jovens de hoje que estão aprendendo estes ensinamentos que os ajudarão e guiarão em suas vidas. Um homem sozinho pode hesitar, mas unidos, Legionários podem expandir e estender suas habilidades, interesses e liderança, construindo uma fundação de serviços e aceitando as responsabilidades da tradição.
Os DeMolays Legionários podem se reunir em Preceptórios, carregando suas responsabilidades, estendendo paralelamente suas lideranças a Ordem DeMolay. Todos os membros do Preceptório devem ser Legionários, sejam ativos ou honorários. Cada Legionário deve ser um membro participativo, e deve observar o Dia 18 de maio e enviar o relatório de suas observâncias ao Supremo Conselho.
Os Oficiais de um Preceptório são:

Reitor
Vice-Reitor
Secretário
Tesoureiro
Capelão
Guardião das Armas

A função do Preceptório é auxiliar o Oficial Executivo e conferir a Legião de Honra aos eleitos pelo Supremo Conselho e ajudar o Oficial Executivo em alguma outra área designada por ele.

Um Preceptório pode desenvolver um programa e banquete para a observância anual no dia 18 de Março, e trazer algumas das seguintes atividades para ajudar a Ordem DeMolay, evitando sobrecarga do Oficial Executivo. Os membros podem:
1. Auxiliar o Oficial Executivo na procura de Conselheiros e planejando e promovendo Encontros e Conclaves.
2. Servir como Conselheiro quando necessário e oficialmente registrado desta forma.
3. Ajudar os Capítulos com programas de membros, desenvolver atividades e encorajar e auxiliar nas Conferências de Treinamento de Lideranças.
4. Ajudar os DeMolays encontrar empregos.

Um Preceptório pode ser formado da seguinte forma:
1. Reunir um grupo de Legionários Interessados.
2. Requerer autorização do Oficial Executivo da Jurisdição.
3. Quando autorizado, eleger os Oficiais primeiramente.
4. Planejar um programa de atividades.

Um Preceptório deve estabelecer uma agenda de Sessões, a qual incluirá a observância anual do dia 18 de Março. O orgulho e a Honra de ser um Legionário podem ser melhor demonstrados em forma de Serviço à Ordem DeMolay.

ASSOCIAÇÃO DEMOLAY ALUMNI

Hoje, mais do que nunca, a Ordem DeMolay depende do suporte e liderança da Associação Alumni e amigos. Como a face da Ordem os desafios do futuro, a liderança dos Seniores DeMolay e amigos serão um acréscimo importante.
A Associação Internacional de Seniores DeMolay's foi formada em 1984. Ela tem sido o veículo para a Alumni envolver a Liderança na vida de mais de 5.000 membros. Como uma oficial organização de Seniores DeMolay e amigos da Ordem, a Associação Alumni oferece um especial caminho para prestar suporte para a missão, propósitos e princípios da Ordem DeMolay.
A chave para a Alumni envolve um programa de associação local. Os membros da Associação Internacional de Seniores DeMolay's vem de diferentes comunidades para desfrutar do companheirismo da Ordem DeMolay e até mesmo dar alguma coisa para uma organização que da muito mais para eles.
A Associação Alumni tem como meta providenciar para que cada Alumni se envolva em alguma extensão. O nível de envolvimento é uma decisão pessoal. Mas, se um Alumni pode se envolver em um projeto, uma vez por ano, ele fará a diferença na vida de um jovem.
O sucesso da Ordem DeMolay depende da habilidade para desenvolver uma teia de trabalho da Alumni em uma forte fundação. A Associação Internacional de Seniores DeMolay é organizada para ser uma forte fundação, o alicerce na qual construiremos e expandiremos no futuro.

 

A ORDEM DOS ESCUDEIROS


A Távola Redonda é uma organização internacional patrocinada pela Ordem DeMolay, feita para crianças, do sexo masculino, com fins educacionais e cerimoniais, fundada 1922.

O nome "Távola Redonda", relacionado a lenda do Rei Artur, foi escolhido porque aquela antiga ordem possuía os mais elevados ideais de serviço, perfeição, camaradagem e igualdade entre os Cavaleiros. Dessa forma, é importante que se forme um grupo de meninos, futuros homens, com os mesmos ideais para corrigirem as muitas injustiças que afligem a humanidade.

A Ordem dos Escudeiros da Távola Redonda é uma organização reconhecida desde 1995, que se dirige a crianças do sexo masculino, entre 07 e 12 anos, fazendo com que eles participarem de atividades com os DeMolays, respeitando-se as diferenças de idade entre os membros das duas Ordens.

Ordem DeMolay e a Ordem dos Escudeiros

A Ordem dos Escudeiros da Távola Redonda é uma entidade que faz parte da Ordem DeMolay colocando garotos de ambas as Ordens em contato freqüente. As reuniões são todas uniformes, sendo denominada "ritualisticas". O "Ritual" é bem simples e as reuniões ocorrem mensalmente, fazendo com que os jovens se familiarizem com as práticas de uma sociedade iniciática, sem sobrecarregá-los e sem tornar o grupo desestimulante. Por isso, é imperativo que se realizem atividades simples, que os faça tornar amigos e se integrar à Família DeMolay.

