Maçons famosos que fizeram a História

BARÃO DO RIO BRANCO - José Maria da Silva Paranhos Júnior. (*20/04/1845 +10/02/1912). É uma das personalidades mais influentes do país durante o Império e início da República. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho do Visconde do Rio Branco, que foi Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil (1871). Formou-se em direito no Recife. Foi eleito deputado por Mato Grosso (1869). Secretário Particular na missão de negociação de paz com o Paraguai (1870/1871).Em 1888 recebeu o título de Barão do Rio Branco,devido a solução da pendência entre Brasil e a Guiana Francesa sobre a região do Amapá. Posteriormente foi designado para resolver as disputas pelos territórios entre o Brasil e Uruguai (1893 e 1900). Resolve a favor do país o conflito com a Bolívia pela posse do Acre e atua em outras questões fronteiriças com Venezuela e Colômbia. Ficaram marcadas na história, a habilidade com que Rio Branco atuou na pasta das Relações Exteriores e o êxito desse brilhante diplomata na resolução de inúmeras questões de limites com países Sul-Americanos, e por tratados com Nações Européias e da América. Foi responsável pela consolidação das atuais fronteiras do país. Membro da Academia Brasileira de Letras, é autor de vários livros sobre a história do Brasil. Morreu no Rio de Janeiro.

BARÃO DE ITAMARACÁ - 1804/1868 - Político, doutor em Medicina e bacharel em Letras e Ciências, Antônio Peregrino Maciel Monteiro, o Segundo Barão de Itamaracá. Ingressou na política em 1833, elegendo-se deputado por várias legislaturas.Em 1834, é deputado-geral. Em 1837, ocupa o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros, dedicando-se à questão dos limites do território brasileiro com a Guiana Francesa.Diretor dos Cursos jurídicos de Olinda, (1839) e presidente da Sociedade de Medicina de Pernambuco, em 1841, mesmo ano em que se torna conselheiro do imperador. Em 1853, torna-se diplomata e segue para Lisboa, Portugal, como enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do Brasil. Morreu em Lisboa, deixando vários poemas publicados em revistas e jornais de sua época, além de traduções de poemas franceses.

BARÃO DE JACEGUAI - Artur Jaceguai (A. Silveira de Mota, barão de Jaceguai) - 1843/1914 - almirante, historiador e memorialista. Eleito em 28 de setembro de 1907 para a Cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Teixeira de Melo, foi recebido pelo acadêmico Afonso Arinos em 9 de novembro de 1907.Filho do conselheiro José Inácio Silveira da Mota, fez os estudos iniciais no Colégio Vitória e, aos 15 anos, era aspirante a guarda-marinha na Escola Naval do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1860. Por essa época o futuro almirante esteve bem próximo de deixar a carreira em que haveria de obter tantas glórias: o conselheiro Silveira da Mota, impressionado com a catástrofe que destruíra a corveta Isabel, na qual perecera toda uma turma de guardas-marinhas, solicitou ao ministro da Guerra, conselheiro Rego Barros, que seu filho fosse transferido para as fileiras do Exército. Mas a essa idéia se opôs o guarda-marinha Artur Silveira da Mota, cuja paixão pela vida do mar era verdadeira e profunda.Em 20 de fevereiro de 1865, seguiu para o Prata, a fim de se incorporar à esquadra que ia iniciar as operações contra Francisco Solano Lopez. Em 27 de março era nomeado secretário e ajudante-de-ordens do almirante Tamandaré, comandante-em-chefe das forças navais brasileiras em operações de guerra no Rio da Prata, que, ao findar seu período naquele posto, propôs a promoção do seu ajudante a capitão-tenente. Jaceguai obteve, nessa ocasião, o grau de Conselheiro do Cruzeiro. Enviou-o o marquês de Caxias ao Rio, em missão reservada e especial junto ao Imperador. Jaceguai desincumbiu-se com discrição e com finura e, ao regressar ao Prata, foi nomeado comandante do encouraçado Barroso. Tomou parte destacada na batalha de Curupaiti. A confiança de Caxias e de Inhaúma deu-lhe comissões das mais arriscadas e difíceis. Numa delas, em Humaitá, Jaceguai realiza o grande feito de sua vida, num lance maravilhoso, forçando a passagem perigosíssima do rio, sob o fogo incansável dos canhões paraguaios.


