|
Maçons famosos que fizeram a História |
||
JAMES ANDERSON, habitualmente denominado de "pai da Maçonaria Especulativa", nasceu na cidade de Aberdeen, (Escócia), por volta do ano de 1680. Estudou teologia em sua cidade natal, no "Marischal College", onde acabou recebendo o seu título de "Doutor em Teologia", naturalmente presbiteriano, religião então predominante na Escócia. Ainda antes de 1710, Anderson veio fixar residência em Londres, onde ele, mais tarde, comprou os direitos de vicariato de uma Capela Presbiteriana, situada em "Swallow Street" (Rua das Andorinhas), onde ainda em 1735 o encontramos fazendo as suas pregações. Em sua qualidade de vigário presbiteriano ele se tornou muito conhecido do povo londrino, em face de suas inúmeras pregações, muitas das quais chegou a publicar em folhetos avulsos. As que mais admiração causaram foram as cinco seguintes: 1. "Nós esperamos a paz, que não veio; Dia da Saúde" (Jeremias 8-15), pronunciada em 16/01/1712 na Igreja de Swallow Street. 2. A pregação de 30/01/1714, teve como título: "Assassinos de Rei, não", um nome assaz curioso. Tratava-se de uma pregação a favor do Rei George I, recentemente coroado, contra as falcatruas e confabulações do partido católico do pretendente Jacobus III.3. "Crença nos Santos", pronunciada em 01/08/1720 teve intenções de caráter puramente religioso, e representava a interpretação que os presbiterianos davam a este tema. 4. Esta foi uma pregação fúnebre no dia do 1º aniversário do falecimento do padre William Lorinzer, um ministro presbiteriano que tinha feito a sagração de Anderson. 5. E finalmente, merece destaque ainda a pregação de 03/07/1737, pronunciada sobre o tema "A Prisão dos Devedores", onde analisou a legislação concernente à "insolvência financeira". E não há dúvidas que Anderson, ao abordar este assunto, falava de experiência própria, pois consta que por volta de 1720 tinha perdido todo o seu patrimônio, e a sua situação financeira estivera tão precária, que os seus credores o lançaram na "torre dos devedores", de onde o tiraram os seus Irmãos Maçons, depois de terem pago as suas dívidas. Exemplares destas cinco pregações existem ainda hoje na biblioteca dos advogados, de Edinburgh. No ano de 1732, Anderson traduziu para o inglês as "Táboas Genealógicas" do historiador e geógrafo alemão "Hans Hubner", que chegou a reeditar em 1736 de forma ampliada. Logo no ano seguinte, de 1733, publicou o livro: "A Unidade na Trindade, e a Trindade na Unidade". Em 1739 editou o livro "Notícias de Elysium" e "Conversas com os Mortos" e, finalmente, em 1742, ainda surgiu, em edição póstuma a "História genealógica da Casa Nobre de Ivery" uma antiga estirpe irlandesa, cujo membro vivo na ocasião era o Conde de Egmont. Mas incontestavelmente a obra mais importante de Anderson foi a conhecida "Constituição Maçônica, de Anderson", que publicou às suas expensas no ano de 1723, época em que era Venerável da Loja nº 17. Nunca se soube em que Loja Anderson fora iniciado, mas é provável que ainda tenha sido na Escócia, de modo que já era Maçom feito a filiar-se a uma Loja em Londres. Na reunião da Grande Loja de 29/09/1721, onde 16 Lojas estiveram representadas, o Irmão James Anderson A. M. (Magister Artium) foi encarregado de estudar as cópias das antigas constituições góticas, consideradas falhas e fundi-las numa Carta Magna mais concisa e clara. Deve ter trabalhado com incrível rapidez, a não ser que já tenha feito os estudos preliminares, pois já em 21/12/1721, apresentou o Manuscrito Projeto, que foi entregue a 14 Irmãos competentes, e esta mesma comissão depois de feitas as resolvidas emendas consideradas necessárias, aprovou a nova Constituição em 25/03/1722. Em 17/01/1723 a Grande Loja aprovou a Constituição já impressa, e nomeando Anderson para seu Grande Vigilante. Em 