Cada Távola é patrocinada por um Capítulo DeMolay e fica sob auspícios do Conselho Consultivo correspondente (Grupo de Maçons responsável pelos DeMolays). Há um DeMolay, denominado de Nobre Cavaleiro, que funciona como Consultor (Responsável pelos Escudeiros). É ele quem acompanha os jovens Escudeiros, durante as cerimônias, e por isso ele deve ser considerado um irmão mais velho destes meninos.

As Cerimônias da Ordem foram escritas para serem facilmente lidas e aprendidas pelos Escudeiros, ensinando-lhes lições morais de alto valor, como serem sempre educados e leais, a dizerem a verdade, a preocuparem-se com o próximo, a se empenharem nos estudos, entre outras. Estes ensinamentos são os mesmos que são ministrados aos DeMolays, com as devidas adaptações.

A História da Ordem dos Escudeiros da Távola Redonda

O programa da Ordem dos Escudeiros da Távola Redonda foi iniciada pelos Tios Ralph Hooper, Lynn Taylor, e Michael Senders. Após o Inicio dos trabalhos, Edgar Trefts foi quem aderiu ao grupo, tornando-se um também fundador, por ter escrito o ritual original, sendo assessorado pelo Tio Michael Senders. O filho do Tio Michael Senders, o primeiro "Mestre Escudeiro", foi a inspiração para o programa, sendo posteriormente iniciado na Ordem DeMolay, onde seguiu carreira exemplar, em Washington. O Tio Trefts faleceu em 2001, após uma doença longa e dolorosa, deixando conosco a resultado do inicio da busca de seus ideais.

A primeira "Távola" foi reconhecida em junho de 1995, tendo sido sua primeira unidade instalada na cidade de Vancouver, Washington. A Ordem recebeu essa designação por motivos históricos, já que na primeira reunião do grupo não havia um lugar definido para reunir, o que compeliu os membros a se reunirem numa sala de jogos, onde havia uma mesa arredondada.

Aprendizados de um Escudeiro

Os ensinamentos da "Távola Redonda" estimulam a juventude e as crianças para viverem em comunidade, respeitando povos e nações, com um verdadeiro espírito de FRATERNIDADE.

Os Objetivos da "Ordem da Távola Redonda" são:

Criar nas mentes das crianças e dos jovens um reconhecimento da unidade de todos os seres viventes, assim como dos povos.

Ajudá-los a serem membros úteis e felizes em sociedade.

Oferecer condições para o viver harmonioso, e promover de todas as maneiras possíveis o amor e a compaixão universais, a serviço de todas as criaturas.

A Administração dos Escudeiros.

A Ordem dos Escudeiros será composta por garotos de 07 a 12 anos sendo que o único requisito para o ingresso é a autorização formal dos pais da criança.

Uma "Távola" deve ser composta por, no mínimo, sete "Escudeiros". Estes serão responsáveis pela administração dos grupos e de suas tarefas, sendo auxiliados pelo "Nobre Cavaleiro DeMolay".

As os cargos oficiais de uma "Távola" são:

Mestre Escudeiro
Primeiro Escudeiro
Segundo Escudeiro
Escrivão Escudeiro
Tesoureiro Escudeiro
Capelão Escudeiro
Mestre de Cerimônias Escudeiro
Nobre Cavaleiro

Vestimenta dos Escudeiros

Os escudeiros, em suas reuniões devem trajar camisa social branca de mangas compridas, calça social preta, sapatos pretos, meias pretas, cinto preto e uma gravata azul royal comprida, mantendo a uniformidade do grupo todo.

O Símbolo

O emblema da Ordem é um círculo, dividido em quatro quadrantes. A primeira parte, que fica no canto esquerdo superior, é o emblema da Ordem DeMolay, pois somos os patrocinadores e incentivadores dos "Escudeiros". No canto direito superior há um malhete, que representa o malhete da justiça que porta o Mestre Escudeiro, durante as reuniões. No canto esquerdo inferior, encontra-se uma espada, emblema da "Espada da Verdade" portada pelo 1º Escudeiro durante as Cerimônias. Por fim, no canto direito inferior, estão os Livros da Sabedoria, portados pelo 2º Escudeiro.

 

A história da Ordem DeMolay


Um menino, um homem e uma idéia. Estes foram os principais elementos formadores da semente da Ordem DeMolay, que, ao ser plantada e cultivada, se desenvolveu, está crescendo e dando muitos frutos. Atualmente, milhões de jovens, em todo o mundo, são membros ativos e Seniores DeMolay.
O nome do menino era Louis Lower, tinha 16 anos de idade, era órfão de pai e estudava numa escola de segundo grau  na Cidade de Kansas, Estado de Missouri, nos Estados Unidos. O nome do homem era Frank Sherman Land, tinha 29 anos de idade, exercia o cargo de secretário social dos corpos da Maçonaria em Kansas. Era casado, não tinha, filhos, mas se interessava muito pelos jovens e suas atividades. A idéia era formar um clube ou associação de rapazes que pudesse proporcionar a eles, entre outras coisas, uma aproximação maior de homens com mais idade e maior experiência, dando conselhos e mostrando o caminho para serem melhores filhos, bons cidadãos e grandes líderes da juventude durante os anos de formação de suas vidas.
Com isso, os mais velhos estariam ajudando os mais novos a se prepararem para a maioridade próxima.

