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OPUS DEICONSPIRAÇÃO CONTINENTAL

Primeiros tempos: a “catequese”
Nos anos 50, a seita aliciou seus primeiros fiéis latino-americanos entre as velhas oligarquias que procuravam se diferenciar dos povos indígenas e pregavam o fundamentalismo religioso. Mas o Opus Dei só adquire pujança com a onda de golpes a partir dos anos 60. Até então, a sua ação ainda era dispersa. Segundo excelente artigo de Marina Amaral na revista Caros Amigos, “em 1970, Josemaría Escrivá (fundador do Opus Dei) viajou para o México dando início às ‘viagens de catequese’ pelas Américas que duraram até às vésperas de sua morte em Roma, em 1975”.

Em 1974, Escrivá visitou a América do Sul, então dominada por ditaduras militares. “O clero progressista tentava utilizar o peso da Igreja para denunciar torturas e assassinatos e para lutar pelo restabelecimento da democracia. Em suas palestras, ele respondeu certa vez a um militar que perguntara como seguir o caminho da ‘santificação espiritual’ do Opus Dei: ‘Os militares já têm metade do caminho espiritual feito’”, revela Marina Amaral. Neste período sombrio, a seita apoiou os golpes e participou de vários governos ditatoriais, segundo Emílio Corbiere, autor do livro Opus Dei: El totalitarismo católico.
No Chile, a seita fascista foi para o ditador Augusto Pinochet o que fora para o franquismo na Espanha. O principal ideólogo do regime que matou 3 mil chilenos, Jaime Guzmá, era um membro ativo desta seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Ela também apoiou os golpes militares e participou ativamente dos regimes autoritários na Argentina, Paraguai e Uruguai. Ainda segundo Corbiere, o Opus Dei financiou o regime do ditador nicaragüense Anastácio Somoza até sua derrota para os sandinistas em 1979. Na década de 90, ela ainda deu “ativa assistência” à ditadura terrorista e corrupta de Alberto Fujimori, no Peru.

O fundamentalismo neoliberal
Outra fase próspera do Opus Dei se dá com a ofensiva neoliberal na década de 90. Gozando da simpatia do papa e de total autonomia frente às igrejas locais, esta seita se beneficia da invasão das multinacionais espanholas, decorrente das privatizações. Muitas dessas empresas são influenciadas por numerários do Opus Dei.

“O Opus Dei é para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e os franciscanos para as Cruzadas e os jesuítas para a Reforma de Lutero”, compara José Steinsleger, colunista do mexicano La Jornada. Nos anos 90, a seita também emplacou vários bispos e cardeais na região. O mais famoso é Juan Cipriani, do Peru, amigo íntimo do ditador Alberto Fujimori. Em 1997, quando da invasão da embaixada do Japão por militantes do Movimento Revolucionário Tupac Amaru, o bispo se valeu da condição de mediador e usou um aparelho de escuta no crucifixo, o que permitiu à polícia invadir a casa e matar todos os seus ocupantes.

Os tentáculos no Brasil
No Brasil, o Opus Dei fincou a sua primeira raiz em 1957, na cidade de Marília, no interior paulista, com a fundação de dois centros. Em 1961, dada a importância da filial, a seita deslocou para cá o numerário espanhol Xavier Ayala, segundo na hierarquia. “Doutor Xavier, como gostava de ser chamado, embora fosse padre, pisou em solo brasileiro com a missão de fortalecer a ala conservadora da Igreja. Às vésperas do Concílio Vaticano 2, o clero progressista da América Latina havia clamado pelo retorno às origens revolucionárias do cristianismo e à ‘opção pelos pobres’, fundamentos da Teologia da Libertação”, explica Marina Amaral.

Ainda segundo seu relato, “aos poucos, o Opus Dei foi encontrando seus aliados na direita universitária… Entre os primeiros estavam dois jovens promissores: Ives Gandra Martins e Carlos Alberto Di Franco, o primeiro simpático ao monarquismo e candidato derrotado a deputado; o segundo, um secundarista do Colégio Rio Branco, dos rotarianos do Brasil. Ives começou a freqüentar as reuniões do Opus Dei em 1963; Di Franco ‘apitou’ (pediu para entrar) em 1965. Hoje, a organização diz ter no país pouco mais de três mil membros e cerca de quarenta centros, onde moram aproximadamente seiscentos numerários”.

Crescimento na ditadura
Durante a ditadura, a seita também concentrou sua atuação no meio jurídico, o que rende frutos até hoje. O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo revela ter sido assediado duas vezes por juízes fiéis à organização. O expoente nesta fase foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ditador Garrastazu Médici, em 1972, e tio do atual presidenciável tucano. Até os anos 70, porém, o poder do Opus Dei era embrionário no país. Tinha quadros em posições importantes, mas sem atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (TFP) as simpatias dos católicos de extrema direita.
Seu crescimento dependeu da benção dos generais golpistas e dos vínculos com poderosas empresas. Ives Gandra e Di Franco viraram os seus “embaixadores”, relacionando-se com donos da mídia, políticos de direita, bispos e empresários. É desta fase a construção da sua estrutura de fachada – Colégio Catamarã (SP), Casa do Moinho (Cotia) e Editora Quadrante. Ela também criou uma ONG para arrecadar fundos: Osuc (Obras Sociais, Universitárias e Culturais). Esta recebe até hoje doações do Itaú, Bradesco, GM e Citigroup. Confrontado com a denúncia, Lizandro Carmona, da Osuc, implorou à jornalista Marina Amaral: “Pelo amor de Deus, não vá escrever que empresas como o Itaú doam dinheiro ao Opus Dei”.

Ofensiva recente
Na fase recente, o Opus Dei está excitado, com planos ousados para conquistar maior poder político na América Latina. Em abril de 2002, a seita participou ativamente do frustrado golpe contra o presidente Hugo Chávez, na Venezuela. Um dos seus seguidores, José Rodrigues Iturbe, foi nomeado ministro das Relações Exteriores do fugaz governo golpista. A embaixada da Espanha, governada na época pelo neo-franquista Partido Popular (PP), de José Maria Aznar – cuja esposa é do Opus Dei –, deu guarita aos seus fiéis. Outro golpista ligado à seita, Gustavo Cisneiros, é megaempresário das telecomunicações no país.

Em dezembro do ano passado, o Opus Dei assistiu a derrota do seu candidato, Joaquim Laví, ex-assessor do ditador Augusto Pinochet, à presidência do Chile. Já em maio deste ano, colheu uma nova derrota com a candidatura de Lourdes Flores, declarada numerária do partido Unidade Nacional, que amargou um terceiro lugar no Peru. Em compensação, a seita comemorou a reeleição do narco-terrorista Álvaro Uribe na Colômbia, que também dispôs de milhões de dólares do governo George Bush. Outro conhecido simpatizante do Opus Dei, Felipe Calderon, ex-executivo da Coca-Cola, “venceu” em julho passado uma das eleições mais fraudulentas da história do México.

