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RITO DE YORK
Matéria cedida
por: Ir\ Anatoli Oliynik - anatoli@netpar.com.br
Gr. Sec. Geral Adj. para o Rito de York do G.O.B.
Os procedimentos do Rito
de York são os mais antigos e os mais praticados em todo o mundo.
Estima-se que cerca de 85% dos maçons os pratiquem.
A Grande Loja de Londres
juntamente com as Grandes Lojas da Escócia e Irlanda, fundadas
em 1717, 1725 e 1736, respectivamente, constituem as três mais
antigas do mundo.
Na Inglaterra não
havia denominação para rito tal como é hoje (Escocês,
Francês, Adonhiramita etc). Poder-se-ia dizer que, para os ingleses,
rito é o maçônico e ritual é um procedimento,
uma prática especifica, o que eles chamam de working.
No Brasil costuma-se
confundir Rito de York com Emulation Ritual, pensando que o segundo
é também um rito. O primeiro é um rito, e o segundo,
é um ritual utilizado pelo primeiro, conhecido no Brasil como
ritual de Emulação. O Rito de York abriga em torno de
sete tipos de rituais que muito se assemelham entre si cujas práticas
variam de acordo com as regiões na Inglaterra. São eles:
o Emulation, o Logic, o Taylors; o Alfaiate; o Bristol, o Stability
e o West End.
Até 1717 as lojas
maçônicas eram livres, isto é, não havia
uma obediência que as aglutinassem. Com a fundação
da Grande Loja de Londres algumas lojas inglesas passam a se subordinar
a uma obediência central. Na cidade de York as lojas maçônicas
continuaram independentes até 1751, quando surge uma Grande Loja
rival denominada Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York.
Com a rivalidade entre
as duas Grandes Lojas, a denominação Rito de York começa
a tomar corpo. Na verdade, ainda não se trata de um rito, mas
sim do procedimento adotado pelos maçons de York que divergiam
em alguns poucos pontos dos procedimentos adotados pelos maçons
de Londres. Com isso a denominação acaba se consagrando.
Na prática, não
havia diferenças ritualísticas acentuadas que pudessem
ser caracterizadas nos procedimentos ritualísticos da Grande
Loja de Londres e Grande Loja de York. Na realidade trata-se de um mesmo
procedimento, praticado tanto pelos "Antigos" quanto pelos
"Modernos".
Rito de York por meio
de seus procedimentos ritualísticos, é o mais próximo
da maçonaria operativa, anterior a 1717.
Em 1813 ocorre a união
[Act of Union] firmado entre as duas Grandes Lojas rivais inglesas dando
origem a Grande Loja Unida da Inglaterra. A partir da união,
vários rituais foram autorizados e escritos, dentre eles o ritual
de Emulação.
Atualmente, há
157 Grandes Lojas no mundo, das quais a Grande Loja Unida da Inglaterra
reconhece 107. Isso não implica dizer que as 50 Grandes Lojas
não reconhecidas, sejam consideradas espúrias ou irregulares
- simplesmente, não são reconhecidas.
É difícil
precisar, exatamente, o número de lojas maçônicas
no mundo. Sabe-se que há, aproximadamente, 50 mil lojas em jurisdições
reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra.
A Inglaterra com cerca
de 48 milhões de habitantes e perto de 700 mil maçons,
é a maior jurisdição, com 8.578 Lojas.
Na Capital - LONDRES
-, com 7 milhões de habitantes na área metropolitana,
existem cerca de 1.648 lojas maçônicas, com 150 mil maçons,
aproximadamente.
Os EUA possuem 50 Grandes
Lojas, com aproximadamente, 15 mil lojas maçônicas e 4
milhões de maçons.
Com 50 jurisdições
os Estados Unidos contam com cerca de metade de todas as Grandes Lojas
reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, Irlanda e Escócia.