1723 o nome Anderson também consta dos registros da Loja: "Horne Tavern", de Westiminster e em 1725 no da "Lodge of Salomon's Temple" de Hemmings Row. A autorização da impressão da Constituição e sua venda criou grande celeuma, e por isto, o Irmão Anderson parece ter ficado afastado dos trabalhos durante quase 10 anos das Lojas. Mas em 24/02/1735 Anderson apresentou-se novamente à Grande Loja, pedindo licença para imprimir uma Edição da Constituição aumentada, cujo novo texto foi finalmente aprovado em sessão de 25/01/1738, pelos representantes das 56 Lojas presentes, sendo impressa logo em seguinda.Mas já no ano seguinte, em 01/06/1739, Anderson transportou-se para o Oriente Eterno, sendo enterrado com Honras Maçônicas no Cemitério de Bunhills Fields. O esquife foi carregado por 5 prelados presbiterianos e o Reverendo Desaguliers, considerado colaborador de Anderson na feitura da Constituição, sendo o caixão seguido por apenas uns 10 ou 12 maçons paramentados. Desapareceu assim o Maçom que mais serviços prestou à Ordem, que em vida nunca mereceu o menor apoio, prestígio e agradecimento, e que pelo contrário foi atrozmente combatido, mas que acabou sendo o único, cujo nome nunca foi e nem será esquecido. |
||
| JÂNIO QUADROS. Jânio da Silva Quadros. (*25/01/1917 +16/02/1992). Nasceu Campo Grande, atualmente capital do Mato Grosso do Sul. Filho do médico paranaense Gabriel Quadros e de Leonor da Silva Quadros. Foi advogado, professor e político de meteórica carreira. Se elegeu vereador, prefeito e governador de São Paulo. Se elegeu presidente da república em 1960, com uma vitória esmagadora de votos. Adotou uma política externa independente, aproximando-se de países socialistas, causando uma reação interna que provocou sua renúncia. Com o Golpe de 64 teve cassado seus direitos políticos, cessando aí lentamente sua participação política, até reaparecer de novo nas eleições para prefeito de São Paulo em 1985, quando disputou e venceu o candidato Fernando Henrique Cardoso. Maçom, iniciado na Loja "Libertas", de S. Paulo em 1946, Jânio deixou a Maçonaria antes de receber o grau de Mestre Maçom. Em em 10 de outubro de 1985, foi regularizado na Loja "Nova Era Paulista" nº 116, da Grande Loja do Estado de São Paulo (placet nº 13.724, de 06/06/1986), galgando finalmente, o grau de Mestre. A 24 de dezembro de 1989, transferiu-se para a Loja "Luzes do Oriente" nº 357, também na Grande Loja do Estado de S. Paulo. Portador de doença neurológica, viria a falecer três anos depois. Foi o último presidente maçom da nação brasileira. |
||
JEAN HENRY DUNANT - 1828/1910 - Filantropo e escritor suisso, foi o pilar da fundação da Cruz Vermelha Internacional. Em 1901 pelos seus méritos lhe foi concedido juntamente com Frederico Passy, o Prêmio Nobel da Paz. Escritores e autoridades maçônicas tais como Lennhoff e John Mirt afirmam que o mesmo foi Maçom mais não sabem precisar o nome de sua Loja. |
||
JOÃO CAETANO DOS SANTOS - 1808/1863 - Começou sua carreira como amador, até que em 24 de abril de 1831 estreou como profissional na peça "O Carpinteiro da Livônia", mais tarde representada como Pedro, o Grande.Apenas dois anos depois, em 1833, João Caetano já ocupava o teatro de Niterói junto com um elenco de atores brasileiros. Assim iniciava a Companhia Nacional João Caetano.O ator também exerceu as funções de empresário e ensaiador. Autodidata da arte dramática, seu gênero favorito era a tragédia, mas chegou a representar papéis cômicos.Além de atuar em muitas peças, tanto no Rio como nas províncias, João Caetano publicou dois livros sobre a arte de representar: "Reflexões Dramáticas", de 1837 e "Lições Dramáticas", de 1862.Em 1860, após uma visita ao Conservatório Real da França, João Caetano organizou no Rio uma escola de Arte Dramática, em que ensino era