Um perigo sorrateiro
Agora, como afirma o estudioso Henrique Magalhães, “as esperança do Opus Dei se voltam para Geraldo Alckmin, que hoje é um dos seus quadros políticos de maior destaque. A Obra tenta fazer dele presidente e formar um eixo geopolítico com os governantes da Colômbia e do México, aos quais está intimamente associada”. De maneira ardilosa, a seita usará todos os “recursos”. Prova do seu método pode ser visto na recente eleição do Senado no Rio de Janeiro, onde foi desencadeada brutal campanha contra a candidatura da comunista Jandira Feghali. Não por acaso, dois dos principais numerários do país atuam neste estado: o bispo de Nova Friburgo, Rafael Cifuentes, e o bispo-auxiliar dom Antônio Augusto Dias Duarte.
Geraldo Alckmin mentiu numa recente sabatina ao jornal Folha de S.Paulo, quando afirmou que “não sou da Opus Dei; respeito quem é, mas não conheço”. Hoje são notórias as relações do tucano com esta seita fascista. Elas vêm desde os tempos de infância, no convívio com seu pai e o tio-ministro do STF da ditadura, até as irregulares “palestras do Morumbi”. Na excelente reportagem da revista Caros Amigos, a jornalista Marina Amaral lembra o constrangimento do padre Vicente Ancona, numerário do Opus Dei que a atendeu: “Quando perguntei ao padre Vicente Ancona se Alckmin estava recebendo orientação espiritual e desistiu por causa da repercussão, a resposta foi curta e grossa: ‘Exato’”.

Clique aqui para ler o primeiro artigo da série, Alckmin, o candidato do Opus Dei.
Clique aqui para ler o segundo artigo, Missão divina: tomar o poder para o Opus Dei
* Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).
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O poder no Vaticano
Josemaría Escrivá faleceu em 1975. Mas o Opus Dei se manteve e adquiriu maior projeção com a guinada direitista do Vaticano a partir da nomeação do papa polonês João Paulo II. Para o teólogo espanhol Juan Acosta, “a relação entre Karol Wojtyla e o Opus Dei atingiu o seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível acessão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio ativamente no processo de reestruturação da Igreja Católica sob o protagonismo do papa e a orientação do cardeal alemão Ratzinger”. Em 1982, a seita foi declarada “prelazia pessoal” – a única existente até hoje –, o que no Direito Canônico significa que ela só presta contas ao papa, que só obedece ao prelado (cargo vitalício hoje ocupado por dom Javier Echevarría) e que seus adeptos não se submetem aos bispos e dioceses, gozando de total autonomia.
O ápice do Opus Dei ocorreu em outubro de 2002, quando o seu fundador foi canonizado pelo papa numa cerimônia que reuniu 350 mil simpatizantes na Praça São Pedro, no Vaticano. A meteórica canonização de Josemaría Escrivá, que durou apenas dez anos, quando geralmente este processo demora décadas e até séculos, gerou fortes críticas de diferentes setores católicos.Muitos advertiram que o Opus Dei estava se tornando uma “igreja dentro da Igreja”. Lembraram um alerta do líder jesuíta Vladimir Ledochowshy que, num memorando ao papa, denunciou a seita pelo “desejo secreto de dominar o mundo”. Apesar da reação, o papa João Paulo II e seu principal teólogo, Joseph Ratzinger, ex-chefe da repressora Congregação para Doutrina da Fé e atual papa Beto 16, não vacilaram em dar maiores poderes ao Opus Dei.
Vários estudos garantem que esta relação privilegiada decorreu de razões políticas e econômicas. No livro “O mundo secreto do Opus Dei”, o jornalista canadense Robert Hutchinson afirma que esta organização acumula uma fortuna de 400 bilhões de dólares e que financiou o sindicato Solidariedade, na Polônia, que teve papel central na débâcle do bloco soviético nos anos 90. O complô explicaria a sólida amizade com o papa, que era polonês e um visceral anticomunista. Já Henrique Magalhães, numa excelente pesquisa na revista A Nova Democracia, confirma o anticomunismo de Wojtyla e relata que “fontes da Igreja Católica atribuem o poder da Obra à quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982”.
O vínculo com os fascistas

Além do fundamentalismo religioso, o Opus Dei sempre se alinhou aos setores mais direitistas e fascistas. Durante a Guerra Civil Espanhola, deflagrada em 1936, Escrivá deu ostensivo apoio ao general golpista Francisco Franco contra o governo republicano legitimamente eleito. Temendo represálias, ele se asilou na embaixada de Honduras, depois se internou num manicômio, “fingindo-se de louco”, antes de fugir para a França. Só retornou à Espanha após a vitória dos golpistas. Desde então, firmou sólidos laços com o ditador sanguinário Francisco Franco. “O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais”, afirma Henrique Magalhães.

Há também fortes indícios de que Josemaría Escrivá nutria simpatias por Adolf Hitler e pelo nazismo. De forma simulada, advogava as idéias racistas e defendia a violência. Na máxima 367 do livro Caminho, ele afirma que seus fiéis “são belos e inteligentes” e devem olhar aos demais como “inferiores e animais”. Na máxima 643, ensina que a meta “é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial”. Na máxima 311, ele escancara: “A guerra tem uma finalidade sobrenatural… Mas temos, ao final, de amá-la, como o religioso deve amar suas disciplinas”. Em 1992, um ex-membro do Opus Dei revelou o que este havia lhe dito: “Hitler foi maltratado pela opinião pública. Jamais teria matado 6 milhões de judeus. No máximo, foram 4 milhões”. Outra numerária, Diane DiNicola, garantiu: “Escrivá, com toda certeza, era fascista”.
Escrivá até tentou negar estas relações. Mas, no seu processo de ascensão no Vaticano, ele contou com a ajuda de notórios nazistas. Como descreve a jornalista Maria Amaral, num artigo à revista Caros Amigos, “ao se mudar para Roma, ele estimulou ainda mais as acusações de ser simpático aos regimes autoritários, já que as suas primeiras vitórias no sentido de estabelecer o Opus Dei com estrutura eclesiástica capaz de abrigar leigos e ordenar sacerdotes se deram durante o pontificado do papa Pio XII, por meio do cardeal Eugenio Pacelli, responsável por controverso acordo da Igreja com Hitler”. Um outro texto, assinado por um grupo de católicas peruanas, garante que a seita “recrutou adeptos para a organização fascista ‘Jovem Europa’, dirigida por militantes nazistas e com vínculos com o fascismo italiano e espanhol”.
Pouco antes de morrer, Josemaría Escrivá realizou uma “peregrinação” pela América Latina. Ele sempre considerou o continente fundamental para sua seita e para os negócios espanhóis. Na região, o Opus Dei apoiou abertamente várias ditaduras. No Chile, participou do regime terrorista de Augusto Pinochet. O principal ideólogo do ditador, Jaime Guzmá, era membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Na Argentina, numerários foram nomeados ministros da ditadura. No Peru, a seita deu sustentação ao corrupto e autoritário Alberto Fujimori. No México, ajudou a eleger como presidente seu antigo aliado, Miguel de La Madri, que extinguiu a secular separação entre o Estado e a Igreja Católica.