BARÃO DE RAMALHO - "A sentença deve ser proferida com pleno conhecimento de causa, vendo e examinando o juiz atentamente o processo para aplicar o Direito à questão proposta".Esse foi um dos nove princípios alinhados por Joaquim Ignacio Ramalho (1809-1902), o Barão de Ramalho que, aos 27 anos de idade tornou-se, por concurso, professor efetivo da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, prosseguindo na carreira exemplar do magistério iniciada quando ainda cursava o quinto ano.Jurista, vereador e presidente da Câmara Municipal, presidente da Província de Goiás, deputado na Assembléia Imperial e militante na Maçonaria foram alguns dos títulos e méritos do Barão de Ramalho. Por ocasião do centenário de sua morte, o Instituto dos Advogados de São Paulo, dirigido pelo Dr. Nelson Kojranski, prestou relevante homenagem à vida e à obra do imortal homem público. E não poderia ser mais adequada a iniciativa quando se atribuiu ao Advogado Walter Ceneviva, prestigiado articulista da Folha de São Paulo, a tarefa de pensar, pesquisar e compor um mural afetivo e histórico sobre o autor da Praxe Brasileira (1869), um dos clássicos da literatura processual civil brasileira.Num de seus textos, o Barão de Ramalho destaca a advocacia considerando-a "uma profissão, cujo exercício tem grande influência na ordem pública e tranquilidade das famílias; e por isso não é confiada senão àqueles que oferecem garantia à sociedade em razão de certas habilitações legais".
Férias forenses, figuras da justiça, iniciativa judicial na produção da prova, arbitragem e conciliação e atuação de assessores são alguns dos muitos assuntos envolvendo o ser humano e o mestre cuja passagem terrena é restaurada por Walter Ceneviva, modelando a argila da História com o cinzel da lembrança. As pesquisas em múltiplas fontes e vários endereços, bem como o entusiasmo com o projeto, permitiram ao autor aviventar rumos que o tempo não esmaeceu.


BARUCH SPINOZA - nasceu em Amsterdam em 1632, filho de hebreus portugueses, de modesta condição social, emigrados para a Holanda. Recebeu uma educação hebraica na academia israelita de Amsterdam, com base especialmente nas Sagradas Escrituras. Demonstrando muita inteligência, foi iniciado na filosofia hebraica (medieval-neoplatônico-panteísta) e destinado a ser rabino.
Mas, depois de se manifestar o seu racionalismo e tendo ele recusado qualquer retratação, foi excomungado pela Sinagoga em 1656. Também as autoridades protestantes o desterraram como blasfemador contra a Sagrada Escritura. Spinoza reitrou-se, primeiro, para os arredores de Amsterdam, em seguida para perto de Leida e enfim refugiou-se em Haia. Aos vinte e cinco anos de idade esse filósofo, sem pátria, sem família, sem saúde, sem riqueza, se acha também isolado religiosamente.
Os outros acontecimentos mais notáveis na formação espiritual especulativa de Spinoza são: o contacto com Francisco van den Ende, médico e livre pensador; as relações travadas com alguns meios cristão-protestantes. Van den Ende iniciou-o no pensamento cartesiano, nas línguas clássicas, na cultura da Renascença; e nos meios religiosos holandeses aprendeu um cristianismo sem dogmas, de conteúdo essencialmente moralista.
Além destes fatos exteriores, nada encontramos de notável exteriormente na breve vida de Spinoza, inteiramente dedicada à meditação filosófica e à redação de suas obras. Provia pois às suas limitadas necessidades materiais, preparando lentes ópticas para microscópios e telescópios, arte que aprendera durante a sua formação rabínica; e também aceitando alguma ajuda do pequeno grupo de amigos e discípulos. Para não comprometer a sua independência especulativa e a sua paz, recusou uma pensão oferecida pelo "grande Condé" e uma cátedra universitária em Heidelberg, que lhe propusera Carlos Ludovico, eleitor palatino.
Uma tuberculose enfraquecera seu corpo. Após alguns meses de cama, Spinoza faleceu aos quarenta e quatro anos de idade, em 1677, em Haia. Deixou uma notável biblioteca filosófica; mas a sua herança mal chegou para pagar as despesas do funeral e as poucas dívidas contraídas durante a enfermidade.
Um traço característico e fundamental do caráter de Spinoza é a sua concepção prática, moral, de filosofia, como solucionadora última do problema da vida. E, ao mesmo tempo, a sua firme convicção de que a solução desse problema não é possível senão teoreticamente, intelectualmente, através do conhecimento e da contemplação filosófica da realidade.
As obras filosóficas principais de Spinoza são: a Ethica (publicada postumamente em Amsterdam em 1677), que constitui precisamente o seu sistema filosófico; o Tractatus theologivo-politicus (publicado anônimo em Hamburgo em 1670), que contém a sua filosofia religiosa e política.
A princípio desconhecido e atacado, o pensamento de Spinoza acabou por interessar e influenciar particularmente a cultura moderna depois de Kant (Lessing, Goethe, Schelling, Hegel, Schleiermacher, etc.), proporcionando ao idealismo o elemento metafísico monista, naturalmente filtrado através da crítica kantiana.


