Maçons famosos que fizeram a História

ADEMAR DE BARROS - (1901-1969) - Político populista, Ademar de Barros exerceu grande influência no estado de São Paulo em meados do século XX. Ademar Pereira de Barros nasceu em Piracicaba SP, em 22 de abril de 1901. Formado em medicina pela Universidade do Brasil em 1923, fez pós-graduação durante quatro anos na Universidade Popular de Berlim. De volta ao Brasil, trabalhou no Instituto Osvaldo Cruz, até 1932, quando se engajou nas fileiras da revolução constitucionalista. Com a derrota do movimento, asilou-se no Paraguai e na Argentina. Em 1934, elegeu-se deputado pelo Partido Republicano Paulista. Mais tarde fundou o Partido Republicano Progressista, que se transformaria no Partido Social Progressista (PSP). Interventor em São Paulo durante o Estado Novo, em 1947 elegeu-se governador, com o apoio dos comunistas. Candidatou-se em 1955 à presidência da república pelo PSP, mas foi derrotado. Elegeu-se em 1957 prefeito da capital paulista; no ano seguinte candidatou-se ao governo do estado e em 1960 novamente à presidência, sendo derrotado nas duas ocasiões. Foi eleito governador de São Paulo pela segunda vez em 1962, depois de haver apoiado no ano anterior o movimento em favor da investidura de João Goulart na presidência, após a renúncia de Jânio Quadros. Participou, entretanto, da conspiração que resultou no movimento militar de 31 de março de 1964, o que não impediu que fosse afastado do cargo pelo presidente Castelo Branco e tivesse os direitos políticos cassados por dez anos, sob a acusação de corrupção. Ademar de Barros morreu em 17 de março de 1969 em Paris, onde passara a residir.

AFONSO CELSO - ( Visconde de Ouro Preto ) -Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, natural de Ouro Preto - Minas Gerais, nascido em 31 de março de 1860 e veio a falecer no Rio de Janeiro a 11 de julho de 1938. Filho do visconde de Ouro Preto, último presidente do Conselho de Ministros do Império, e de D. Francisca de Paula Martins de Toledo, é um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras.Aos 15 anos publicou os Prelúdios, reunindo uma pequena coleção de poesias de conteúdo romântico. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo na qual colou grau em 1880. Defendeu na ocasião, a tese "Direito da Revolução". Casou-se em 1884 com D. Eugênia da Costa. Foi elevado à condição de Conde Romano em 1905.Ingressando nas lides políticas foi eleito quatro vezes deputado geral por Minas Gerais. Na Assembléia Geral exerceu as funções de 1º. Secretário. Com a proclamação da República, em 1889, abandonou a política e acompanhou o pai no exílio, que se seguiu à partida da família imperial para Portugal em novembro do referido ano. Coube-lhe a delicada tarefa de defender o pai no início da implantação do regime republicano.Dedicou-se ao magistério e ao jornalismo, tendo colaborado durante mais de 30 anos no Jornal do Brasil. Outros órgãos da imprensa - tais como A Tribuna Liberal, A Semana, Renascença, Correio da Manhã e o Almanaque Garnier, divulgaram muitos de seus artigos.Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1892, na qualidade de sócio efetivo, tendo posteriormente sido elevado a honorário em 1913 e a grande benemérito em 1917. Com a morte do Barão do Rio Branco, em 1912, foi eleito presidente perpétuo dessa instituição, de 1912 a 1938. Coube-lhe a incumbência de presidir à instalação da entidade em uma das alas do Silogeu Brasileiro, localizada na esquina das Ruas Augusto Severo e Teixeira de Freitas.De sua vasta obra merecem especial destaque os seguintes livros: Oito anos de parlamento, Porque me ufano de meu país - título que gerou críticas e elogios e a popularidade da expressão "ufanismo", de uso até os nossos dias - Segredo conjugal, O imperador no exílio, O assassinato do coronel Gentil de Castro, Um enjeitado, Rimas de outrora, Minha filha, Vultos e fatos, Um Invejado, Lupe, Giovanina.Afonso Celso participou das atividades da Academia Brasileira de Letras, como um dos membros fundadores, tendo como patrono - na Cadeira nº. 36 - o poeta Teófilo Dias de Mesquita, sobrinho de Gonçalves Dias, falecido em 1889.No magistério também manteve atuação destacada, tendo exercido a Cátedra de Economia Política na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, da qual foi diretor por alguns anos.A última visita de Afonso Celso à Academia Brasileira de Letras ocorreu na sessão de 7 de julho de 1839, quatro dias antes de seu falecimento.