Infiltração na mídia
Para semear as suas idéias religiosas e políticas de forma camuflada, Escrivá logo percebeu a importância estratégica dos meios de comunicação. Ele mesmo gostava de dizer que “temos de embrulhar o mundo em papel-jornal”. Para isso, contou com a ajuda da ditadura franquista para a construção da Universidade de Navarra, que possui um orçamento anual de 240 milhões de euros. Jornalistas do mundo inteiro são formados nos cursos de pós-graduação desta instituição.O Opus Dei exerce hoje forte influência sobre a mídia. Um relatório confidencial entregue ao Vaticano em 1979 pelo sucessor de Escrivá revelou que a influência da seita se estendia por “479 universidades e escolas secundárias, 604 revistas ou jornais, 52 estações de rádio ou televisões, 38 agências de publicidade e 12 produtores e distribuidoras de filmes”.
Na América Latina, a seita controla o jornal El Observador (Uruguai) e tem peso nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S.Paulo. Segundo várias denúncias, ela dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, numerário e articulista do Estadão, responsável pela lavagem cerebral semanal de Geraldo Alckmin nas famosas “palestras do Morumbi”. Segundo a revista Época, seu “programa de capacitação de editores já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do país”. O mesmo artigo confirma que “o jornalista Carlos Alberto Di Franco circula com desenvoltura nas esferas de poder, especialmente na imprensa e no círculo íntimo do governador Geraldo Alckmin”.
O veterano jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, há muito denuncia a sinistra relação do Opus Dei com a mídia nacional. Num artigo intitulado “Estranha conversão da Folha”, critica seu “visível crescimento na imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo parecia resistir à dominação, mas capitulou”. No mesmo artigo, garante que a seita “já tomou conta da Associação Nacional de Jornais (ANJ)”, que reúne os principais monopólios da mídia do país. Para ele, a seita não visa a “salvação das almas desgarradas. É um projeto de poder, de dominação dos meios de comunicação. E um projeto desta natureza não é nem poderia ser democrático. A conversão da Folha é uma opção estratégica, política e ideológica”.

A “santa máfia”
Durante seus longos anos de atuação nos bastidores do poder, o Opus Dei constituiu uma enorme fortuna, usada para bancar seus projetos reacionários – inclusive seus planos eleitorais. Os recursos foram obtidos com a ajuda de ditadores e o uso de máquinas públicas. “O Opus Dei se infiltrou e parasitou no aparato burocrático do Estado espanhol, ocupando postos-chaves. Constituiu um império econômico graças aos favores nas largas décadas da ditadura franquista, onde vários gabinetes ministeriáveis foram ocupados integralmente por seus membros, que ditaram leis para favorecer os interesses da seita e se envolveram em vários casos de corrupção, malversação e práticas imorais”, acusa um documento de católico do Peru.
A seita também acumulou riquezas através da doação obrigatória de heranças dos numerários e do dizimo dos supernumerários e simpatizantes infiltrados em governos e corporações empresariais. Com a ofensiva neoliberal dos anos 90, a privatização das estatais virou outra fonte de receitas. Poderosas multinacionais espanholas beneficiadas por este processo, como os bancos Santander e Bilbao Biscaia, a Telefônica e empresa de petróleo Repsol, tem no seu corpo gerencial adeptos do Opus.
Para católicos mais críticos, que rotulam a seita de “santa máfia”, esta fortuna também deriva de negócios ilícitos. Conforme denuncia Henrique Magalhães, “além da dimensão religiosa e política, o Opus Dei tem uma terceira face: da sociedade secreta de cunho mafioso. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e expostos em 1986, a Obra determina que ‘os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem ao Opus Dei’. Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada, o que frequentemente serve para encobrir atos criminosos”.

O jornalista Emílio Corbiere cita os casos de fraude e remessa ilegal de divisas das empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, que financiaram a Universidade de Navarra. Há também a suspeita do uso de bancos espanhóis na lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. O Opus Dei esteve envolvido na falência fraudulenta do banco Comercial (pertencente ao jornal El Observador) e do Crédito Provincial (Argentina). Neste país, os responsáveis pela privatização da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por grupos espanhóis, foram denunciados por escândalos de corrupção, mas foram absolvidos pela Suprema Corte, dirigida por Antonio Boggiano, outro membro da Opus Dei. No ano retrasado, outro numerário do Opus Dei, o banqueiro Gianmario Roveraro, esteve envolvido na quebra da Parlamat.

