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Maçons
famosos que fizeram a História |
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QUINTINO BOCAIUVA - 04.12.1836 - 11.07.1912 - A vida deste Maçom não foi fácil, desde a sua adolescência. No entanto, seu espírito predestinado o fez digno de todas as homenagens. Tanto assim que nas comemorações de seu centenário, o acadêmico Afonso Costa proferiu as seguintes palavras: " Foi um homem notável, principalmente por duas qualidades que suponho sejam as de maior grandeza e brilho no homem - a inteligência e o caráter. Sua inteligência era segura, norteada, esclarecida, superior, e à custa dela venceu todos os estágios da vida em que se iniciara. Unindo-a ao caráter, que era ilibado, consciente, de clareza diáfana e de segurança inalienável, tudo conseguiu, de tudo triunfou, quanto aspirou." Por que estas qualidades seriam sempre tão realçadas em Quintino Bocaiúva? A resposta é simples: porque, órfão cedo, sempre trabalhou para sustentar-se, tanto assim que em 1850, com apenas 14 anos de idade, muda-se para São Paulo, semi-analfabeto, e torna-se aprendiz de tipógrafo e, posteriormente, revisor. O patriotismo de Quintino Bocaiúva era tamanho, posto ter nascido Quintino Antônio Ferreira de Souza. No entanto, imbuído do espírito nacionalista, troca seu nome para Bocaiúva, abandonando o sobrenome português Antônio Ferreira de Souza. Já em 1851 seu sonho de tornar-se advogado era grande e por ele lutou, matriculando-se no curso de Humanidades e contribuindo para jornais acadêmicos. Em 1854, já sem recursos para continuar seus estudos, retorna ao Rio de Janeiro, dedicando-se ao jornalismo e, dois anos após, estréia como teatrólogo com a peça Trovador. No dia 25 de março de 1860, em seu quadragésimo ano, sob a orientação de Bocaiúva e Saldanha Marinho, reaparece o Diário do Rio de Janeiro, cuja programação, como nos informa Nicola Aslan, era voltada aos anseios nacionalistas - uma característica de Quintino Bocaiúva. Em 1861 Quintino Bocaiúva é iniciado na Loja América, jurisdicionada ao Grande Oriente do Passeio, ou Grande Oriente Brasileiro. Em 1864 filia-se à Comércio, do Rio de Janeiro, jurisdicionada ao Grande Oriente ao Vale dos Beneditinos, quando, à época, era seu Grão Mestre Joaquim Saldanha Marinho e, ainda, à Loja Segredo, também do mesmo Grande Oriente. A Loja Segredo continha em seu seio diversos emancipacionistas. Não afirmamos abolicionistas, baseados na tese do Irm.'. Frederico Guilherme Costa, por ser o termo mais coerente. Quintino Bocaiúva passa a ocupar o cargo de Venerável Mestre. Em 1867, em meio à Monarquia, passa ele a escrever para o periódico a República e, posteriormente, em 1870, redige o famoso Manifesto do Partido Republicano. Funda ele, ainda, o Partido Republicano. Em 1873 os monarquistas destroem o jornal A República e, pouco menos de um ano depois, é necessário o encerramento de suas atividades, passando Bocaiúva a escrever para o Cruzeiro e O Globo. Em 1889 é eleito para a chefia do Partido Republicano e, por ser um republicano em idéias e atitudes, competiu-lhe eleger todo o Ministério de Deodoro. O Ministério era composto, integralmente, por Maçons. É importante que ressaltemos estes aspectos da História do Brasil, com o fim de demonstrar que em diversos movimentos de importância, os Maçons estiveram presentes, ainda que anonimamente como tal. A exemplo disto, por muitos anos combateu-se a qualidade de Duque de Caxias como Maçom, por ferir a interesses de outras instituições. Ocorre, porém, que, sem dúvida alguma, Duque de Caxias foi Maçom e sua biografia prova este fato. o entre os princípios patrióticos e maçônicos sempre andaram perfilados. Em 1903 afasta-se temporariamente da política e, no ano seguinte, é sucedido em seu cargo de Grão Mestre por Lauro Sodré. O afastamento de Quintino Bocaiúva durou cerca de seis anos, quando, em 1909 é eleito para o Senado Federal, sendo eleito vice-presidente do mesmo. Em 1912 falece Quintino Bocaiúva, de complicações pulmonares. |
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