ALBERT ABRAHAM MICHELSON - 1852/1931 - Físico norte–americano de origem alemã, grande estudioso dos fenômenos luminosos e dos movimentos interferenciais da luz, demonstrou a constante da velocidade da luz de Einstein. Recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1907. Sendo "Guardiamarina" foi iniciado na Loja Washington 21 de New York em 1875.

ALCINDO GUANABARA - jornalista e político, nasceu em Majé, RJ, em 19 de julho de 1865, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de agosto de 1918. Convidado para a última sessão preparatória da Academia Brasileira de Letras, fundou a Cadeira n. 19, que tem como patrono Joaquim Caetano. Foram seus pais o professor Manuel José da Silva Guanabara e a professora Júlia da Silva de Almeida Guanabara. Passou a infância em várias localidades do interior fluminense. Aos 13 anos, em Mangaratiba, concluiu a instrução primária e tentou ganhar a própria vida executando pequenos trabalhos. Transferiu-se com a família para Petrópolis, onde Alcindo entrou para o colégio José Ferreira da Paixão. Para compensar a gratuidade das lições que recebia, desempenhava as funções de bedel. Em 1883 concluiu os estudos secundários. Prestou exames no Pedro II e, em 1884, estava matriculado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Para viver, fez-se inspetor disciplinar no Asilo dos Menores Desvalidos, do dr. Daniel de Almeida. Em 1886, fundou seu primeiro jornal, a Fanfarra, órgão acadêmico. Entre os colaboradores estava Olavo Bilac. Num artigo de Fanfarra, analisando o regulamento da Faculdade de Medicina, Alcindo fez censuras ao ministro do Império, o que levou o dr. Daniel de Almeida a demiti-lo do emprego no Asilo. Deixou o curso de Medicina no 3o ano. Aproximou-se, então, de José do Patrocínio, com uma apresentação de Marinho de Andrade, e foi admitido na Gazeta da Tarde. Ali encontrou como redatores Raul Pompéia e Luís Murat. Tinha como encargo fazer a mala de São Paulo. Foi quando executava tão modesta função que Alcindo teve ocasião de demonstrar seu talento e capacidade de trabalho. O pessoal da Gazeta da Tarde deliberara, na ausência de José do Patrocínio e de Raul Pompéia, fazer greve. A Gazeta não sairia naquele dia porque não havia ninguém para escrever. Então Alcindo prontificou-se fazer tudo sozinho. Meteu-se sozinho na redação, e a Gazeta rodou, naquela tarde, toda feita por ele. Logo depois Patrocínio lhe confiava a crônica política, que ele assinava com o pseudônimo Aranha Minor. Nessa fase, foi um brilhante articulista em prol da Abolição. No mesmo ano, seu nome aparecia em vários jornais e revistas da cidade, assinando ora páginas de prosa, ora poesia e sonetos na Semana e na Vida Moderna. O partido conservador atemorizava-se diante da força cada vez mais forte da campanha da Abolição, e sua facção escravocrata fundou o jornal Novidades, cujo n. 1 saiu em 25 de janeiro de 1887, sob a direção de Alcindo Guanabara. Estavam com ele Moreira Sampaio, Artur Azevedo e, pouco depois, Olavo Bilac. Alcindo contava apenas 22 anos e já era um dos maiores jornalistas brasileiros. Publicava ali as suas "Teias de Aranha" (a seção assinada Aranha Minor, que trouxera da Gazeta da Tarde) e também as "Notas políticas", assinadas Nestor, ambas quotidianas. Nesses artigos debatia as grandes questões do momento, e com tal perícia e saber, que granjeou a admiração de quase todos os leitores, neles incluindo-se Lafayette e o ministro da Fazenda Francisco Belisário. Mas provocou também adversários, e entre estes contava-se então o próprio José do Patrocínio. Alcindo escrevia também trabalhos de outros gêneros, em crônicas assinadas com o pseudônimo Marcelo, críticas humorísticas assinadas por Diabo Coxo e contos e fantasias por Mefisto. Feita a Abolição, passou a trabalhar no Diário do Comércio e fez a campanha da República no Correio do Povo. Com o novo regime, foi eleito para a Constituinte. Quando ocorreu a dissolução do Congresso com o golpe de estado de 1891, ele protestou contra o ato de Deodoro. Restabelecida a legalidade, permaneceu na Câmara até o final da legislatura (1891-1893). Em 1893, viajou para a Europa, feito superintendente geral de imigração. No ano seguinte, tomou assento na Câmara dos Deputados para a segunda legislatura republicana (1894-1896). Escreveu a História da República, editada primeiro nas colunas do Comércio de São Paulo e depois em livro. Como conseqüência do atentado de 5 de novembro de 1897, foi preso e mandado, juntamente com Barbosa Lima, para a ilha de Fernando de Noronha, mas logo depois o Supremo Tribunal concedeu o habeas-corpus impetrado em favor de ambos.Regressando ao Rio, fundou a Tribuna, órgão de oposição a Prudente de Morais. No período de Campos Sales (1899-1902), Alcindo se tornou o grande jornalista da situação. Findo o quatriênio, publicou o longo e minucioso livro A presidência de Campos Sales. Fundou a Nação, onde desenvolveu a propaganda de um programa socialista. Colaborava em O Dia, onde publicou esplêndidas páginas literárias com o pseudônimo Pangloss. Foi nomeado redator-chefe de O Paiz, e ali ficou até 1905. Na luta de Rui Barbosa contra Hermes da Fonseca, Alcindo Guanabara estava na Imprensa (jornal que ele fundou) fazendo a campanha do candidato de Pinheiro Machado. Foi o período menos feliz do notável jornalista. Em 1918, foi eleito para o Senado, como representante do Estado do Rio, e tomava parte na Comissão dos Poderes. Mal iniciara o período dessa legislatura quando Alcindo Guanabara veio a falecer. Obras: Amor, romance (1886); História da revolta de 6 de setembro de 1893 (1894); A presidência Campos Sales 1898-1902 (1902); A dor, conferência (1905); Jornal de Commercio A tradição, discurso (1908); Discursos fora da Câmara (1911); Pela infância abandonada e delinqüente no Distrito Federal (1917). 