“A Internacional Conservadora”
O escritor estadunidense Dan Brown, autor do best seller O Código da Vinci, não vacila em acusar esta seita de ser um partido de fanáticos religiosos com ramificações pelo mundo. O Opus Dei teria cerca de 80 milhões de fiéis, muitos deles em cargos-chave em governos, na mídia e em multinacionais. Henrique Magalhães garante que a “Obra é vanguarda das tendências mais conservadoras da Igreja Católica”.Num livro feito sob encomenda pelo Opus Dei, o vaticanista John Allen confessa este poderio. Ele admite que a seita possui um patrimônio de US$ 2,8 bilhões – incluindo uma luxuosa sede de US$ 60 milhões em Manhattan – e que esta fortuna serve para manter as suas instituições de fachada, como a Heights School, em Washington, onde estudam os filhos dos congressistas do Partido Republicano de George W.Bush.
Numa reportagem que tenta limpar a barra do Opus Dei, a própria revista Superinteressante, da suspeita Editora Abril, reconhece o enorme influência política desta seita. E conclui: “No Brasil, um dos políticos mais ligados à Obra é o candidato a presidente Geraldo Alckmin, que em seus tempos de governador de São Paulo costumava assistir a palestras sobre doutrina cristã ministradas por numerários e a se confessar com um padre do Opus Dei. Alckmin, porém, nega fazer parte da ordem”. Como se observa, o candidato segue à risca um dos principais ensinamentos do fascista Josemaría Escrivá: “Acostuma-se a dizer não”. VEJA MAIS: 
 OPUS DEI – DEFINIÇÃOEncontrando a Deus no trabalho e na vida cotidiana
O Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica, fundada por São Josemaria Escrivá. Sua missão consiste em difundir a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias do dia-a-dia são ocasião de encontro com Deus, de serviço aos outros e de melhora da sociedade.O Opus Dei colabora com as igrejas locais, oferecendo meios de formação cristã (palestras, retiros, atenção sacerdotal), dirigidos a pessoas que desejam renovar sua vida espiritual e seu apostolado.ORIGEM
O Opus Dei foi fundado em Madri, Espanha, no dia 2 de outubro de 1928, por São Josemaría Escrivá. Em 1982, o Papa João Paulo II erigiu o Opus Dei em prelazia pessoal de âmbito internacional, através da Constituição Apostólica Ut sit. O seu nome completo é Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei.As prelazias pessoais são figuras jurídicas, previstas pelo Concílio Vaticano II, para a realização de obras pastorais peculiares: no caso do Opus Dei, para difundir em todos os ambientes da sociedade uma profunda tomada de consciência da chamada universal à santidade e ao apostolado e, mais concretamente, do valor santificador do trabalho cotidiano.“Realmente é um grande ideal o vosso — dizia João Paulo II em 1979 — que desde o início antecipou-se à teologia do laicato, que depois caracterizou a Igreja do Concílio e do pós-Concílio. Essa é a mensagem e a espiritualidade do Opus Dei: viver unidos a Deus no meio do mundo, em qualquer situação, cada um lutando para ser melhor com a ajuda da graça, e dando a conhecer Jesus Cristo com o testemunho da sua própria vida”.Atualmente, pertencem à prelazia cerca de 80.000 pessoas, sacerdotes e leigos, dos cinco continentes.
O FUNDADOR São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nasceu em 1902 em Barbastro, Espanha. É o segundo de seis irmãos. Aprendeu de seus pais e na escola os fundamentos da fé, e desde pequeno viveu costumes cristãos como a confissão e a comunhão freqüentes, a recitação do terço e a esmola. A morte das três irmãs pequenas e a ruína econômica da família fizeram-no experimentar muito cedo o sofrimento e a dor: esta experiência temperou o seu caráter, naturalmente alegre e expansivo, e o fez amadurecer. Em 1915 a família se mudou para Logronho, onde seu pai conseguira um novo trabalho.Em 1918, Josemaría intuiu que Deus queria algo dele, mesmo não sabendo de que se tratava. Decidiu entregar-se completamente a Deus, fazendo-se sacerdote. Deste modo, pensava que estaria mais disponível para cumprir a vontade divina. Começou os seus estudos eclesiásticos em Logronho, e em 1920 prosseguiu-os no seminário diocesano de Saragoça, em cuja Universidade Pontifícia completou a sua formação prévia ao sacerdócio. Em Saragoça fez também — por sugestão do seu pai e com a permissão dos superiores — o curso de Direito. Em 1925 recebeu o sacramento da Ordem e começou a desenvolver o seu ministério pastoral, com o qual, a partir de então, identificou a sua existência. Já sacerdote, continuou à espera da luz definitiva sobre o que Deus queria dele.Em 1927 mudou-se para Madri a fim de obter o doutorado em Direito. Acompanharam-no a sua mãe, a sua irmã e o seu irmão, pois, desde o falecimento do pai, em 1924, Josemaría é o chefe de família. Na capital da Espanha, desenvolveu um intenso serviço sacerdotal, principalmente entre os pobres, doentes e crianças. Ao mesmo tempo, sustentava-se e mantinha a sua família dando aulas de Direito.Foram tempos de grandes apertos econômicos, vividos por toda a família com dignidade e bom humor. O seu apostolado sacerdotal estendeu-se também a jovens estudantes, artistas, operários e intelectuais que, em contato com os pobres e doentes atendidos por Josemaría, vão aprendendo a praticar a caridade e a se comprometerem com sentido cristão na melhora da sociedade.Em Madri, em 2 de outubro de 1928, durante um retiro espiritual, Deus fez-lhe ver a missão à qual o havia destinado: nesse dia nasceu o Opus Dei. A missão específica do Opus Dei é promover, entre homens e mulheres de todos os âmbitos da sociedade um compromisso pessoal de seguir a Cristo, de amor a Deus e ao próximo e de procura da santidade na vida cotidiana. Desde 1928, Josemaría Escrivá se entregou de corpo e alma ao cumprimento da missão fundacional que recebera, ainda que não se considerasse por isso um inovador ou um reformador, pois estava convencido de que Jesus Cristo é