Dos 4 milhões
de maçons dos Estados Unidos, 3 milhões são do
Rito de York, ou seja 75%. Entretanto, é oportuno frisar que
o Rito de York praticado nos Estados Unidos difere do praticado na Inglaterra.
O Rito de York, na Inglaterra,
não possui graus filosóficos. Apenas uma extensão
do terceiro grau que não se constitui num grau. Esta extensão
do terceiro grau, praticada pelos Capítulos ingleses, denomina-se,
Real Arco ou Arco Real. Nos EUA, ele é constituído pelos
3 graus simbólicos e 4 graus filosóficos. Estas não
são as únicas diferenças. Existem outras de ordem
ritualística. Recomenda-se pois, não fazer comparações
entre ambos os países.
No Brasil, as lojas maçônicas
federadas ao Grande Oriente do Brasil adotam a linha inglesa ou seja,
o Rito de York e o ritual de Emulação [Emulation Ritual].
Entretanto, existem muitas lojas ligadas a outras obediências
que praticam o "iorques" ou seja, uma mistura entre o Rito
de York e o Escocês que acaba resultando numa verdadeira barbárie
ritualística. O total de maçons no mundo, em números
exatos, é difícil de ser calculado, porque as informações
não são completas. Entretanto, pode-se compor os quadros
a seguir:
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RITO DE YORK (Emulation
Rite)
Por Anatoli Oliynik Gr.
Sec. Geral Adj. para o Rito de York do G.O.B.
O Rito de York é
o rito mais antigo e o mais praticado em todo o mundo. Estima-se que
cerca de 85% dos maçons o praticam. A Grande Loja de Londres
juntamente com as Grandes Lojas da Escócia e Irlanda, fundadas
em 1717, 1725 e 1736, respectivamente, constituem as três mais
antigas do mundo. Na Inglaterra não havia denominação
para Rito tal como é hoje (Escocês, Francês, Adonhiramita
etc). Poder-se-ia dizer que, para os ingleses, rito é um procedimento,
uma prática e não uma denominação especifica.
Até 1717 as lojas maçônicas eram livres, isto é,
não havia uma obediência que as aglutinassem. Com a fundação
da Grande Loja de Londres algumas lojas inglesas passam a se subordinar
a uma obediência central. Na cidade de York as lojas maçônicas
continuaram independentes até 1751, quando surge uma Grande Loja
rival denominada Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York. Com
a rivalidade entre as duas Grandes Lojas, a denominação
Rito de York começa a tomar corpo. Na verdade, ainda não
se trata de um rito, mas sim do procedimento adotado pelos maçons
de York que divergiam em alguns poucos pontos dos procedimentos adotados
pelos maçons de Londres. Com isso a denominação
acaba se consagrando. Na prática, não havia diferenças
ritualísticas acentuadas que pudessem ser caracterizadas nos
procedimentos ritualísticos da Grande Loja de Londres e Grande
Loja de York. Na realidade trata-se de um mesmo procedimento, praticado
tanto pelos "Antigos" quanto pelos "Modernos". Rito
de York ou Emulation Rite é o rito mais próximo da maçonaria
operativa, anterior a 1717. Em 1813 ocorre a união entre as duas
Grandes Lojas rivais inglesas que deu origem a Grande Loja Unida da
Inglaterra, cujo procedimento maçônico passa a denominar-se
Emulation Rite [Rito Emulação]. Portanto, por força
do Act of Union firmado pelas duas Grandes Lojas rivais, a denominação
Rito de York deixa de existir, pelo menos formalmente. A nova denominação
foi adotada para que não ficasse caracterizado que a Grande Loja
de Londres submeteu-se a Grande Loja de York cujo rito, até a
época da união, denominava-se "Rito de York".