ALEXANDRE DUMAS, Villers-Cotterêts, 1802 - Puys, próximo de Dieppe, 1870.
Romancista e dramaturgo francês. Filho de um militar napoleónico de origem mulata, é homem de fraca cultura mas de grande imaginação e vitalidade. Os seus romances, uns quinze, de tema histórico ao gosto da época, têm um êxito extraordinário e contribuem para a aparição dos romances por fascículos. Os mais notáveis são O Conde de Monte Cristo, Os Três Mosqueteiros, Vinte Anos depois, O Visconde de Bragelonne, etc. Tem outras obras passadas na França do século xviii, como Memórias de Um Médico: Joseph Balsamo, O Cavalheiro de Maison-Rouge, A Dama de Monsoreau e O Colar da Rainha. Entre os seus dramas há que citar Henrique III e a Sua Corte, Anthony e Kean. O conjunto da sua produção abarca mais de cem volumes.
Dumas, hábil para intuir os gostos e preferências do grande público, escreve rodeado de colaboradores a quem dita as directrizes das suas obras. Apesar do modesto valor literário dos seus romances, o aspecto dinâmico e pitoresco e a riqueza de enredos e aventuras conseguem criar um clima de ansiedade que os torna sumamente atractivos.

ALEXANDER FLEMING - 1881/1955 - Químico inglês, seus estudos e experiências com os vegetais e, em especial com o hongo "penicillium" permitiu descobrir a penicilina, antibiótico que revolucionou a medicina e salvou muitas vidas durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 juntamente com Florey y Chain, lhe foi outorgado o Prêmio Nobel de Medicina. Iniciado na Loja "Maria" 2682 se uniu a Loja Misericórdia 3286, tendo ocupado todos os cargos de uma Loja, e chegou ao Grau 30º.

ALFRED HERMAN FRIED - 1864/1921 - Doutor editor e jornalista, pacifista austríaco. Em 1911 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. R. V.Denslow disse em sua obra "Masoneria en el hemisferio Este"que pertenceu a antiga e respeitável Loja "Sócrates" onde foi um dos mais antigos e fiéis membros.