a eterna novidade e de que o Espírito Santo rejuvenesce continuamente a Igreja, a cujo serviço Deus suscitou o Opus Dei. Em 1930, como conseqüência de uma nova luz que Deus acendeu na sua alma, iniciou o trabalho apostólico do Opus Dei entre as mulheres. Josemaría Escrivá colocará sempre a mulher, como cidadã e como cristã, frente à sua pessoal responsabilidade — nem maior nem menor que a do homem — na construção da sociedade civil e da Igreja.Em 1934 publicou — com o título provisório de “Considerações espirituais” — a primeira edição de “Caminho”, a sua obra mais difundida, da qual já foram editados mais de quatro milhões de exemplares. Na literatura espiritual, Josemaría Escrivá também é conhecido por outros títulos como “Santo Rosário”, “É Cristo que passa”, “Amigos de Deus”, “Via Sacra”, “Sulco” ou “Forja”. A guerra civil espanhola (1936-1939) representou um sério obstáculo para a incipiente fundação. Foram anos de sofrimento para a Igreja, marcados, em muitos casos, pela perseguição religiosa, da qual o fundador do Opus Dei só conseguiu sair incólume depois de muito sofrimento.Em 1943, por uma nova graça fundacional que Josemaría Escrivá recebeu durante a celebração da Missa, nasceu a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual se incardinam os sacerdotes que procedem dos fiéis leigos do Opus Dei. O fato de que os fiéis leigos e os sacerdotes pertençam plenamante ao Opus Dei, assim como a cooperação orgânica de uns com os outros nos seus apostolados, é um traço próprio do carisma fundacional do Opus Dei que a Igreja confirmou ao determinar a sua específica configuração jurídica. A Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz desenvolve também, em plena sintonia com os Pastores das Igrejas locais, atividades de formação espiritual para sacerdotes diocesanos e candidatos ao sacerdócio. Os sacerdotes diocesanos também podem fazer parte da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, sem deixar de pertencer ao clero das suas respectivas dioceses.Consciente de que a sua missão tem fundamento e alcance universais, Josemaría Escrivá se transferiu para Roma em 1946, assim que acabou a guerra mundial. Entre esse ano e 1950, o Opus Dei recebeu várias aprovações pontifícias com as quais ficaram corroborados os seus elementos fundacionais específicos: a sua finalidade sobrenatural, concretizada em difundir a mensagem cristã da santificação da vida cotidiana; a sua missão de serviço ao Romano Pontífice, à Igreja universal e às Igrejas locais; o seu caráter universal; a secularidade; o respeito à liberdade e à responsabilidade pessoais e o pluralismo em temas políticos, sociais, culturais, etc. De Roma, por impulso direto do fundador, o Opus Dei foi-se estendendo paulatinamente para trinta países dos cinco continentes, entre 1946 e 1975.A partir de 1948, pessoas casadas que procuram a santidade no seu próprio estado de vida podem pertencer ao Opus Dei a pleno título. Em 1950, a Santa Sé aprova também que sejam admitidos como cooperadores e ajudem nos trabalhos apostólicos do Opus Dei homens e mulheres não católicos e não cristãos: ortodoxos, luteranos, judeus, muçulmanos, etc.Na década de 50, Josemaría Escrivá estimulou o início de projetos muito variados: escolas de formação profissional, centros de capacitação para camponeses, universidades, colégios, hospitais e ambulatórios médicos, etc Estas atividades, frutos da iniciativa de fiéis cristãos comuns que desejam atender — com mentalidade laical e com sentido profissional — as necessidades concretas de um determinado lugar, estão abertas a pessoas de todas as raças, religiões e condições sociais: a clara identidade cristã das iniciativas promovidas pelos fiéis do Opus Dei, com efeito, se compagina com um profundo respeito à liberdade das consciências.Durante o Concílio Vaticano II (1962-1965), o fundador do Opus Dei manteve uma relação intensa e constante com numerosos Padres conciliares. Alguns dos temas que formam o núcleo do magistério conciliar foram freqüente objeto de suas conversas, como por exemplo a doutrina sobre a chamada universal à santidade ou sobre a função dos leigos na missão da Igreja. Profundamente identificado com a doutrina do Vaticano II, Josemaría Escrivá promoverá diligentemente que seja levada à prática através das atividades formativas do Opus Dei em todo o mundo.Entre 1970 e 1975, o seu empenho evangelizador levou-o a empreender viagens de catequese pela Europa e pela América. Teve numerosas reuniões de formação, de estilo simples e familiar — mesmo quando estavam presentes milhares de pessoas — nas quais falava de Deus, dos sacramentos, das devoções cristãs, da santificação do trabalho, com o mesmo vigor espiritual e capacidade de comunicação dos seus primeiros anos de sacerdócio.Faleceu em Roma, no dia 26 de junho de 1975. Choraram a sua morte milhares de pessoas que se aproximaram de Cristo e da Igreja graças ao seu trabalho sacerdotal, ao seu exemplo e aos seus escritos. Um grande número de fiéis recorreram à sua intercessão desde esse dia, e pediram a sua elevação aos altares.Em 6 de outubro de 2002, mais de 400.000 pessoas assistiram, na Praça de São Pedro, à canonização de Josemaría Escrivá. Na homilia, João Paulo II destacou que o novo santo “compreendeu claramente que a missão dos batizados consiste em elevar a Cruz de Cristo sobre todas as realidades humanas, e sentiu surgir no seu interior a apaixonante chamada para evangelizar em todos os ambientes”.O Papa animou os peregrinos vindos dos cinco continentes a seguir os seus passos. “Difundam na sociedade, sem distinção de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos somos chamados à santidade. Esforcem-se por ser santos, vocês mesmos em primeiro lugar, cultivando um estilo evangélico de humildade e espírito de serviço, de abandono na Providência e de permanente escuta da voz do Espírito”.Mais
informação: http://www.josemariaescriva.info

