Maçons famosos que fizeram a História

DELFIN MOREIRA - 1868/1920 - político, presidente da República - Nasceu em Cristina-MG, Advogado
Período de Governo: 15.11.1918 a 28.07.1919
Posse: em 15.11.1918, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Antônio Francisco de Azeredo Observação:
Como Vice-Presidente, exerceu a Presidência até 28.07.1919 quando foi feita nova eleição.
Biografia:
Devido à doença de Rodrigues Alves, Delfim Moreira da Costa Ribeiro, nascido em Cristina, Minas Gerais, em 7 de novembro de 1868, foi eleito vice-presidente nas eleições de 1918, tomando posse desde o início do governo. Seu mandato, no entanto, durou apenas oito meses, até a morte do presidente, quando foram realizadas novas eleições e Epitácio Pessoa saiu vitorioso.
O período que ficou conhecido como regência republicana foi marcado por diversos problemas sociais refletidos em inúmeras greves de trabalhadores. Para o presidente, no entanto, elas não passavam de casos de polícia, não sendo tomada nenhuma medida eficaz para conter o problema. Com 50 anos e uma arterioesclerose precoce, Delfim Moreira marcou a época em que ficou no poder com ausências e atitudes insensatas, levando o ministro da Viação, Afrânio de Melo Franco a conduzir o governo.Delfim Moreira faleceu em 1º de maio de , em Santa Rita de Sapucaí, Minas Gerais, quando ainda ocupava a vice-presidência do governo de Epitácio Pessoa, sendo sucedido por Francisco Álvaro Bueno de Paiva. 

DEODORO DA FONSECA - 1827/1892 - Manoel Deodoro da FonsecaProclamador da República Brasileira, Marechal do Exército, primeiro Presidente do Brasil. Nasceu em Alagoas (cidade) hoje Deodoro, faleceu no Rio de Janeiro. Era filho de Manoel Mendes da Fonseca. Em 1843 ingressou na Escola Militar no Rio de Janeiro, completando o curso de Artilharia em 1847. Na revolução Pioneira, integrou o Contingente destacado para combater a Revolução em Pernambuco. Como Tenente distinguiu-se em todos os combates; em 1868 alcançou o posto de Coronel. Em 1874 foi promovido à Brigadeiro, e Marechal em 1884. Na guerra do Paraguai, distinguiu-se pela sua bravura e coragem. Ao se registrar o movimento que defendia o Movimento Político dos Oficiais, Deodoro era Governador do Rio Grande do Sul. Quando se encontrava no Rio de Janeiro, foi procurado pelos que preparavam o Movimento Republicano, interessados em obter a participação de Deodoro. Em 14 de novembro interromperam boatos de que o Governo Imperial ordenara a prisão dos chefes do movimento, incluindo Deodoro e Benjamin Constant, o que apressou o resultado. Graças ao seu prestígio junto às tropas, ao receber a notícia do que ocorria, pôs-se à frente das tropas, deixando o leito pois se encontrava doente nesta ocasião Deodoro declarou deposto o seu presidente. Na mesma noite foi organizado o Governo Provisório por Deodoro, foi proclamada a República. A primeira constituição foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891, foi eleito para Presidente, Deodoro e Vice-presidente Floriano Peixoto. Tendo extinguido o Congresso, em 3 de novembro de 1891, provocou violenta reação. Tendo Deodoro nomeado para o seu ministério alguns elementos do antigo regime, provocou descontentamento, Deodoro já não mais contava com a maioria. Cresceu com isso a oposição, já existente entre Executivo e Legislativo. Compreendendo que se continuasse no poder acabaria por provocar uma guerra civil, renunciou ao cargo a favor do vice-presidente Floriano Peixoto, em 23 de novembro de 1891.
DOM PEDRO I

04/10/1822 a 25/10/1822 (Efetivo)