ALLAN KARDEC, o Codificador da Doutrina Espírita, nasceu como Hippolyte Léon Denizard Rivail, em Lyon, na França, dia 03 de outubro de 1804.Recebeu desde o berço educação primorosa. Muitos de seus antepassados distinguiram-se na advocacia e na magistratura por seu talento e elevada moral. Ele, no entanto, sentiu-se atraído, desde a juventude, para a Ciência e a Filosofia.Fez os primeiros estudos em Lyon e em seguida enriqueceu sua bagagem cultural em Yverdon, na Suíça, com o célebre educador Pestalozzi. No Instituto Pestalozzi desenvolveu as idéias progressistas do Positivismo, que o colocariam mais tarde no rol dos mais célebres livre pensadores que a Humanidade conheceu.
Voltou à França bacharelado em Letras e Ciências. Como lingüista notável, falava corretamente, além do francês, o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol. À Rue de Sèvres, 35, em Paris, fundou uma instituição de ensino, onde ministrava Química, Física, Astronomia e Anatomia Comparada. Não cobrava daqueles que não podiam pagar, revelando, desde cedo, seu caráter humanitário.Publicou uma rica série de obras na área de educação, principalmente versando sobre matemática e gramática francesa, numa demonstração de rara versatilidade, iniciando, aos 20 anos de idade, com a edição do Curso Prático Teórico de Aritmética.Várias de suas respeitadas obras foram integradas ao currículo de estudos da Universidade de França.Em 1849, no Liceu Polimático, rege as cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química e Física.O Professor Rivail era um espírito cético, respeitado por toda a classe acadêmica pelo senso crítico e sua imparcialidade, características marcantes de seu caráter firme e resoluto.Temperamento infenso à fantasia, sem instinto poético nem romanesco, todo inclinado ao método, à ordem, à disciplina mental, praticava, na palavra escrita e falada, a precisão, a nitidez, a simplicidade, dentro de um vernáculo perfeito, escoimado de redundâncias.
Hippolyte Rivail realmente fez sua iniciação na Franco-Maçonaria, na Grande Loja de França, entretanto, ao assumir o pseudônimo de Allan Kardec e assumir a tarefa de codificação da doutrina espírita, fez uma opção pelos diversos elementos básicos da nova revelação apresentados pelos espíritos superiores.

ALTINO ARANTES - Político brasileiro nascido em Batatais SP, em 29 de Setembro de 1.876, morto em São Paulo a 5 de Julho de 1965 Formado pela Faculdade Direito do Largo São Francisco,São Paulo. Advogou em Franca SP.
Eleito deputado em 1 906 enfrentou graves problemas no seu governo (o seu governo foi chamado dos quatro "G" .
Sendo Guerra mundial. de 1 914 - 1 918, Geada, Gripe e Greve De novo deputado (1.922 a 1 930). em 1 .932 foi preso e exilado em Portugal.
De novo no Brasil representou o pais na Conferência Pan-Americana de Lima.
Disputou pelo P S D a vice-presidência da Republica na chapa de Cristiano Machado.
Presidente do Instituto Histórico e Geográfico e membro de Academia Paulista de Letras Amadeu Amaral 930 Anchieta, o Missionário e o Santo (1 934):
Passos do Meu Caminho (1 958).

AMADEU AMARAL - 1875/1929(A. Ataliba Arruda A. Leite Penteado), poeta, folclorista, filólogo e ensaísta, nasceu em Capivari, SP. Eleito para a Cadeira n. 15, na vaga de Olavo Bilac, foi recebido em 14 de novembro de 1919, pelo acadêmico Magalhães Azeredo.
Autodidata, surpreendeu a todos por sua extraordinária erudição, num tempo em que não havia, em São Paulo, as universidades e os cursos especializados que vieram depois. Dedicou-se aos estudos folclóricos e, sobretudo, à dialectologia. No Brasil, foi o primeiro a estudar cientificamente um dialeto regional. O dialeto caipira, publicado em 1920, escrito à luz da lingüística, estuda o linguajar do caipira paulista da área do vale do rio Paraíba, analisando suas formas e esmiuçando-lhe sistematicamente o vocabulário. Visando à formação dos jovens, assim como Bilac incentivara o serviço militar, Amadeu Amaral procurou divulgar o escotismo, que produziu frutos, no Brasil, até ser posteriormente posto de lado.
Sua poesia enquadra-se na fase pós-parnasiana, das duas primeiras décadas do século XX. Como poeta, não estava à altura de seus dois predecessores, Gonçalves Dias e Olavo Bilac, mas destacou-se pelo desejo de contribuir, com suas obras, para a elevação de seus semelhantes, em todas as suas obras, a ponto de seu sucessor, Guilherme de Almeida, ao ser recebido na Academia, ter intitulado o seu discurso: “A poesia educativa de Amadeu Amaral”, não porque tenha colocado em verso aos regras gramaticais ou os princípios de moral e cívica, mas porque visava indiretamente ao aperfeiçoamento humano.
Por ocasião do VI centenário da morte de Dante, proferiu, no Teatro Municipal de São Paulo, uma conferência, enfatizando justamente os aspectos de Dante que exaltam a elevação do espírito humano através da Sabedoria. Também soube ressaltar as qualidades morais de Bilac no seu discurso de posse, mostrando-o não apenas como um boêmio freqüentador da Confeitaria Colombo, mas como homem preocupado com os problemas da sua pátria e escritor que evoluiu em sua poesia para um grau maior de espiritualidade.