totalmente gratuito. Além disso, promoveu a criação de um júri dramático, para premiar a produção nacional. Dono absoluto da cena brasileira de sua época.O pesquisador J. Galante de Souza (O Teatro no Brasil, vol.1) considera que o ator, "um estudioso dos problemas da arte de representar, e dotado de verdadeira intuição artística, reformou completamente a arte dramática no Brasil".Antes dele, a declamação era uma espécie de cantiga monótona, como uma ladainha. Ainda segundo J. Galante, "João Caetano substituiu aquela cantilena pela declamação expressiva, com inflexões e tonalidades apropriadas, ensinou a representação natural, chamou atenção para a importância da respiração e mostrou que o ator deve estudar o caráter da personagem que encarna, procurando imitar, não igualar, a natureza". |
||
JOAQUIM NABUCO, nasceu em Recife, no dia 19 de agosto de 1849, partindo para o Rio de Janeiro em 1860, diplomando-se em letras em 1865. Em 1866 ingressa na Faculdade de Direito em São Paulo e dois anos após é iniciado na Loja América, completando o curso de Direito em 1870. Pode-se dizer de Joaquim Nabuco um monarquista liberal e um emancipacionista. Defendia os negros como advogado no júris e, juntamente com seu pai, dedicava-se ao estudo da questão escravagista. Em 1873 Joaquim Nabuco viaja à Europa, entrando em contato com expoentes do pensamento da época, dedicando-se à literatura. Ao seu retorno, um ano após, dedica-se a grande produção literária. Em 1878 é eleito deputado pela Província de Pernambuco, exonerando-se, em 1879, do cargo de diplomata, que o fizera viajar à Europa e Estados Unidos. Por suas idéias emancipacionistas, Nabuco provocou a ira de muitos senhores de escravos que o haviam elegido para a Câmara. Dedicou-se por sua vida à causa escravagista, tendo proferido, em 1880, da Tribuna da Câmara, um discurso sobre a abolição, já que havia pronunciado uma conferência intitulada Confederação Abolicionista. Neste mesmo ano, juntamente com outros que comungavam de suas idéias, funda, no Rio de Janeiro, a "Sociedade Brasileira contra a Escravidão". Ao final de 1880 viaja à Europa, novamente, quando retorna em 1884. Em 1887 é novamente eleito Deputado. Em 10 de fevereiro de 1888 é recebido pelo Papa Leão XIII, em audiência particular e, segundo relata Nicola Aslam, sem qualquer testemunha, pede a condenação da escravidão. A encíclica do Papa é divulgada no Brasil em junho de 1888, ou seja, um mês após a abolição dos escravos, restando, pois, inócua o que não retira os créditos de Nabuco e do Papa Leão XIII. Em 03 de maio de 1888, Nabuco, Dantas e Patrocínio falam ao povo da janela do Senado, o que seria um prenúncio da Lei Áurea, que viria a ser sancionada pela Princesa Isabel aos 13 de maio do mesmo ano. Joaquim Nabuco faz questão de comunicar à multidão, de frente ao Palácio, que a escravidão havia sido extinta no Brasil. Em 1891, por ser contrário às idéias republicanas, retorna à vida privada, mas, a partir de 1899 já se vê Nabuco na vida pública, sendo nomeado para representar os interesses do Brasil junto ao Rei de Itália ( 1899 ) e chefiar missão em Londres ( 1900 1901 ) e, novamente, à Itália ( 1902 ). Em 1905 é nomeado Ministro do Brasil em Washington e, ao ser elevado dito Ministério à categoria de Embaixada, Nabuco é o primeiro embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América. Retorna ao Brasil em1906 e falece em 17 de janeiro de 1910. |
||