Atualmente, há 157 Grandes Lojas no mundo, das quais a Grande
Loja Unida da Inglaterra reconhece 107. Isso não implica dizer
que as 50 Grandes Lojas não reconhecidas, sejam consideradas
espúrias ou irregulares - simplesmente, não são
reconhecidas. É difícil precisar, exatamente, o número
de lojas maçônicas no mundo. Sabe-se que há, aproximadamente,
50 mil Lojas em jurisdições reconhecidas pela Grande Loja
Unida da Inglaterra. A Inglaterra com cerca de 48 milhões de
habitantes e perto de 700 mil maçons, é a maior jurisdição,
com 8.578 Lojas. Na Capital - LONDRES - , com 7 milhões de habitantes
na área metropolitana, existem cerca de 1.648 lojas maçônicas,
com 150 mil maçons, aproximadamente. Os E.U.A. possuem 50 Grandes
Lojas, com aproximadamente, 15 mil lojas maçônicas e 4
milhões de maçons. Com 50 jurisdições os
Estados Unidos contam com cerca de metade de todas as Grandes Lojas
reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, Irlanda e Escócia.
Dos 4 milhões de maçons dos Estados Unidos, 3 milhões
são do Rito de York, ou seja 75%. Entretanto, é oportuno
frisar que o Rito de York praticado nos Estados Unidos difere do Emulation
Rite praticado na Inglaterra. O Emulation Rite, na Inglaterra, não
possui graus filosóficos. Nos E.U.A., o Rito de York é
constituído pelos 3 graus simbólicos e 4 graus filosóficos.
Estas não são as únicas diferenças. Existem
outras de ordem ritualística. Recomenda-se pois, não fazer
comparações entre ambos os ritos. No Brasil, as lojas
maçônicas federadas ao Grande Oriente do Brasil adotam
a linha inglesa ou seja, o Emulation Rite apesar do uso da denominação
"Rito de York" que acabou se consagrando. Entretanto, existem
muitas lojas ligadas a outras obediências que praticam o "iorques"
ou seja, uma mistura entre o Rito de York (linha americana) e o Escocês
que acaba resultando numa verdadeira barbárie ritualística.
O total de maçons no mundo, em números exatos, é
difícil de ser calculado, porque as informações
não são completas, mas estima-se que 5.500.000 praticam
o RITO DE YORK, ou seja: 85%. Há, naturalmente, erros mas que
não afetam o resultado final. ALGUMAS COMPARAÇÕES
COM O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO Não tem no Rito de York:
A Palavra Semestral; Cadeia de União. (não deve ser formada
em hipótese alguma). Sessões Especiais (todas são
regulares). Câmara de Reflexões. Espadas dentro da loja
(o único que usa a espada é o G.E.). Bolsa de Propostas
e Informações. Passos para entrada na loja. Cartão
de visitante (quando o visitante exige, o M.L. solicita que o Irm. Sec.
encaminhe uma carta diretamente à loja do visitante, informando
a visita). Altar dos Juramentos (não há altares na loja,
as mesas do M.L., P.V. e S.V., são retangulares e chamadas de
Pedestais). Transmissão da Palavra Sagrada. Cálice da
Amargura (na iniciação). Consagração pela
Espada e o Malhete. Espada Flamejante. Prova dos Elementos. Tríplice
abraço. Os três pontinhos; (deve ser abolido, das abreviaturas
e também das assinaturas). Diferença de nível entre
o Or. e Oc.. Separação física entre o Or. e Oc.