História
A mensagem cristã que Deus mostrou a São Josemaria é hoje uma realidade na vida de muitas pessoas, espalhadas pelo mundo inteiro. Diante disso, é muito difícil registrar todos os pormenores históricos da sua expansão em cada país. Apontamos somente algumas datas de especial significado.
O trabalho apostólico do Opus Dei no Brasil teve início em 1957, em Marília, Estado de São Paulo. Devido ao interesse e à prolongada insistência do então bispo dessa diocese, D. Hugo Bressane de Araújo, São Josemaria Escrivá decidiu que fosse erigido um primeiro Centro do Opus Dei no Brasil, nessa jovem cidade da Alta Paulista, e para ela se transferiram alguns membros da Obra, entre eles o Pe. Jaime Espinosa Anta, licenciado em medicina e doutor em direito canônico, o médico recém-formado José Luís Alonso Nieto, e o jovem advogado Félix Ruiz Alonso.Neste mesmo ano, abriu-se também em Marília o primeiro Centro feminino. Entre outras vieram iniciar o trabalho do Opus Dei no Brasil Gabriela Malvar Fonseca (professora), Rosário Alonso (nutricionista) e Maria Clara Constantino (professora de filosofia).Conforme já estava projetado desde o começo, em 1958 iniciaram o trabalho apostólico do Opus Dei na cidade de São Paulo, primeiro utilizando-se de um pequeno apartamento na Rua Piauí, emprestado por um amigo; e pouco depois, desde fevereiro de 1959, num Centro sediado em casa alugada – a Residência Universitária do Pacaembu, Rua Gabriel dos Santos, nº 370 – , que foi erigido com a vênia do cardeal D. Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta. Da mesma forma, um ano depois, em maio de 1960 foi erigido um Centro feminino, a Residência Universitária Jacamar, que teve sua primeira sede à Rua Gabriel Monteiro da Silva, nº 613.Em 1961, chegou ao Brasil o Pe. Xavier de Ayala Delgado, junto com outros membros do Opus Dei procedentes da Espanha e de Portugal, para impulsionar o trabalho apostólico que, àquela altura, já se revelava promissor. O Pe. Xavier foi o Vigário Regional até a sua morte em 1994.A partir daí, foram-se desenvolvendo os diversos trabalhos apostólicos do Opus Dei, entre jovens estudantes e operários, profissionais, solteiros e casados, sacerdotes diocesanos – por meio de cursos de doutrina católica, círculos de formação humana, profissional e cristã, retiros, etc. – , sempre dentro do espírito de procura da santidade cristã no meio do mundo, através da santificação do trabalho e dos deveres cotidianos, que é o espírito próprio do Opus Dei.Tendo Deus abençoado esses trabalhos com um número crescente de conversões, retomadas da vivência cristã e vocações de homens e mulheres, novos Centros masculinos e femininos foram sendo erigidos em São Paulo e, já em 1967, iniciou as suas atividades (encontros de formação cultural e espiritual, cursos de teologia para leigos, retiros espirituais para leigos e também para sacerdotes diocesanos, etc.) o Centro de Convívios Sítio da Aroeira, construído no município paulista de Santana do Parnaíba. Pouco tempo depois, um Centro análogo, denominado Casa do Moinho, localizado no município de Cotia, iniciava esse tipo de atividades .O primeiro membro brasileiro do Opus Dei que se ordenou sacerdote foi Mons. Pedro Barreto Celestino. Após vários anos de preparação em Roma, junto do Fundador, recebeu a ordenação sacerdotal em 1971.Um marco decisivo para o desenvolvimento do trabalho apostólico do Opus Dei foi a estadia em São Paulo de São Josemaria Escrivá, entre 22 de maio e 7 de junho de 1974. Muitas pessoas tiveram a oportunidade de conhecê-lo e ouvi-lo em encontros de catequese, que chegaram a reunir mais de 3.000 participantes no Parque Anhembi, e perto de 2000 no Auditório Mauá. No dia 28 de maio, São Josemaria, acompanhado por numerosos fiéis do Opus Dei, cooperadores e amigos, realizou uma romaria ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.Com o incentivo de São Josemaria e as bênçãos de Deus, a partir de 1975, o trabalho estável do Opus Dei foi-se estendendo rapidamente pelo país, com variadas iniciativas de caráter cultural, social e apostólico iniciadas no Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Campinas, Londrina, Niterói, São José dos Campos e Ribeirão Preto, sendo que, em várias outras cidades, há fiéis do Opus Dei que promovem atividades formativas, sociais e apostólicas de diversos tipos.Atualmente, o Opus Dei conta, no Brasil, com 1.700 fiéis, entre eles 40 sacerdotes incardinados na Prelazia do Opus Dei e outros 20 em diversas dioceses.  Governo 
No Brasil o Vigário Regional é o Rev. Mons. Vicente Ancona Lopez
O governo da Prelazia do Opus Dei corresponde ao Prelado, que é nomeado pelo Papa. Para poder levar a cabo a sua tarefa pastoral, o Prelado conta com um vigário à frente de cada uma das circunscrições territoriais em que a Prelazia se distribui pelo mundo.Em cada país, ajudam o Vigário do Opus Dei na realização da sua missão dois conselhos: a Comissão Regional, para os homens; e a Assessoria Regional, para as mulheres.No Brasil, o Vigário Regional é Rev. Mons. Vicente Ancona Lopez, nascido em São Paulo, em 1949. Doutorou-se em Pedagogia e Teologia pela Universidade de Navarra, Espanha. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1975. Em 1994 foi nomeado Vigário Regional da Prelazia do Opus Dei no Brasil. A sede da Prelazia no Brasil está situada à Av. Prof. Alfonso Bovero, 239, CEP 01254-000, São Paulo – SP.Na região do Brasil estão erigidas, no momento, duas delegações, dependentes do Vigário Regional. À frente de cada uma dessas circunscrições encontra-se um vigário da delegação. No momento são:- Mons. Pedro Barreto Celestino (Rio de Janeiro)- Pe. Eugênio Carlos Callioli (São Paulo) Iniciativas apostólicas
Diversas iniciativas promovidas por fiéis do Opus Dei e Cooperadores, juntamente com outras pessoas
Os Centros do Opus Dei oferecem atividades de formação humana, espiritual, doutrinal-religiosa e profissional, de acordo com a faixa etária, para as pessoas que desejarem. Para entrar em contato com o Centro do Opus Dei mais próximo, envie-nos uma mensagem através do link “FALE CONOSCO”, no topo da página.Alguns membros do Opus Dei – juntamente com Cooperadores da Obra e muitas outras pessoas, católicas ou não – promovem, em diferentes países, iniciativas educativas, culturais, de promoção social e assistência, etc., que possuem uma marcada finalidade de serviço e formação. A formação cristã, nessas entidades, está confiada à Prelazia.Enumeramos a seguir algumas das iniciativas promovidas no Brasil.Centro Educacional e Assistencial de Pedreira
www.pedreira-centro.org.brFundado em 1985 pela OSUC (Obras Sociais, Universitárias e Culturais), o CEAP é um projeto nascido do ideal de diversos profissionais e estudantes, desejosos de organizar um trabalho social sério na Zona Sul de São Paulo, onde rapazes de 10 a 18 anos encontravam-se em situação de maior risco social, expostos a drogas, marginalidade e criminalidade.Por esses motivos, decidiu-se implementar uma escola técnica que dispusesse de tudo o que uma escola de “primeira linha” pode oferecer. Além disso, contaria com um diferencial inovador: um método personalizado, através do qual cada aluno recebe o acompanhamento de um professor-preceptor especialmente preparado, que o ajuda ao longo de todo o curso e, junto com os pais, procura formá-lo como um cidadão responsável.A Pedreira tem atualmente capacidade para 500 alunos e conta com aproximadamente 5.000 m² de área construída, distribuídos em um terreno de 23.000 m². Oferece cursos básicos de Eletricidade Residencial e Industrial, Auxiliar de Informática e Informática Aplicada, e cursos técnicos de Administração, Telemática e Telecomunicações, com duração de um a dois anos.Casa do Moinho
www.casadomoinho.org.brLocalizado em Cotia, um município do Estado de São Paulo, o Centro de Capacitação Profissional Casa do Moinho oferece o Curso Técnico em Hotelaria, com validade nacional.Prepara jovens com idade entre 17 e 23 anos para atuar na área de hotelaria, hospitais e empresas, tendo em conta a grande necessidade de mão-de-obra especializada para o mercado hoteleiro e áreas afins.Centro de Extensão Universitária (CEU)
www.ceu.org.brO Centro de Extensão Universitária, nascido em 1972, promove, em nível de pós-graduação, reuniões de especialistas, cursos monográficos, simpósios e cursos de especialização para profissionais das mais diversas áreas: Direito, Jornalismo, Administração de Empresas, Medicina e Ciências da Educação. Desenvolve também cursos de aperfeiçoamento para professores do ensino médio e fundamental: História, Biologia, Literatura, Ciências e Geografia.Em todas as atividades, procura-se cuidar não só da qualidade técnica, mas também os aspectos éticos associados a cada disciplina.Centro de Capacitação Profissional dos Pinhais
www.ospinhais.com.brO Centro de Educação Profissional “Os Pinhais” situa-se na Colônia Murici, em São José dos Pinhais, próxima à Curitiba. A exemplo da Casa do Moinho, promove cursos de capacitação na área de hotelaria para jovens oriundas da região.