JOAQUIM GONÇALVES LEDO - Traçar linhas acerca de Gonçalves Ledo é tarefa por demais agradável, tendo em vista a importância deste estadista e Maçom na Independência do Brasil. Nome esquecido nos meios acadêmicos, não podemos deixar de render-lhe estas homenagens e dar-lhe, na História do Brasil, o papel que lhe é devido. Aos 11 de dezembro de 1781, nasce Joaquim Gonçalves Ledo, filho de comerciante abastado e já destinado a ser doutor em Leis. Em 1795, com apenas 14 anos, parte para Portugal, indo estudar em Coimbra, sendo que, por força da morte de seu pai, em 1808, volta ao Brasil, interrompendo seus estudos. Em 15 de novembro de 1815 é instalada no Rio de Janeiro a Loja Comércio e Artes, sendo certo que, em 1808, havia enviado uma carta a seu irmão, que estudava medicina em Londres, afirmando sua intenção de fundar no Brasil a primeira Loja, "que será o centro de propaganda liberal do Brasil". Ledo era dotado de forte patriotismo e havia sido iniciado na Loja Comércio e Artes, a Primaz do Grande Oriente do Brasil, não podendo haver uma precisão de datas em virtude da destruição de documentos à época. Em 30 de março de 1818, D. João VI, por Decreto, proíbe a existência das "sociedades secretas" e, com isso, são encerradas as atividades da Loja. Relativamente à participação de Ledo no processo de independência do Brasil e na Maçonaria, Nicola Aslam, ob. cit., narra: F. Soares, representante da Maçonaria em São Paulo, descreve a "Joaquim Gonçalves Ledo, Venerável da Loja Comércio e Artes", os acontecimentos, daquele dia, quando os Maçons paulistas depuseram João Carlos Augusto Oyenhausen, presidente de São Paulo, que representava o governo português. Nesta ocasião, depois de ter anuído à revolução, José Bonifácio, a que, os revoltosos, já triunfantes, tinham recorrido para a organização da nova governança, repôs no governo o presidente deposto, nomeando-se a si mesmo vice-presidente e dando, ao seu irmão Martim Francisco, a Secretaria do Interior e Fazenda. F. Soares escreve textualmente a Ledo: "A confiança que V. S. depositou no Conselheiro, e nos Coronéis Lázaro, Lobo, Inácio e outros, foi imerecida. O novo governo já começou, como primeiro ato, a perseguição aos maçons que não concordaram com o Conselheiro José Bonifácio. Reunimo-nos na casa do patriota José Inocêncio Alves Alvim. Tanto ele, como o irmão Joaquim, foram fiéis até o último instante e, por isso são alvos dos outros que são traidores. " Apesar de problemas nacionais e outros envolvendo irmãos, aos 24 de junho de 1821 é reinstalada a Loja Comércio e Artes, tendo como Venerável Mestre o Ir\ Ledo. Até a Proclamação da Independência Ledo teve em mente esta idéia, podendo, sem dúvida alguma, ser considerado um dos principais responsáveis pelo fato histórico. Em julho de 1821, trocara ele correspondência com o Cônego Januário da Cunha Barbosa, afirmando a necessidade de lançar o Revérbero Constitucional, que seria o clarim das idéias de liberdade nacional. O primeiro número do periódico, quinzenal, surge em 15 de setembro deste mesmo ano, com redação de Ledo e do Cônego Januário. Segundo Nicola Aslam, ob. cit., este periódico em muito contribuiu para a Independência do Brasil. Em 16 de fevereiro de 1822 Ledo é nomeado Conselheiro e Secretário de Estado e, aos 30 de abril, novo exemplar do Revérbero Constitucional é lançado, elogiando Dom Pedro e clamando pela independência. Em 20 de maio de 1822, saúda D. Pedro, o nosso Irmão Ledo, com uma oração, sendo brilhante este trecho: A América deve pertencer à América, a Europa à Europa; porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas o espaço imenso que as separa... Em 01 de junho é eleito Procurador Geral pela Província do Rio de Janeiro e, no dia seguinte, instalado o Conselho de Estado, fazendo parte dele Ledo. É requerida pelos Procuradores Gerais uma Assembléia Constituinte ao Príncipe D. Pedro, que não agrada muito a José Bonifácio. Em 17 de junho de 1822 é fundado o Grande Oriente Brasiliense, tendo sido seu Grão Mestre José Bonifácio, por nítida influência de Ledo, que seria seu 1º Grande Vigilante e verdadeiro dirigente da Instituição. Ledo foi atacado, por diversas vezes, de conspirar contra a