(grade). Os cargos de: Orador, Chanceler, Experto, Porta Estandarte
e Porta Espada. Corda de 81 nós. Candidatura para o cargo de
Mestre da Loja (não há disputa pelo cargo, há uma
linha de sucessão). Nenhum assunto administrativo pode ser discutido
em loja aberta; Nenhum candidato é reprovado no escrutínio
secreto em loja aberta. (os candidatos são avaliados e pré-aprovados
em reunião administrativa). Não se usam, no Rito, as palavras:
Balaústre ou Peça de Arquitetura. Usa-se: ATA, EXPEDIENTE
ou PALESTRA, CONFERÊNCIA. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DO RITO
DE YORK Há somente um livro de ATAS para todos os graus - todas
as ATAS são escritas, lidas e aprovadas no Primeiro Grau. O Ritual
não deve ser lido em loja. É todo memorizado. Somente
o P.M.I. pode permanecer com o Ritual aberto, pois ele funciona como
ponto para ajudar um Irm., num esquecimento ocasional. Os cargos eletivos
são somente três: o M.L., o Tes. e o Guardião. Na
sessão anterior a da eleição, um Irm., secundado
por outro, (toda proposta feita em Loja Aberta, tem que, necessariamente,
ser secundada por outro Irm., caso contrário, não será
considerada). propõe o nome do M.L. e solicita que este indique
o nome do Tes. e do Guardião. Estes portanto, serão os
nomes que serão eleitos na sessão seguinte. É da
tradição do rito, não haver disputa de cargos em
hipótese alguma. A linha de sucessão deve ser respeitada,
para que a harmonia e a união entre os irmãos seja mantida.
Os demais cargos são de livre escolha do M.L.. Todas as reuniões
de Loja Aberta são regulares, a saber: (a) Iniciação;
(b) Passagem; (c) Elevação; (d) Instalação
do Mestre da Loja (e) Dedicação do Templo. Não
existe a denominação de sessões magnas, econômicas
etc. As perguntas feitas pelo M.L. aos Candidatos à Passagem
ou Elevação, são feitas na mesma sessão
da respectiva cerimônia, e suas respostas não são
apreciadas pela Loja, isto é, são sempre aprovados. Não
é permitido o uso do Balandrau para os membros da Loja. O traje
é preto ou escuro e gravata preta longa ou combinada com o terno
quando escuro. Aos visitantes é permitido o uso do balandrau
(desde que não sejam do Rito). O M.L. é o único
que pode falar sentado na Loja. Os demais, falam de pé e à
ordem e com o passo. As batidas são t., em todos os Graus, a
diferença é no ritmo. Não há maçonaria
Filosófica no Rito. Haverá, sempre, uma cadeira vaga à
esquerda do M.L., (para quem olha para o Pd.) destinada ao Grão-Mestre
ou seu Adjunto. Nenhum Oficial tem direito de reclamar promoção
quando entra na linha de sucessão. A linha de sucessão:
(1) Guarda Interno; (2) Segundo Diácono; (3) Primeiro Diácono;
(4) Segundo Vigilante; (5) Primeiro Vigilante; (6) Mestre da Loja. Em
nenhuma procissão é permitido que algum Irm. ficar entre
o M.L. e seus VVig.. Se houver uma ODE de abertura ou música
apropriada, deve ser cantada ou executada antes de abrir a Loja - Se
houver uma de encerramento, depois da Loja fechada. (não usar
música durante os trabalhos em Loja Aberta). No primeiro ou segundo
levantamento, se houver alguma mensagem oficial ou Decreto do Grão-Mestre
para ser lido, o D.C. pede aos IIrm. que fiquem de p. e à ordem.
O M.L. não se levanta para apresentar os instrumentos de trabalho
em qualquer grau - nem na preleção após à
iniciação. Numa visita o M.L. só deve oferecer
o malhete ao Grão-Mestre, ou Adjunto - a nenhum outro. Na explanação
da T.D., no Segundo Grau, todos os Oficiais permanecem em seus lugares.
Quando o M.L. está ausente, deve ser substituído pelo
P.M.I., se presente. Se o M.L. tiver que se ausentar por uns tempos,
deve escolher entre os P.Ms. quem deve substituí-lo. (isso significa
que o P.V. só substitui o M.L. em caso de impedimento definitivo
e somente nestes casos). Na Procissão de saída, o P.M.I.
não deve ir atrás, ou ao lado do M.L.. Não há
lugar certo para ele, que é um dos P.Ms., simplesmente. O P.M.I.
não é um Oficial da Loja. As comissões que constam
dos Estatutos, têm a finalidade de atender aos regulamentos do
Grande Oriente do Brasil (são estranhas para o Rito de York).
