Maçons famosos que fizeram a História

LEON BURGEOIS - 1815/1925 - Político Francês, delegado nas conferências de Paz em Haya (1899-1907) contribuiu na organização da Sociedades das Nações e presidiu a primeira seção em 1920. Foi laureado com o prêmio Nobel da Paz em 1920. É reconhecido como maçom segundo uma publicação da Grande Loja do Chile de maio-junho de 1975.

LÉON DENIS - 1846/1927. - filósofo e espírita :
Instruído na Maçonaria. Ecritor, orador e pensador espírita francês, é considerado o continuador de Allan Kardec na propagação do Espiritismo. De origem humilde, autodidata, adquiriu ampla cultura que pode ser notada em sua vasta produção intelectual. Foi membro da maçonaria francesa, presidiu o primeiro e o terceiro Congresso Espírita Internacional, cuja destacada atuação impediu que o Espiritismo se descaracterizasse ainda mais. É conhecido como o "Druida de Lorena".
Obras: Socialismo e Espiritismo; O Problema do Ser, do Destino e da Dor; No Invisível; Depois da Morte; Joana D'Arc Médium; O Gênio Céltico e o Mundo Invisível; O Mundo Invisível e a Guerra.

 

LUIZ ALVES DE LIMA E SILVA (DUQUE DE CAXIAS)
Grão Mestre Honorário 1850 a 1863
Grão Mestre Honorário
Nasceu Luiz Alves de Lima e Silva, em 25/08/1803, na então Vila da Estrela, na Fazenda
São Paulo (Rio de Janeiro), onde em 28/03/1972 foi inaugurado um Museu ao “atual Patrono do
Exército Brasileiro”.
Lá encontramos:
“...até armas com símbolos maçônicos, que dizem ter pertencido a ele, conforme noticiou O GLOBO, Rio de Janeiro, 29/03/1972, mas que temos grande dúvida se são da época...”.
Aos cinco anos Caxias já era Cadete, aos 15, Alferes, aos 18, Tenente. Em 18/07/1841 foi agraciado com o Título de Barão, no mesmo dia em que atingiu o Generalato.
Em 23/03/1845, tornou-se Conde, e ao ser empossado como Grão Mestre Grande Comendador de seu círculo, era Marechal de Campo. Em 20/06/1852, recebeu o Título de Marquês e em 23/03/1869 o de Duque (não foi Visconde).
Faleceu em 07/05/1880 na Fazenda Santa Mônica – Rio de Janeiro, de propriedade de seu genro.
Em 1847 residia à Rua do Catete n° 2, e em 1878, à Rua Conde de Bonfim, no Rio de Janeiro. Era portador da Medalha da Restauração da Bahia (1823/1824) e Grande Medalha de Ouro da Campanha do Uruguai (1852), Ordem da Rosa e da Imperial Ordem do Cruzeiro, só para citar as mais importantes.
No meio militar, o nome Duque de Caxias sempre esteve no ostracismo, até que Getúlio Vargas se lembrou de lhe dar o destaque devido, mandando cunhar, em 1934, uma moeda de 2$000 de prata e, logo depois, outras de bronze-alumínio, também de 2$000, com datas de 1936,37 e 38, todas com o seu busto.
Daí em diante começou a promoção de Caxias a “Patrono do Exército”, título que tomou caráter oficial depois do Aviso Ministerial n° 127, de 30/06/1936, por ocasião de um número especial da Revista Militar Brasileira, comemorativa do seu 133° aniversário de nascimento, em 25/08/1936.
Depois disso, também começaram a surgir selos emitidos em sua homenagem. Não se sabe precisar quando Caxias foi iniciado Maçom, mas, em virtude de ter ele sido um Maçom atuante, isso somente poderá ter acontecido entre 30/06/1841 e 17/05/1842, ou pouco depois de 1845, período em que se encontrava no Rio de Jneiro e podia dispor livremente de seu precioso tempo.
De qualquer modo, já em 1846 era Gr? 33, a ponto de , em 20/03/1847, abandonar a sede do Grande Oriente Brasileiro (do Passeio), então na Rua do Conde, para “declarar-se independente”, com o Supremo Conselho de Montezuma, que recebera das mãos do Conde de Lages, pouco antes do mesmo falecer, em 01/04/1847.
O mais provável é que a Iniciação do então Barão de Caxias, teria se realizado na Loja São Pedro de Alcântara, Rio de Janeiro, no período 1841/42, então sob o malhete do Ir:. Thomaz José Pinto de Serqueira, 33? .
O círculo fundado por Caxias, em 20/03/1847, com o nome de Grande Oriente Brasileiro e Supremo Conselho do Império do Brasil, teve vida efêmera, podendo a sua atividade ser comprovada até princípio de 1854, ficando depois inativo, e sendo entre fins de 1854 e 16/03/1855 incorporado pelo Grande Oriente do Brasil (Lavradio).

LUIZ GONZAGA - 1912/1989 - Cantor e compositor, Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu na fazenda Caiçara, no município de Exu, sertão de Pernambuco, a 13 de dezembro de 1912, filho de Ana Batista de Jesus e do sanfoneiro Januário José Santos, com quem aprender tocar sanfona.
Considerado uma instituição da música popular brasileira, morreu no Recife, o "rei do baião", como era conhecido, gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.Entre seus grandes parceiros, estavam Zé Dantas e Humberto Teixeira. Deixou sua cidade natal em 1930, em busca de emprego, e acabou entrando para o Exército, em Fortaleza, Ceará.Por conta da Revolução de 1930, esteve na Paraíba, além de outros estados nordestinos, e, em 1932, foi transferido para Juiz de Fora, Minas Gerais.Depois de deixar o Exército, segue, em 1939, para o Rio de Janeiro, onde inicia a carreira de músico, tocando em um conjunto que se apresentava nos cafés da zona de prostituição. Participou de programas de calouros, como os de Almirante e Ary Barroso e, em 1941, grava o seu primeiro disco -apenas como solista; a primeira música cantada, Dança Mariquinha, seria gravada em 1945. A partir de então passa a percorrer o Brasil, fazendo shows, iniciando sua longa carreira de sucesso. Influenciou vários compositores da chamada moderna música nordestina, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raimundo Fagner e outros.Entre suas composições mais famosas estão Asa Branca, Vozes da Seca, A Triste Partida, Juazeiro. Foi Luiz Gonzaga quem levou para o disco os ritmos e as batidas do xote e do baião - já conhecidos entre os cantadores de viola do Nordeste: ele pegou a batida e criou o jogo melódico, daí ser considerado o criador do baião. Foi iniciado no dia 03 de abril do ano de 1971 na Loja Paranapuan, na Ilha do Governador – Rio de Janeiro.
Morreu no Recife a 02 de agosto de 1989, depois de passar 41 dias hospitalizado, vítima de osteoporose.

 

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