BASILIO DA GAMA - 1741/1795 -Por ter sido no Brasil o primeiro a tratar o índio com simpatia, no poema épico O Uraguai, escrito no estilo do classicismo camoniano, Basílio da Gama já foi incluído entre os pré-românticos. Na mesma obra, abriu caminho para o paisagismo romântico, em versos como: "Tece o emaranhadíssimo arvoredo / Verdes, irregulares e torcidas / Ruas e praças, de uma e de outra banda / Cruzadas de canoas". José Basílio da Gama nasceu em São José do Rio das Mortes, atual Tiradentes MG, em 1741. Estudava no colégio dos jesuítas no Rio de Janeiro quando a Companhia de Jesus foi banida do Brasil por decreto do marquês de Pombal, em 1759. Continuou os estudos no colégio episcopal de São José. Mais tarde conseguiu ir para Roma e ingressou na Arcádia Romana com o nome de Termindo Sipílio. Em 1767 voltou ao Brasil. No ano seguinte já estava em Lisboa, onde foi detido por ordem do marquês de Pombal e denunciado como partidário dos jesuítas. Chegou a ser condenado ao degredo em Angola, mas livrou-se da pena ao escrever um epitalâmio ou poema nupcial à filha de Pombal, rogando-lhe clemência e, ao mesmo tempo, louvando o ministro e insurgindo-se contra os jesuítas. A tática surtiu efeito: Pombal não só cancelou a sentença, como passou a protegê-lo. Em 1769 concluiu e publicou em Lisboa O Uraguai, seu poema mais importante, em que reiterou a crítica aos jesuítas e o louvor à política pombalina. Conheceu então uma série de êxitos sociais, recebeu carta de fidalguia e nobreza e publicou mais um poema, Quitúbia (1791). Hostilizado após a morte de Pombal, Basílio da Gama morreu em Lisboa em 31 de julho de 1795.


BEETHOVEN - Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn, Alemanha, Em 1770. Há controvérsias quanto a data exata, mas considera-se oficial o dia 16 de dezembro. Filho e neto de músicos, já aos 12 anos tornou-se assistente do organista Christian Gottlob Neefe. Em novembro de 1792, vai a Viena e continua seus estudos com Franz Josef Haydn. A partir de 1795, quando seus dois irmãos menores passam a morar definitivamente com ele, Beethoven não abandona mais Viena, onde realiza toda a sua obra.
Perto dos trinta anos, surgiram os primeiros sintomas da surdez que iria acompanha-lo pelo resto da vida. Passou por uma crise que durou 2 anos, mas a partir de 1802, já conformado com seu destino, reage contra a apatia compondo sem parar trabalhos vigorosos e brilhantes. Durante aproximadamente dez anos, Beethoven criou a mais extensa parte de sua obra, lecionando piano, dando concertos e vendendo suas partituras, sustenta a si e aos dois irmãos até que, em 1809 começa a ser ajudado por três aristocratas vienenses : o Arquiduque Rudolph, e os príncipes Kinsky e Lobkowitz que lhe impõem a condição de que permaneça em Viena.
Em 1812 termina seu relacionamento secreto com uma dama da aristocracia vienense, que era chamada por ele de "Amada Imortal", e seu trabalho declina em quantidade, embora vá se refinando em qualidade e profundidade.
Em 1815, morre seu irmão Caspar , e Ludwig assume a custódia de seu sobrinho de 9 anos Karl, por quem Beethoven desenvolve uma possessividade progressiva. O conteúdo de suas obras vai se tornando mais contemplativo e introspectivo, culminando com a Nona Sinfonia ( 1823)
A surdez estava tão avançada que já não conseguia comunicar-se corretamente e, embora não fosse mais capaz de conduzir a orquestra, podia abstrair-se dentro de seu universo mental com mais profundidade, o que marcou muito suas últimas obras.
No ano de 1826, após séria crise doméstica, seu sobrinho Karl tenta o suicídio, causando em Ludwig enorme desgosto, sua saúde começa a debilitar-se, e Beethoven morre em Viena, em 26 de março de 1827.