Na verdade, o Rito tem duas comissões - a de Inventário,
composta por dois membros escolhidos pelo M.L. para verificação
e controle dos bens da Loja - a de Auditagem, com dois membros, para
darem parecer ao Relatório apresentado pelo Tes., para ser votado
no dia da instalação do novo M.L.. (O Tes. deve distribuir
aos membros da Loja, cópia do Relatório, antes da reunião,
a fim de que todos possam tomar conhecimento do mesmo, antes da votação.
Deve ser aprovado por unanimidade. - O Tes. deve merecer o máximo
de confiança, como todos os outros membros da Loja). Não
há ordem para levantar-se ou sentar-se, nas reuniões.
Salvo as exceções que constam do Ritual. Toda vez que
o M.L. se levanta, todos se levantam e sentam-se depois que ele se sentar,
sem necessidade de ordem. O único que pode falar sentado na Loja
é o M.L. - Todos os demais falam de pé, com Pas. e Sn.
Para falar não é necessário pedir ao M.L., basta
levantar-se com Pas. e Sn. e aguardar a ordem para falar - Não
há uma ordem estabelecida para concessão da palavra. Pode
falar um Irm. do Or. depois outro de qualquer lugar da Loja, isto é,
não há precedência - A palavra pode ser concedida
a um Aprendiz ou Companheiro, depois que um Mestre ou P.M.I., ou qualquer
autoridade tenha feito uso da palavra, salvo do Grão-Mestre Geral,
Estadual ou Adjunto que falam por último. A MARCHA A marcha é
sempre iniciada com o pé esquerdo. Nas Cerimônias (Iniciação,
Passagem e Elevação) é obrigatório o esquadramento
da Loja. Fora das Cerimônias não há um sentido obrigatório
de caminhar na Loja. O Maçom não pode caminhar sozinho
na Loja, terá que ser, sempre, conduzido pelo D.C., nas sessões
regulares e pelos Diáconos, nas Cerimônias. SAUDAÇÕES
ÀS AUTORIDADES As saudações às autoridades
são feitas, logo após a Loja aberta, pelo D.C.. No caso
ele vai ao centro da Loja e diz: "Irmãos, acha-se presente
em nossa reunião o (cita o cargo do Irm. - Soberano, Eminente)
Irmão F. ... Peço-vos que fiqueis de pé (inclusive
o M.L.) e o saudemos com "n" Sns., guiando-vos por mim - À
Ordem IIrm." Os IIrm. ficam à Ordem com o Pas. e o D.C.
começa a fazer os Sns. (aquele em que a Loja esta aberta - geralmente
no Primeiro Grau). O D.C. dá o Pas., coloca o bastão encostado
no ombro direito, ele e todos juntos fazem o sinal e cortam batendo
com ruído a mão direita na coxa direita, tantas vezes
quantas o rank ao homenageado exigir, de acordo com o regulamento.
Autoridade Nº de
Vezes
Grão-Mestre Geral
11
Grão-Mestre Geral
Adjunto; - Presidente AFL, STJ e Medalha D. Pedro II 9
Grão-Mestre Estadual;
- Gr. Sec. Geral; - Garante de Amizade; - Pres. Assembléia Legislativa
7
Deputado Federal, Grão-Mestre
Adjunto Estadual; - Gr. Sec. Estadual 5
Membros do Conselho Estadual,
Deputado Estadual; Past Master e Mestre de Loja 3
A LOJA A Loja por ter
uma personalidade jurídica, passa a ter, virtualmente, dois Estatutos:
Um, como Sociedade Civil para fins administrativos; Outro, da sociedade
fraternal, para fins maçônicos baseados nos velhos preceitos.