Imperador do Brasil e Rei de Portugal, nasceu em Lisboa no dia 12 de Outubro de 1798, e faleceu no dia 24 de setembro de 1834. Herdeiro da coroa portuguesa em 1801, era filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina.
Possuidor de notável inteligência e acentuados pendores artísticos, foi-lhe ministrada, entretanto, uma educação média. Veio para o Brasil quando contava apenas com 9 anos de idade. Em 1807 sucedeu a invasão de Portugal pelos franceses e a família real veio para o Rio de Janeiro. Pedro era uma menino rebelde e fugia do castelo para brincar com os garotos pobres do porto. Aos 17 anos, parecia tudo me nos um príncipe. Independente, chegava em casa ao amanhecer. Educado por preceptores religiosos (seus primeiros mestres foram o Dr. José Monteiro da Rocha, ex-jesuíta, e frei Antônio de Nossa Senhora da Salete), dedicava-se mais à equitação e atividades físicas do que aos estudos. Depois da mudança da família real para o Brasil (1807), frei Antônio de Arrábida tornou-se seu principal preceptor, porém o príncipe, continuou avesso aos estudos e preferia a vida solta no paço de São Cristóvão e na fazenda de S anta Cruz. Em março de 1816, com a elevação de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título de príncipe real e herdeiro do trono em virtude da morte do irmão mais velho, Antônio. No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria. Com fama de aventureiro e boêmio, teve 13 filhos reconhecidos e mais cinco naturais: sete com a primeira esposa, a arquiduquesa Leopoldina, da qual enviuvou (1826); uma filha com a segunda esposa, a duquesa alemã Amélia Augusta; cinco com a amante brasil eira Domitila de Castro, a marquesa de Santos; e mais cinco com diferentes mulheres, inclusive com uma irmã de Domitila, Maria Benedita Bonfim, baronesa de Sorocaba, com uma uruguaia, María del Carmen García, com duas francesas Noémi Thierry e Clémence Saisset e com uma monja portuguesa Ana Augusta.
A família real retornou à Europa em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. A corte de Lisboa despachou então um decreto exigindo que o Príncipe retornasse a Portugal. Essa decisão provocou um grande desagrado popular e D. Pedro resolveu permanecer no Brasil. Desagradou às Cortes Portuguesas, que em vingança suspenderam o pagamento de seus rendimentos, mas resistiu, cr iando o famoso Dia do Fico (09/01/1822). Com a popularidade cada vez mais em alta, quando ia de Santos para a capital paulista, recebeu uma correspondência de Portugal, comunicando que fora rebaixado da condição de regente a mero delegado das cortes de Lisboa. Revoltado, ali mesmo, em 7 de setembro de 1822, junto ao riacho do Ipiranga, o herdeiro de D. João VI, resolveu romper definitivamente contra a autoridade paterna e declarou a independência do Império do Brasil, proferindo o grito de independência ou morte, rompendo os últimos vínculos entre Brasil e Portugal. De volta ao Rio de Janeiro, foi proclamado, sagrado e coroado imperador e defensor perpétuo do Brasil.
Impulsivo e contraditório, logo abandonou as próprias idéias liberais, dissolveu da Assembléia Constituinte, demitiu José Bonifácio e criou o Conselho de Estado que elaborou a constituição (1824). Em meio a dificuldades financeiras e várias e desgastantes rebeliões localizadas, instalou a Câmara e o Senado vitalício (1826), porém um fato provocou desconforto geral e o seu declínio político no Brasil . Com a morte de D. João VI, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir, como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV, 27º rei de Portugal. Foi a Portugal e, constitucionalmente não podendo ficar com as duas coroas, instalou no trono a filha primogênita, Maria da Glória, como Maria II, de sete anos, e nomeou regente seu irmão, Dom Miguel. Porém sua indecisão entre o Brasil e Portugal contribuiu para minar a popularidade e, somando-s e a isto o fracasso militar na guerra Cisplatina (1825-1827), os constantes atritos com a assembléia, o seu relacionamento extraconjugal (1822-1829) com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem fez viscondessa e depois marquesa de Santos, o constante declínio de seu prestígio e a crise provocada pela dissolução do gabinete, após quase nove anos como Imperador do Brasil, abdicou do trono em favor de seu filho Pedro (1830) então com cinco anos de idade.
Voltando a Portugal, com o título de duque de Bragança, assumiu a liderança da luta para restituir à filha Maria da Glória o trono português, que havia sido usurpado pelo irmão, Dom Miguel, travando uma guerra civil que durou mais de dois anos. Inicialmente criou uma força expedicionária nos Açores (1832), invadiu Portugal, derrotou o irmão usurpador e restaurou o absolutismo. Porém voltara tubercul oso da campanha e morreu no palácio de Queluz, na mesma sala onde nascera, com apenas 36 anos de idade, e foi sepultado no panteão de São Vicente de Fora como simples general, e não como rei.
No sesquicentenário da independência do Brasil (1972), seus restos mortais foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo. Sabe-se, ainda, que o Imperador teve formação musical bastante esmerada, tendo sido aluno de mestres como o Padre José Maurício Nunes Garcia, Marcos Portugal e Sigismund Neukomm. Tocava clarineta, fagote e violoncelo. Dele se conhece uma Abertura, executada no Teatro Italiano de Paris (1832), um Credo, um Te Deum, o Hino da Carta, adotado posteriormente como Hino Nacional Português (até 1910), e o Hino da Independência do Brasil.
Sua vida maçônica foi bastante curta. Iniciado a 2 de agosto de 1822, na Loja Commércio e Artes, tendo tomado o nome histórico de “Guatimozin”, foi exaltado a 5 de agosto do mesmo ano. A 4 de outubro assume o Grão-Mestrado do Grande Oriente Brasílico e a 25 de outubro de 1822 fecha o Grande Oriente e proíbe o funcionamento da maçonaria no Brasil.
Seu nome de batismo é Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

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