AMÉRICO VESPUCIO - (1454-1512) - O nome da América é uma homenagem ao mercador e navegador italiano Américo Vespúcio, primeiro a constatar que as recém-descobertas terras do Novo Mundo constituíam um continente e não parte da Ásia. Vespúcio, cujo nome italiano era Amerigo Vespucci, nasceu em Florença em 1454. Filho de um notário, recebeu educação humanística na Itália e na França, onde aprofundou os estudos de geografia, astronomia e cosmografia. De volta a Florença, entrou para o serviço da família Medici, que em 1491 o enviou a Sevilha, Espanha, como ajudante de Giannotto Berardi, importante armador e fornecedor dos navios de Cristóvão Colombo. Em 1496, após a morte de Berardi, Vespúcio assumiu a direção da firma, e mais tarde, sem dúvida estimulado por seu contato com Colombo e outros navegantes, decidiu participar pessoalmente das viagens de exploração às Índias. A determinação do número de viagens que Vespúcio fez à América constitui objeto de polêmica histórica, devido a contradições significativas entre os dois conjuntos de documentos existentes a respeito: uma carta de Vespúcio ao magistrado veneziano Piero Soderini, conhecida apenas por sua edição italiana de Florença (1505) e por duas versões latinas -- Mundus novus (Novo Mundo) e Quattuor Americi navigationes (Quatro viagens de Américo), menciona quatro viagens; já três cartas escritas pelo próprio Vespúcio aos Medici, são citadas apenas duas. A primeira viagem de Vespúcio, posta em dúvida por muitos historiadores e negada totalmente por outros, teria começado em Cádiz, em 1497, e a volta teria ocorrido em 1498. Não há dúvida, porém, de que Vespúcio partiu em maio de 1499 de Cádiz no comando, ao lado de Alonso de Ojeda e Juan de la Cosa, de uma frota espanhola de quatro navios, que pretendia seguir a rota da terceira viagem de Colombo. Quando chegou ao local onde mais tarde seria a Guiana, Vespúcio, que parece ter se separado de Ojeda, rumou para o sul pela costa do Brasil. Avistou o estuário do Amazonas e alcançou o cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Voltou para o norte, explorou a desembocadura do Orinoco e a ilha de Trindade e chegou à Espanha em junho de 1500. Convencido até então de ter percorrido a península do extremo leste da Ásia descrita por Ptolomeu, Vespúcio conseguiu que o rei D. Manuel I de Portugal financiasse nova expedição em busca de uma passagem para os mares da China. Nessa segunda viagem, de importância fundamental, o navegador italiano partiu de Lisboa no dia 13 de maio de 1501, chegou ao cabo Santo Agostinho no final do mesmo ano, desceu ao largo do litoral do Brasil, avistou a baía de Guanabara e ultrapassou o estuário do rio da Prata, que foi o primeiro europeu a registrar, e alcançou a costa meridional da Patagônia. Essa circunstância convenceu-o de que havia percorrido a costa de um novo continente, pois seria impossível que a suposta península asiática se prolongasse de tal forma para o sul. Chegou de volta a Lisboa a 22 de julho de 1502, em rota desconhecida, e divulgou a notícia na Europa. Em sua suposta quarta viagem, Vespúcio teria partido de Lisboa em 1503, na expedição chefiada por Gonçalo Coelho, e voltado em 1504. Embora essa viagem seja duvidosa, é certo que em 1505 entrou de novo para o serviço da coroa espanhola e não viajou mais. A partir de 1508 ocupou em Sevilha o importante posto de piloto-mor da corte espanhola. Ajudou a preparar o mapa oficial das novas terras e das rotas marítimas a partir dos dados fornecidos pelas expedições. O primeiro a sugerir, em honra de Vespúcio, a designação de América para o novo continente foi o humanista alemão Martin Waldseemüller, que em 1507 reeditou as Quattuor Americi navigationes, precedidas do panfleto de sua autoria Cosmographiae introductio. Apesar do êxito final da idéia, a posterior detecção de contradições nos textos atribuídos a Vespúcio gerou, sobretudo por parte de historiadores portugueses e espanhóis, a acusação de que somente havia usurpado os méritos de outros navegantes. Os diários de bordo de Vespúcio e o mapa que fez do litoral por ele descoberto desapareceram, mas permaneceram alguns mapas, além do de Waldseemüller, originados direta ou indiretamente de seu trabalho. Vespúcio morreu em Sevilha em 1512.