As leis maçônicas são de ordem moral e estão
restritas à Instituição. Assim sendo, devem cingir-se,
estritamente, à ritualística e à liturgia, sem
gerar conflitos - vale dizer - sem colidir com a boa hermenêutica
das leis civis. É tradição do Rito de York que
os assuntos administrativos não sejam discutidos em Loja Aberta,
porque são assuntos atinentes à Sociedade
Civil e a Loja não
deve ser perturbada com discussões. Na reunião administrativa
todos votam, inclusive os aprendizes e companheiros, pois é uma
reunião da Sociedade Civil. Em Loja Aberta, votam, somente, os
Mestres, de acordo com os regulamentos (a votação é
uma exigência do GOB). No Rito de York há uma forma especial
para votação nas eleições. Todos os Irmãos
votam, exceto os membros honorários - vide linha de sucessão.
Os envelopes utilizados para correspondência de uma Loja do Rito
de York não podem conter identificação (timbre
da Loja, endereço e outros). Nenhuma correspondência pode
ser identificada pelos profanos, como Maçônica. ADMINISTRAÇÃO
DA LOJA A administração de uma Loja Regular do Rito de
York, consiste: Oficiais compulsórios (*) Mestre da Loja ** Primeiro
Vigilante Segundo Vigilante Secretário Tesoureiro ** Primeiro
Diácono Segundo Diácono Guarda Interno Guarda Externo
** (*) Estes oficiais são indispensáveis para composição
e funcionamento de uma loja do Rito de York (Emulation Rite). Destes,
apenas 3 (**) são eletivos. Os demais são de livre escolha
do M.L. e por ele nomeados. Oficiais auxiliares (**) Capelão
Diretor de Cerimônias Organista Esmoler Ass. do Diretor de Cerimônias
Assistente do Secretário Mordomo Administrador da Caridade Administradores
(**) Estes oficiais são facultativos e complementam a administração
de uma loja do Rito de York. Todos eles são de livre escolha
do M.L. e por ele nomeados. Obs.: Os cargos de Capelão, Diretor
de Cerimônias, Secretário e Tesoureiro, devem ser exercidos,
preferencialmente, por Past Masters. O Guarda Externo, obrigatoriamente
por um Past Master. Cargos Eletivos: - Mestre da Loja; - Tesoureiro
e - Guarda Externo. Todos os demais cargos, sem exceção,
são de livre escolha do Mestre da Loja e por ele nomeados. REUNIÕES
DA LOJA A Loja deve ter, no mínimo, três reuniões
mensais: 1 (uma) de Loja Aberta - ritualística; 1 (uma) de Administração
- para assuntos da Sociedade Civil; 1 (uma) de Instrução*.
( * ) As reuniões de Instrução são reuniões
de ensaio dos rituais da Loja (Primeiro Grau, Segundo Grau, Terceiro
Grau, Iniciação, Passagem, Elevação, Instalação
de Mestre da Loja e Dedicação do Templo). Portanto, não
são semelhantes as instruções realizadas pelo R.E.A.A.
Estas, no Rito de York, são denominadas: Palestras ou Conferências
e só podem ser realizadas no Descanso da Loja. Ordem dos Trabalhos:
Abertura e apresentação da Carta-Patente (O M.L. mostra-a
ao Tes. sem falar); Leitura e confirmação da ATA da sessão
anterior; Recebimento de Cartas e Comunicações. Agenda
(assuntos do dia); Levantamentos 1º) Para assuntos do GOB; 2º)
Para assuntos do G.O. Estadual e da Loja; 3º) Para assuntos pessoais.
7. Encerramento. Obs.: A Ordem dos Trabalhos, por não fazer parte
do ritual, não exige rigor na sua estruturação.