BENJAMIN FRANKLIN - Boston, 1706 - Filadélfia, 1790 . Estadista e físico norte-americano, Filho de um modesto fabricante de velas, começa a trabalhar aos dez anos como aprendiz no estabelecimento do pai. Posteriormente passa para a tipografia do seu irmão James. Ao mesmo tempo dedica todo o seu tempo livre a instruir-se. O Ensaio sobre o Entendimento Humano, de Locke, e The Spectator, de Addison, exercem grande influência sobre o seu espírito. Em 1723, Franklin visita Nova Iorque e Filadélfia e, finalmente, viaja para a Grã-Bretanha, onde aperfeiçoa a sua educação.
De novo na América, Franklin cria por sua vez uma tipografia e funda uma revista (Poor Richard´s Almanac) e um jornal. Pouco depois cria um clube, funda uma biblioteca, um hospital, uma companhia de seguros contra incêndios, etc.
Apesar de tantas ocupações, Franklin continua a ocupar-se da sua formação e dos seus estudos. Entrega-se com entusiasmo à investigação dos fenómenos eléctricos. Uma série de trabalhos empreendidos entre 1746 e 1747 conduzem-no à invenção do pára-raios. A Royal Society de Londres e a Academia de Ciências de Paris abrem-lhe as portas. Estuda alguns problemas relacionados com o crescimento demográfico, a contaminação do ar e a higiene e inventa os óculos bifocais e a estufa que tem o seu nome.
Ao iniciar-se a revolução das colónias da América do Norte, os colonos encarregam-no em 1757 de defender os seus interesses em Londres. Em 1763, após a sua eleição na Assembleia da Pensilvânia, encarregam-no de transmitir a Lord Granville a sua queixa por causa dos impostos. Em 1772, Franklin consegue dispor de cartas e documentos do governador inglês de Massachusetts, Hutchinson, e do alto funcionário Oliver, onde os colonos são tratados com o mais insultante desprezo. Publica estes documentos e é quase detido como rebelde. Recebido triunfalmente em Filadélfia (1775),é eleito deputado do primeiro congresso norte-americano. Franklin, com Jefferson e John Adams, redige o manifesto da declaração de independência (1776) e encarrega-se de negociar uma aliança com França.
Em Paris é acolhido com entusiasmo e, em 1778, assina o tratado de amizade entre a França e os Estados Unidos da América. Em 1779 assina um tratado semelhante com a Espanha e, em 1783, a Paz de Versalhes, tratado de paz com a Grã-Bretanha. Franklin não volta aos Estados Unidos até 1785. Neste mesmo ano preside ao Conselho Executivo de Filadélfia e em 1787 participa na Convenção de Filadélfia. Morreu de pleurisia em 1790.
Escreve numerosos ensaios e uma autobiografia, Memórias da Vida e Escritos de Benjamin Franklin. Estas memórias, publicadas em 1817, constam de duas partes. A primeira, redigida em forma de cartas ao seu filho, é escrita em 1771, durante a estada de Franklin em Inglaterra. Nela narra a história da sua vida até aos vinte e sete anos. A segunda parte já não é dirigida ao filho, que na guerra da independência se coloca ao lado dos Britânicos. Inicia-a em 1784, em Passy (França), e continua-a em Filadélfia. Chega até 1757 e trata do seu trabalho nos assuntos públicos. Estas memórias contêm sólidas reflexões morais.