AMÉRICO BRASILIENSE - Américo Brasiliense de Almeida Melo - 1833/1896 - Nascceu emSão Paulo na cidade do Rio de Janeiro. Profissão Advogado, Fac.Direito SP, turma de 1855 Data da Eleição 09/06/1891
Nº de Votos Votação unânime, pelo Congresso Constituinte 29 votos, Mandato 11/06 a 15/12/1891
Observações A renúncia do Marechal Deodoro da presidência da República e a assunção do Vice, Floriano Peixoto, forçam a renúncia de Américo Brasiliense, que passa o governo para o Coronel Sérgio Tertuliano Castello Branco (nascido aos 12/07/1844), que permaneceu no cargo, por algumas horas, apenas no dia 15 de dezembro.
ANTONIO FRANCISCO DE PAULA HOLANDA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE (Visconde de Albuquerque)
11/12/1837 a 09/09/1850 (Efetivo)
Nascido em Pernambuco, a 21 de agosto de 1797, e falecido no Rio de Janeiro, a 14 de abril de 1863, ANTONIO FRANCISCO DE P AULA HOLANDA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE foi político do Primeiro e do Segundo Império. Era filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello; neto paterno do Coronel Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque e materno do Tenen te-Coronel Antonio de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Manuela de Mello. Casou-se com Emilia Cavalcanti de Albuquerque, filha do Conselheiro Senador Manuel Caetano de Almeida e Albuquerque e de Emilia Amália de Albuquerque. Sentou praça aos dez anos como cadete sendo promovido mais tarde a Tenente-Coronel, posto em que foi reformado. Foi lente da Escola Real de Pelotas. Deputado por sua província na 1ª legislatura de 1826 a 1829, na 2ª e 3ª de 1830 a 1837. Senador em 1838. Ministro da Fazenda do 8º gabinete de 1829, da mesma pasta no 9º de 1831, do Império e da Fazenda no 2º de 1832, da Regência Permanente; da Marinha no 1º gabinete de 1840 e no 4º de 1844, da Fazenda e Marinha no 6º de 1846 e finalmente da Fazenda no 18º gabinete de 1862. Era conselheiro de Estado extraordinário e ordinário em 1850; do gabinete de Sua Majestade, Gentil-Homem da Imperial Câmara, Dignitário da Ordem do Cruzeiro e Cavaleiro de Cristo. Ingressou na política em 1826, como deputado à Assembléia Geral e teve o seu ma ndato sempre renovado, até 1838, quando se tomou senador do Império. Foi ministro de Estado, ocupando a Pasta da Fazenda em quatro ministérios. Em 1850 era tomado Conselheiro de Estado e, em dezembro de 1854, visconde com grandeza (visconde de Albuquerque). Tomou-se célebre a seguinte frase sua: "Não há nada mais parecido com um saquarema (conservador) do que um luzia (liberal) no poder"; a frase definia bem o sistema político do Império.
Em 3 de dezembro de 1837, em substituição a José Bonifácio de Andrada e Silva, é eleito Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, cargo que ocupou até1850, quando o passou a Miguel Calmon Du Pin e Almeida (Marquês de Abrantes).

ARISTIDE BRIAND - 1862/1932 - Político francês, ardente defensor das idéias democráticas e pacifista. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1926 juntamente com o Irmão Gustav Stresseman. Por diferenças políticas não foi iniciado na loja "le trait d’unión" de caráter conservador, "sin embargo" foi iniciado finalmente em 1895 na loja "le chavalier du travail" que pertencia a uma obediência de duvidosa regularidade, em todos os casos conheceu a Luz Maçônica.
<< VOLTAR