DEPOIMENTOSMinha experiência no Opus Dei
Desde que o livro “O Código Da Vinci” foi publicado, muito se comentou sobre o Opus Dei. Afinal, quais são os seus mistérios e o que há de verídico na obra de Dan Brown? Denise de Arruda Campos faz parte da Obra há mais de 20 anos e respondeu a algumas perguntas sobre a sua experiência na instituição.08 de setembro de 2006Desde que o livro “O Código Da Vinci” foi publicado e se tornou um fenômeno de vendas, muito se comentou sobre o Opus Dei e a vida dos seus membros. Afinal, quais são os mistérios do Opus Dei e o que há de verídico na polêmica obra de Dan Brown? Denise de Arruda Campos faz parte da Obra há mais de 20 anos. Formada em Letras pela Unicamp, natural de Monte Alto – SP, Denise respondeu a algumas perguntas sobre a sua experiência na instituição.Desde quando você faz parte do Opus Dei? Como tudo começou?Conheci o Opus Dei através de um colega que fazia o colegial comigo. Ele me emprestou um livro de São Josemaria, “Amigos de Deus”, e foi aí que tive o meu primeiro contato com a Obra. Depois, na Unicamp, conheci uma moça que freqüentava as palestras que um sacerdote do Opus Dei dava, uma vez por semana, e fiquei cativada com a visão de fé com que tocava os temas do dia-a-dia: o estudo, o trabalho, o namoro, os ideais, a família… Foi uma luz nova na minha vida, que sempre me ajudou a encarar os momentos fáceis e os muito difíceis, como, por exemplo, o acidente do meu irmão.Você já leu o livro ou viu o filme “O Código Da Vinci”? Qual a sua opinião sobre o romance?Não li o livro nem pretendo assistir ao filme, pois me falta tempo para fazer muitas coisas boas que gostaria de realizar, como, por exemplo, levar adiante projetos sociais – que não são mais numerosos por falta de braços –, ou incrementar minha cultura conhecendo a literatura de diferentes países. Não tenho disposição de perder tempo com um filme que não tem nenhuma base histórica, artística ou religiosa fidedigna.O que é a santidade para um membro do Opus Dei? Que tipos de sacrifícios realizam os que fazem parte da instituição?As pessoas que se aproximam da Obra descobrem que o sacrifício que mais agrada a Deus é trabalhar bem, com competência profissional, oferecendo-o por amor; sorrir quando não se tem vontade, acordar na hora para atender aos compromissos pessoais, sem atrasos, não dar importância a um detalhe molesto na convivência com os demais, atrasar um copo de água quando se tem sede, cuidar dos filhos mesmo quando estiver cansada ou sem vontade…Os rituais de mortificação corporal estão sendo muito comentados. Existem realmente? Qual o propósito?Como tem sido amplamente comentado, uns poucos membros do Opus Dei usam diariamente a mortificação do cilício – duas horas por dia – oferecendo este pequeno incômodo a Deus pelas intenções do Papa, pelos pecadores, pelos amigos, para que estejam perto de Deus. É como os sacrifícios que ofereciam os pastorzinhos de Fátima, recentemente canonizados, que sentiram-se chamados a se unir ao sacrifício de Cristo na Cruz, para levar mais almas para o Céu. E para os mais curiosos, esta mortificação não sangra e não prejudica a saúde. É bem menos incômoda do que uma cirurgia plástica, onde se sofre muito só para melhorar a aparência física.Tanto o livro quanto o filme levantam dúvidas sobre a história de Jesus. Você acredita que ele possa ter sido casado, tido filhos e vivido como um homem comum, e não como um ser divino?Basta estudar a sério a História Sagrada católica para saber que Dan Brown não se apoiou em nenhuma investigação científica para afirmar os maiores absurdos com relação à Igreja Católica e ao cristianismo em geral. Só se pode aceitar o que está escrito neste livro como uma ficção sem nenhum valor histórico ou religioso. Muitos o consideraram um plágio, pois repete o mesmo erro de livros anteriores.O Opus Dei é acusado constantemente de ser muito rigorosa e conservadora, especialmente com referência ao sexo. Como o Opus Dei encara as relações sexuais fora do casamento, a homossexualidade, a bissexualidade, o uso da camisinha e a Aids?Num mundo tão relativista, a Igreja Católica choca, como Cristo e os seus seguidores de todos os tempos chocaram. Simplesmente por estarem defendendo uma verdade que não muda com o passar do tempo, pois está inscrito no mais profundo de cada homem.O Opus Dei tem a mesma doutrina da Igreja Católica para os temas da sexualidade. Basta consultar o Catecismo da Igreja Católica para termos respostas claras sobre isso.”O Código Da Vinci” afirma, entre outras coisas, que por muito tempo a Igreja tentou “demonizar” as mulheres, chegando a perseguir e matar muitas delas, com a finalidade de destruir a crença no “sagrado feminino”, difundida pelos pagãos. Como você se sente fazendo parte de uma instituição apontada como sendo injusta e até mesmo cruel com as mulheres?Eu me sinto uma mulher plenamente realizada com o que sou e faço. Minha família é testemunha disso. No filme, há demasiadas invenções e muita astúcia, para tornar a história verossímil. Veja o exemplo de Nossa Senhora, que é mulher e tem sido colocada como modelo para todas as gerações, e é querida e venerada como Mãe, Rainha, Advogada, Virgem Poderosa, Assento da Sabedoria… E as santas que são vistas como grandes intercessoras por milhares de pessoas, como o são: Santa Rita de Cássia, Santa Teresa de Jesus, Santa Teresinha, Santa Marta, Santa Cecília e, mais recentemente, Santa Benedita da Cruz, que era a grande filósofa Edith Stein, cabeça privilegiada, judia que se converteu ao cristianismo na época da perseguição nazista. Não me parece que a Igreja tenha as mulheres em pouca consideração, de forma alguma.Homens e mulheres têm a mesma dignidade de filhos de Deus e são igualmente chamados à santidade heróica em virtude do Batismo. Na Obra, as mulheres e os homens vivem o mesmo espírito, promovem apostolados similares, exercem todas as profissões honradas, procuram da mesma forma santificar o trabalho e a vida familiar. Além disso, os fiéis leigos do Opus Dei, homens e mulheres, desempenham idênticas tarefas de direção e de formação na Prelazia. Bodas de Prata como membro do Opus Dei
Cleusa M. de Oliveira está no Opus Dei há 25 anos. Por ocasião das suas «Bodas de Prata» fala, com simplicidade, das suas andanças em busca da felicidade, do seu crescimento profissional e espiritual, da fé, da alegria e do orgulho que sente por ser «numerária auxiliar».18 de agosto de 2006O encontro com Mons. Escrivá em 1974Aos 9 anos de idade, tive a oportunidade de estar com São Josemaria quando esteve em São Paulo, no Anhembi, entre milhares de outras pessoas. Para mim isto sempre será um dos maiores privilégios da minha vida. Ainda que compreendesse pouco do que falava, algo me fez olhar para ele com muito bons olhos: é que usava batina… sempre ouvi minha avó elogiar os sacerdotes que usavam batina.A pessoa que havia convidado minha mãe a participar deste encontro com Mons. Escrivá – assim o chamávamos na época – alegrou-se com a nossa presença, pois ela sabia o esforço que supunha, para uma pessoa da Zona Leste da cidade, sair de ônibus com duas crianças em direção ao Anhembi, do outro lado da cidade! Também neste dia nos deu o endereço de um Centro da Obra para que fôssemos conhecer e recebêssemos com maior profundidade o espírito do Opus Dei, dando continuidade ao que Mons. Josemaria tinha transmitido naquela ocasião.Ainda que fosse jovem, a beleza e simplicidade da casa e a boa recepção que nos foi dada me chamaram a atenção. Até apreciei a meditação, conduzida por um sacerdote da Obra, da qual tirei uma única conclusão: tudo é maravilhoso!Fiz parte do Clubinho, que oferecia diferentes atividades de formação para crianças. Fui monitora de um grupo de meninas de 8 a 10 anos que vinham comigo, pois minha mãe, que sempre foi vibrante e apostólica, conseguiu que o bairro “inteiro” ficasse sabendo do Clubinho. Depois de um ano, deixei de ir ao Centro.Deus na minha adolescênciaAos 14 anos voltei a freqüentar o Centro da Obra, pois queria mesmo estar um pouco mais perto de Deus. Comecei a participar dos meios de