BENJAMIM CONSTANT - 1833/1891 - ( "o pai da República" ) - Benjamin Constant Botelho de Magalhães. Militar político, brasileiro, professor e fundador da República. Em 1852 ingressou no Exército; matriculou-se na Escola Militar em 1853, foi aluno do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro e apresentava também vocação acentuada pela matemática. Acompanhou em 1860 as operações do Primeiro Corpo do Exército de Engenheiros, onde distinguiu-se pelos atos de bravura e valentia. Foi professor de matemática. Esteve na Guerra do Paraguai onde se distinguiu pelo otimismo e bravura. Sendo obrigado a afastar-se devido a febre palustre, que o atacara, retornou ao Brasil. Fundou a Escola Normal Superior, foi promovido a Major em 1855 e a Tenente em 1888; nesse mesmo ano recebeu a patente de Coronel. Em 15 de Novembro de 1889 colocou-se diante das tropas que participaram da derrubada do lmpério. Aceitou a Pasta da Guerra pela insistência do Governo Provisório. Foi promovido a General de Brigada. Em 1890, criada a Pasta da Instrução Pública, foi nomeado a Diretor. Foi ele que criou na Bandeira Brasileira a divisa “Ordem e Progresso”. Havendo desentendimento entre Deodoro e o Ministro, Benjamin acabou por deixar a política. Morreu em extrema pobreza. Suas principais obras:” Memórias sobre a Teoria das Quantidades Negativas” e “Relatório sobre a Organização do Ensino dos Cegos”. Exemplo de grande idealista não conseguiu adaptar-se à política. Manteve-se firme nas suas opiniões e jamais deixou de defender seus ideais.
BENTO DA SILVA LISBOA (2º BARÃO DE CAYRU) - Grão Mestre do GOB de 25/08/1863 a 25/11/1863 (Em exercício) - 25/11/1863 a 26/12/1864 (Efetivo)
O 2º barão de CAYRU foi Bento da Silva Lisboa que nasceu aos 04 de Fevereiro de 1793,na Baia e faleceu no Rio de Janeiro a 26 de Dezembro de 1864 Era filho dos 1º viscondes de Cayru Jose da SIlva Lisboa e de Ana Benedicta de Figueiredo. Casou-se com Ana Rita Lisboa. Era oficial-mor da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros,Ministro desta pasta no 3º gabinete de 1846, foi em 1840 em missão di plomática contratar o casamento de SM D. Pedro II. Soube honrar o brilhante nome que o berço lhe dera. Era comendador da I Ordem de Cristo, da de Leopoldo da Bélgica, da Legião de Honra da Franca, Grã Cruz da Ordem de S. Januário de Nápoles, da de N. S. da Conceição de Vila Viçosa, etc. Foi um dos membros fundadores do IHGB e membro de varias associações cientificas e literárias Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 25/11/1863 até sua morte.
Foi eleito por aclamação, tendo Saldanha Marinho, diante deste fato, reunido sete Lojas que a 16 de dezembro assinavam um manifesto, oficializando a sua saída do Lavradio. Daí criou-se a dissidência do Grande Oriente dos Beneditinos.

BENTO GONÇALVES - 1788/1847 - Bento Gonçalves da Silva. Militar e revolucionário gaúcho, nasce em Triunfo , filho de um rico estancieiro. Foi o principal dirigente da Revolta dos Farrapos, movimento liberal e federativo que proclama a República no Rio Grande do Sul.Participa da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828). Pelos serviços prestados, D.Pedro I lhe concede o posto de coronel das milícias e o nomeia comandante da fronteira sul do país. Sua destituição desse cargo, durante a regência do Padre Diogo Feijó, é o estopim da Revolução Farroupilha, em 1835.Bento Gonçalves entra em Porto Alegre e derruba o presidente da província, Antônio Fernandes Braga. Com o apoio da população, resiste às primeiras reações legalistas. No mês seguinte enfrenta as tropas regenciais, é derrotado e preso. Mandado para a Bahia, é encarcerado no Forte do Mar. Durante sua prisão, os farroupilhas proclamam a República Rio-Grandense, em 11 de setembro de 1836. No ano seguinte, com a ajuda de liberais baianos, Bento Gonçalves foge do cárcere e volta para o Rio Grande do Sul. É aclamado presidente da República Rio-Grandense, posto no qual se mantém até a derrota final dos revoltosos, em fevereiro de 1845.
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