A semente foi plantada no ano de 1919, quando Frank Sherman Land empregou em seu escritório o jovem Louis Lower, assim ele estaria ajudando financeiramente sua família. Desde então nasceu uma grande amizade entre os dois, Louis passou a chamar Frank de “Dad Land” (Dad é uma expressão da língua inglesa, coloquial, carinhosamente utilizada como referência à figura do pai natural inglês ou alguém que o represente) por ver nele o exemplo de homem que seu verdadeiro pai havia lhe dado; em troca recebeu o apelido de “Louie”.
Um certo dia, Dad Land estava conversando com Louie a respeito das atividades que os jovens realizavam e os lugares que eles freqüentavam nas horas de lazer. Durante a conversa Land sugeriu que, juntamente com seus amigos, o rapaz formasse um grupo e fossem a um encontro em um prédio da Maçonaria, onde ele lhes falaria sobre uma idéia, guardada já há algum tempo. Louie gostou muito da sugestão e convidou 08 (oito) amigos seus para que, com ele, fossem àquele local na semana seguinte.
Esse primeiro encontro aconteceu na tarde de quartafeira, dia 17 de fevereiro de 1919. Nesta primeira reunião, Frank Land apresentou seus planos para formar um clube ou associação de rapazes. antes de deixarem o local, todos os 09 (nove) jovens combinaram que convidariam outros amigos para o próximo encontro, marcado para a semana seguinte. Já na segunda reunião o grupo era formado por 31 (trinta e um) rapazes e Frank S. Land.


A escolha do nome

No primeiro encontro dos 09 (nove) rapazes foi discutido o nome que esta nova organização deveria ter. Frank S. Land falou então sobre muitos nomes famosos da história mundial, contudo, nenhum os sensibilizou. Mas ao ouvirem a história do último Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros dos Templários que, ao ser queimado vivo em 18 de março de 1314, se tornou um mártir e exemplo de heroísmo, lealdade, coragem, fidelidade e tolerância. os 09 (nove) rapazes decidiram, unanimemente, dar o nome de DeMolay ao grupo que ora nascia.

*Texto extraído do material de divulgação do 4º EPOC –
Encontro Paulista da Ordem de Cavalaria realizado em Campos do
Jordão - SP em outubro/07.

História de Frank Shermann Land


Frank Sherman Land

Frank S. Land nasceu em 21 de junho de 1890, em Kansas City, Missouri, Estados Unidos da América.
Bem cedo já demonstrava seu espírito de liderança. Sempre teve uma vida religiosa muito ativa. Desde criança, na Igreja, e junto com os ensinamentos de sua mãe, Frank S. Land conheceu a importância de uma filosofia de vida repleta de virtudes.
A Escola Dominical da Igreja Congregacional de Fountain Park, em St. Louis, proporcionou a este jovem os meios para sua primeira inclinação a conquistas e distinções. Recebeu de presente uma Bíblia por ter dez anos de freqüência ininterrupta à Escola Dominical.
Em Kansas City, ele completou seus estudos e tomou parte ativa em atividades de Igreja e Cívicas. Quando atingiu 19 anos, havia-se tornado um dirigente de restaurante de sucesso e, como artista amador, ele era o espírito vivo na organização para embelezar a cidade.
Frank S. Land era muito ativo na Maçonaria e aos 25 anos foi nomeado Diretor do Bureau de Serviços Sociais do Rito Escocês. Foi Presidente do Conselho DeMolay dos Cavaleiros Kadosch e, presidiu, em 1931, o Templo Ararat da “Ancient Arabic Order of the Nobles of the Mystic Shrine”
Foi agraciado com o Grau 33 da Maçonaria (Rito Escocês Antigo e Aceito), na idade quase sem precedentes de 35 anos. Seis anos depois foi eleito Grão-Mestre da Grande Loja do Missouri. Em 1954 assumiu o cargo de Potentado Imperial do Conselho Imperial do Shrine da América do Norte, e em 1954 foi premiado com a primeira Medalha Internacional de Ouro do Real Arco, pelo Grande Capítulo Geral dos Maçons do Real Arco (Rito York).
Frank Land foi diretor, consignatário e membro de inúmeras diretorias e conselhos. Recebeu diversas honrarias porém sempre dedicou-se à Ordem DeMolay. Foi designado Cidadão Extraordinário em uma mensagem Oficial pelo então Presidente dos Estados Unidos da América, o General Dwight D. Eisenhower, em 1958.
Faleceu repentinamente em 08 de novembro de 1959, vítima de um edema pulmonar. Sua morte chocou o mundo inteiro !