formação: círculo, meditação e num retiro que fiz decidi que não queria mais ofender a Deus. Ajudaram-me a ler o Evangelho, a ir à Missa aos domingos, a rezar o terço para agradar Maria, a ler bons livros, o que para mim era difícil, pois não tinha uma vida tão organizada e exemplar, além de que meus amigos e eu sempre tínhamos programações intensas.Certa vez, levei a filha de uma amiga de minha mãe ao Centro. Ela gostou e conversou bastante com uma das numerárias. Saiu contente, pois havia conseguido um estágio na administração de um Centro da Obra, pois estudava nutrição e gostaria de trabalhar com alimentos e bebidas. Mas no dia em que ela deveria substituir uma das alunas de Hotelaria, não foi e nem avisou. Eu, com certo senso de justiça, resolvi ligar e dar uma satisfação… Resolvi oferecer-me, mesmo não sendo a minha especialidade — estudava Design de Interiores —, pois era o período de férias escolares.Fui… e pedi para assistir à Missa todos os dias. Pedi também para assistir ao círculo por lá mesmo, aproveitando que estavam mais acessíveis do que nunca. Confesso que sentia certa humilhação por estar num trabalho que era mal visto pelos teens e por mim mesma. Porém, devo confessar também que me senti muito querida por todas, que me vi num ambiente simples, mas com bastante nível humano, tanto para as residentes como para as alunas e monitoras da administração. Principalmente me sentia interiormente realizada após o trabalho bem feito, com técnica. Ali estava atingindo principalmente aquela outra meta do meu coração que era não ofender a Deus. O que não percebi era a tamanha necessidade de braços e almas que a Obra tinha para o seu desenvolvimento. E ao cumprir meus dias de “estágio” fui embora feliz e contente.Neste ínterim, meu pai faleceu subitamente e fiquei impressionada com a presença de absolutamente TODAS as pessoas deste Centro nos funerais. A diretora até fez o jantar e dormiu conosco em minha casa, mesmo sendo desconfortável e pobre. Nem sequer tínhamos um quarto só para ela. Contudo ela foi extremamente simples, solícita nos papéis, nos telefonemas etc. Enfim, fez o que faria um parente mais próximo e tudo isso sem tomar a frente, de maneira discreta e poupando a todos nós destes encargos desagradáveis mas obrigatórios no falecimento do pai de família.A minha vocação ao Opus DeiAlguns dias depois, por uma graça que até hoje não me explico, decidi que ficaria com elas na administração durante 6 meses, pois sabia que o quadro exigia mais pessoas e, no caso, não havia. Também sentia falta de estar naquele ambiente simples, mas puro, agradável a Deus. Pensei que nestes 6 meses eu as ajudaria e me fortaleceria para ser uma cristã coerente, forte a ponto de amar com obras: mais apostolado, mais pureza, mais aproveitamento do tempo etc.Aos poucos dias da minha volta, vislumbrei a necessidade que Deus tinha de muitas vocações como numerárias auxiliares e, mesmo sem sentir-me em condições para tão nobre entrega, conversei com as diretoras, deixando bem claro que nem me via em condições e muito menos me via capaz de levar sozinha essa tarefa até o fim da vida. Mas como a vocação é dada por Deus, Ele dará um jeito, se eu deixar.Estudos profissionais como Numerária AuxiliarNa época, deixei realmente muitas possibilidades, mas me encontrei realizada sabendo que Ele precisava de mim como mãe das pessoas da Obra. Tive a oportunidade de estar com exímias cozinheiras, confeiteiras, passadeiras, decoradoras, contadoras e isto ampliou muito a minha capacidade de trabalho ao longo da minha vida no Opus Dei. Junta-se a isto toda a gama de aprendizado humano que recebemos a cada tertúlia (momento de descanso, em que nos encontramos para conversar), as experiências vividas em outros países que nos são transmitidas, cada filme ou visita técnica em empresas do ramo, além de participação em feiras, seminários de estudos, etc. Enfim, cada uma aproveita como quer todas as oportunidades que surgem, e sempre com muito respeito à liberdade. Tudo isto me fez crescer e chegar à felicidade.Minha relação com Deus no Opus DeiCom relação à minha vida espiritual sempre recebi a formação suficiente para simplificar a minha vida, isto é: colocar-me frente a Deus e resolver diante Dele os meus problemas. Ou melhor, deixar que Ele resolva os meus problemas – ainda que eu tenha que facilitar a sua ação em minha alma, afastando o orgulho, a preguiça, a sensualidade, que são alguns dos principais inimigos da nossa santificação.Na verdade, o que busco é estar vinte e quatro horas de bem com Deus, retificando o que atrapalha este relacionamento. Descobrir, a cada dia, que Deus é meu Pai, um Pai que pode tudo e sabe tudo a meu respeito, pois me conhece profundamente. Melhor ainda: me ama, apesar de tudo o que fui, que sou; me ama e me espera sempre com braços abertos após as minhas quedas, que pelo amor vão sendo menos freqüentes; acredita em mim, acredita que eu, com a Sua graça, posso chegar ao Céu e levar muitas almas para lá.Todos sabemos que a meta do cristão é identificar-se com Cristo, portanto foi sempre no Evangelho que encontrei respostas e soluções para as minhas crises, e neste mesmo Evangelho Cristo fala: “Vinde a Mim todos os atribulados e sobrecarregados…” (Mt 11, 28). É Nele que sempre encontrei luz e força, mediante a oração e a mortificação, além do exemplo dos primeiros cristãos, do nosso Padre — o Fundador do Opus Dei — e dos primeiros membros da Obra.”Sonhai e ficareis aquém”Penso que este foi o percurso que me levou a chegar até aqui e estar há tanto tempo feliz com a minha vocação, feliz com a vocação das minhas amigas bem casadas, feliz com a vocação da minha mãe supernumerária. Esta certeza de não fazer nada que seja só de interesse próprio me dá uma grande liberdade de espírito, permite-me estar à vontade por onde passo.Também posso afirmar que não desperdiço nada do que recebo. Por exemplo, a cultura que as pessoas da Obra podem proporcionar umas às outras é algo fabuloso. Só com isto tenho quase um livro com mais de 200 receitas, de quando ministrei aulas de confeitaria num curso conveniado no SENAI. Elaborei um projeto com adolescentes que existe há 3 anos. É o Projeto Percurso: enriquece a personalidade, amplia a cultura, desenvolve o raciocínio e facilita a vida em sociedade.Deus ama quem dá com alegriaHoje só tenho a agradecer e desejo que muitas outras pessoas possam provar a alegria e o orgulho que sinto por ser numerária auxiliar. Não me troco por ninguém e amo de verdade “pilotar” o fogão, mais do que estar aqui pilotando o teclado, mas o faço com a mesma alegria por saber que tudo pode se transformar em serviço a Deus e às almas.Faço minhas as palavras de nosso Padre que sempre ouvi nestes anos: “mil vidas que tivesse, mil vidas entregaria a Deus no Opus Dei”. Em 25 anos já pude comprovar que vale a pena ser fiel. E peço também como o nosso Padre: «antes a morte que a infidelidade».Opus DeiLoja Fênix – Lisboa / PortugalEsta é uma tênue imagem de uma organização religiosa que vive à sombra e à custa da Igreja Católica Romana, e que tenta, a todo o custo, conquistar o poder.
No final do século XX, quando o homem se esforça por alcançar cada vez mais bem estar, quando a ciência progride cada vez mais ao serviço desse bem estar, quando se consegue aumentar a esperança de vida, quando o homem caminha mais e mais para a personalização do indivíduo e para um maior acesso e democratização da cultura, quando o homem, enfim, defende a tolerância e a liberdade do indivíduo, existe uma organização que apela à penitência e à mortificação, exalta a dor humana, pratica a censura cultural, defende o escamoteamento de fatos científicos (quando praticados ou defendidos por alguém contrário à sua doutrina) que, enfim, pretende dos seus elementos uma obediência cega e faz a apologia da despersonalização do indivíduo; quando esta instituição é tolerada e se mantém paulatinamente numa sociedade européia com um elevado nível civilizacional, algo não está bem.
O paradoxo é demasiado.João Pedro FerroVEJA MAIS>>

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