Monarquia, porque desejava-a constitucional. No entanto, não sabem os historiadores informar, se por ciúmes ou vinganças pessoais, atacavam-lhe de republicano. Por certo Ledo jamais fora um republicano, mas defendia a monarquia constitucionalista, como sendo a melhor forma para o Brasil. Em 14 de outubro D. Pedro oferece a Ledo o título de Marquês da Praia Grande, mas este recusa a honraria, posto entender que não poderia aceita-lo, mas aceitaria de grande prazer o título de patriota brasileiro. Dom Pedro, como era de costume em momentos de ira, desferiu palavras ásperas a Ledo, afirmando que o mesmo não tomaria assento à Câmara. No entanto, diversos fatos fazem com que Ledo seja obrigado a embarcar para Buenos Aires, porque a "tarja" de republicano poderia levar-lhe a própria vida. Absolvido das acusações à ele impostas, Ledo retorna ao Brasil, em 1823, tendo sido agraciado, em 17 de fevereiro de 1824, pelo Imperador, com a Dignatária da Ordem do Cruzeiro do Sul, mas, assim como com o título de Marquês, ele recusa. Segue-se, assim, a cronologia política de Ledo, bem como a Maçônica: 1826 1833 eleito para as duas primeiras legislaturas do Império 1828 é convidado para ser Ministro do Império, mas recusa 1831 é reinstalado o Grande Oriente do Brasil, com Bonifácio à frente do Grão Mestrado e Ledo como 1º Grande Vigilante 1832 Manifesto redigido por Ledo, às Potências Maçônicas do Mundo, onde consta: "A voz da política nunca mais soará no recinto de nossos Templos, nem o bafo impuro dos partidos e das facções manchará as purezas de nossas colunas." 1835 Ledo consta entre os Deputados da Assembléia Provincial do Rio de Janeiro Neste mesmo ano abandona a política e a Maçonaria, indo recolher-se em sua fazenda, em Sumidouro, vindo a falecer, com 66 anos de idade, aos 19 de maio de 1847, de ataque cardíaco. |
||
JOSÉ BONIFÁCIO - conhecido como o Patriarca da Independência, teve papel fundamental na preparação e consolidação da Independência do Brasil. Era paulista, nascido em Santos no dia 13 de junho de 1763. Sua família era uma das mais ricas e importantes da cidade. Aos 21 anos partiu para estudar na Universidade de Coimbra, onde se especializou em Mineralogia. Já em 1822, quando ocupava o cargo de ministro de D. Pedro I, era chamado por seus partidários de "Pai da Pátria", "Timoneiro da Independência", "o Patriarca". Em vários jornais e publicações da época era reconhecido como um dos primeiros a protestar contra a política recolonizadora das Cortes, além de um dos líderes da campanha pela permanência do príncipe no Brasil.José Bonifácio e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco, conhecidos como os Andradas, participaram ativamente da vida política brasileira durante os primeiros anos do Governo de D. Pedro I, chegando a ser apontados como os homens mais poderosos do Primeiro Reinado.Em 1808, quando os franceses invadiram Portugal, José Bonifácio, ao lado dos portugueses, lutou contra o ataque estrangeiro. "Era aos olhos de todos, um bom português, fiel a Portugal e ao Príncipe." Após a expulsão dos franceses, retomou seu trabalho científico, mantendo-se afastado da política portuguesa.Em 1819, com 56 anos, José Bonifácio voltou ao Brasil. Por ocasião da formação da Junta governativa em São Paulo, em 1821, foi escolhido vice-presidente. Iniciava-se, então, sua carreira política. Na época das eleições para as Cortes de Lisboa, conseguiu eleger três dos seis deputados paulistas, liderados por seu irmão Antônio Carlos. Nesta ocasião redigiu o texto "Lembranças e Apontamentos", que orientaria esses deputados nos trabalhos das Cortes. Esse texto refletia seu pensamento, suas propostas e as idéias que formariam o seu projeto nacional que transformaria o Brasil em um país moderno e civilizado. Assim, defendia a união com Portugal, através