Pode apresentar pequenas variações tais como: a Agenda
pode ser distribuída nos três levantamentos. Por exemplo:
1º Período: para assuntos da ordem maçônica
universal e do Grande Oriente do Brasil; 2º Período: para
assuntos do Grande Oriente Estadual e da Loja, além do expediente
da secretaria; 3º Período: para assuntos pessoais e da bem-querença
entre os irmãos. A REUNIÃO A critério da Loja,
o início da reunião pode ser precedido de uma procissão,
para a entrada do M.L. e seus Vigilantes. Se houver autoridade, G.M.G.
ou G.M.E., haverá uma procissão especial e será
obrigatória. A entrada de autoridades se dará depois da
Loja aberta e após a leitura e confirmação da ATA
e a saída, antes do encerramento. Nessa procissão, pode
ser cantada uma ODE de abertura ou executada uma peça musical
apropriada (gênero clássico). Antes da procissão
todos os IIrm. já estão em Loja, em seus respectivos lugares,
inclusive os visitantes não graduados. O D.C. pede a Loja que
se levante para a entrada do M.L. (não precisa usar o Sn.). Após
o encerramento há uma procissão para a saída do
M.L. e seus Vigilantes, os P. Ms., no Or. podem ser convidados pelo
D.C. para acompanharem - Pode, também, ser cantada uma ODE de
encerramento ou executada peça musical apropriada. COMITÊ
DE ASSUNTOS GERAIS Ninguém pode lançar-se candidato. No
caso do P.V. não poder assumir, o Comitê de Assuntos Gerais
composto de todos os P. Ms. da Loja e mais dois Ms. Ms. sob a direção
do M.L., indicará o próximo Mestre a ser eleito e os demais
Oficiais a serem eleitos ou nomeados pelo próximo Mestre da Loja.
O COMPORTAMENTO EM LOJA Depende dos IIrm., da devoção
que demonstrem em seus trabalhos, fazer de sua Loja um exemplo, onde
transpire um envolvente magnetismo e se pratique um dos mais sublimes
ideais maçônicos: A FRATERNIDADE. Os IIrm. devem assistir
assídua e pontualmente as reuniões e se considerarem muito
honrados por pertencerem ao quadro da Loja. devem manifestar profunda
reverência para com a Ordem; devem ter alta consideração
para com a Loja; devem saber que depende da sua ajuda, a plena magnetização
do templo e a conservação desse magnetismo; devem estar
conscientes de que são a própria alma da Maçonaria;
E mais, que com o seu trabalho e comportamento, façam com que
a loja se torne uma loja modelo, totalmente eficiente em seus trabalhos,
de sorte que alguém que a visite possa impressionar-se pelo bom
trabalho feito e pela força de sua atmosfera magnética.
Curitiba, 16 de Janeiro de 1998.
Anatoli Oliynik Gr. Sec.-Geral
Adj. para o Rito de York do G.O.B. E-mail: anatoli@netpar.com.br Notas:
1. Este documento contém as principais orientações
para Lojas do Rito de York [Emulation Rite] linha inglesa (Grande Loja
Unida da Inglaterra). Evitar comparações com o Rito de
York norte-americano que difere do rito praticado na Inglaterra. Maiores
detalhes podem ser encontrados em: OLIYNIK, Anatoli. O Rito de York
(Emulation Rite). Curitiba: Ed. Gráfica Vicentina, 1997. 236
p. Il. Pedidos do livro podem ser encaminhados diretamente para o autor
no endereço acima indicado. Solicite a ficha de pedido por E-mail.
E-mail: anatoli@netpar.com.br
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BREVE HISTÓRICO DA FUNDAÇÃO
DA GRANDE LOJA UNIDA DA INGLATERRA
Uma vez fundada a Grande Loja de
Londres em 24.06 l7l7, como já se sabe da história da
Ordem, que ocorreu na Cervejaria do Ganso e da Grelha( The Goose and
Gridiron), onde se reuniram alem de uma Loja com o mesmo nome, mais
três a saber: A Coroa (The Crown); A Macieira( The Apple) e a
O Copázio(copo grande, copaço) e as Uvas( The Rummer and
Grappes) Elegeram como primeiro Grão-Mestre o Irmão Sir.