da formação de um grande Império luso-brasileiro; recomendava a criação de uma universidade e o aumento de número de escolas; a fundação de uma cidade no interior para ser a sede do governo, visando povoar o sertão; Sugeria, ainda, o desenvolvimento da atividade mineradora, o fim da escravidão, a civilização dos índios e uma reforma agrária, através do confisco e venda das terras improdutivas do governo.No decorrer do ano de 1821, inúmeras medidas tomadas pelas Cortes não deixavam mais dúvidas quanto aos seus propósitos recolonizadores. No início de janeiro de 1822, José Bonifácio entregou ao príncipe um documento da Junta de São Paulo pedindo que D. Pedro desobedecesse às ordens das Cortes de Lisboa e ficasse no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, foi convidado a exercer as funções de ministro de Estado. Apresentava-se como o homem mais indicado para assessorar o príncipe-regente: era fiel à Monarquia, possuía experiência administrativa e prestígio social e internacional. Em pouco tempo se tornou o homem de confiança de D. Pedro e seu mais importante ministro, representante dos proprietários de escravos e terras do Centro Sul.Por ocasião do Fico as forças políticas uniram-se. Afinal, os interesses do Brasil estavam ameaçados pelos constituintes portugueses. No entanto, após a Independência, as divergências e contradições entre os partidos reapareceram. Democratas e aristocratas entraram em choque. José Bonifácio, líder do grupo aristocrata do Partido Brasileiro, desencadeou uma campanha contra os democratas, visando afastá-los de D. Pedro. Os conflitos entre os dois grupos, permitiram que o Partido Português se aproximasse mais do imperador, enfraquecendo o Ministério dos Andradas. |
||
JOSÉ ECHEGARAY Y EYZAGUIRRE - 1847/1927 - Ilustre poeta, dramaturgo, economista, matemático, e político espanhol, foi ministro, membro da Academia de Lingua e Ciências Exatas, em 1904 obteve o Prêmio Nobel de Literatura em companhia do poeta Mistral. Foi Maçom de acordo com a "História do Supremo Conselho 33", "Masoneria Española" publicada no exílio, no México. |
||
| JOSÉ DO PATROCÍNIO - Jornalista, nasceu em Campos Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro de 1853 e faleceu no dia 29 de janeiro do ano de 1905 no Rio de Janeiro. Com a idade de 13 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde arranjou serviço na Santa Casa de Misericórdia. Matriculou-se na Faculdade de Medicina e fez o curso de farmácia. Ao receber o seu diploma arranjou serviço na Gazeta de Notícia. Em 1881 tomou dinheiro emprestado do seu sogro que era capitão, e com o dinheiro comprou o jornal Gazeta da Tarde, começando nele a batalha do abolicionismo, incendiado pelos pensamentos porque batalhava. Efetuou confabulação pública que favoreceu a fuga dos escravos, constituiu centros abolicionistas em algumas localidades do Brasil. Recebeu os frutos do seu trabalho e despreendimento no dia 13 de maio de 1888, Ao ser confirmada a Lei Áurea, era o epílogo de grande batalha contra a escravidão no Brasil; batalha esta da qual Patrocínio foi um dos grandes guerreiros. Veio a República, e Patrocínio continuou nas suas atividades sociais nas páginas do jornal A Cidade do Rio, que havia criado. Batalhou pela aplicação de um programa generoso e franco, imputado de um movimento contra o Marechal FIoriano Peixoto. No ano de 1892, foi deportado para Cacuí no Amazonas. Já no final de sua vida, passou a querer uma atividade diferente das passadas; a navegação aérea. Construiu um balão O Santa Cruz, esse empreendimento todavia não conseguiu vingar; compôs ainda três livros: Mata Coqueiro, Os Retirantes e o Pedro Espanhol, um contra a pena de morte, os outros dois falam de problemas sociais. Seu nome completo: José Carlos do Patrocínio. |
||
|
|
||
| << ANTERIOR | ||