Antony Sayer. As três primeiras Lojas foram constituídas
de maçons operativos e a quarta a do Copázio e das Uvas
foi constituída por homens eminentes, nobres e entre eles o Reverendo
James Anderson,que escreveria em l723 o famoso Livro das Constituições
(Livre des Constituitones), mais conhecido como Constituições
de Anderson. Era nessa época uma Maçonaria de apenas dois
graus. Não havia o grau de mestre, havia o cargo de Mestre da
Loja O grau de Mestre foi introduzido na Maçonaria em l725 e
definitivamente incorporado em l738. Em 11.05.l725 teriam sido elevados
ao grau de Mestre os dois primeiros maçons na história
da Ordem: Papillon Bul e Charles Cotton. Interessante que, os primeiros
Grão-Mestres da Maçonaria no mundo eram Companheiros e
não Mestres.
Entretanto, apesar desta iniciativa da Maçonaria Inglesa, fundando
a que seria a primeira potência maçônica, a Grande
Loja de Londres, a sua influência na Inglaterra durante muito
tempo, foi relativa pois uma grande parte das lojas inglesas em respeito
aos antigos costumes onde os "Maçons livres em Lojas livres"
predominavam, não queriam saber de novidades, principalmente
em função do já conhecido conservadorismo inglês.
O principal foco de resistência foi a velha Loja do condado de
York. Os Maçons de muitas lojas teimavam em não seguir
não só a uma organização obedencial, bem
como eram refratários às inúmeras alterações
que foram introduzidas sendo por esta razão chamados de Antigos
e evidentemente os Maçons da Grande Loja de Londres eram chamados
de Modernos.
Em l725 na cidade de York foi fundada a
Grande Loja se autoproclamando Grande Loja da Inglaterra. Cessou suas
atividades mais ou menos l740.
Em l75l foi fundada uma Grande Loja dos Antigos, formada de maçons
irlandeses que haviam sido impedidos de pertencer às lojas inglesas.
O maçom que mais se bateu contra os Modernos foi o irlandês
Lawrence Dermott, publicando em l756 as Constituições
da Grande Loja dos Antigos sob o título Ahiman Rezzon( Ahim quer
dizer Irmãos: manah, escolher e ratzon, lei) Ele afirmava que
os Antigos deveriam ser chamados de Maçons de York porque a primeira
Grande Loja da Inglaterra havia sido reunida em York em 926 pelo príncipe
Edwin. Entretanto, sabemos que se trata de uma lenda e não da
realidade maçônica inglesa dos séculos XVII e início
do XVIII.
Somente em l76l, foi reativada a Grande Loja de York, ligada à
cidade do mesmo nome, com a seguinte sigla: Grande Loja de toda a Inglaterra(
The Grand Lodge off all England). Os maçons desta Grande Loja
criticavam a Grande Loja de Londres por ter esta realizado muitas alterações
a saber: mudaram as formas de reconhecimento nos graus na Maçonaria,
retiraram as orações dos procedimentos; descristianizaram
o ritual, omitiram os Dias Santos, mudaram a forma de preparação
do candidato; enxugaram o ritual, deixando de dar as instruções
como até então eram ministradas; cortaram a leitura dos
Antigos Deveres nas Iniciações; retiraram a Espada durante
as Iniciações, mudaram o antigo método de arrumar
a loja e também alterações e mudança na
função dos diáconos, colocaram o Altar dos Juramentos
no centro da loja, alem de outras alterações.
Uma outra Grande Loja, a quarta, apareceu na Inglaterra em l777 por
ocasião da cisão havida na Loja Antiquity, quando parte
da Loja acompanhou o grande maçom Willian Preston, separando-se
da Grande Loja de Londres, porem voltando daí há onze
anos em l788 à Potência de origem. Willian Preston, grande
palestrante e compilador dos então catecismos maçônicos.,
ele teria sido o primeiro maçom a dar o significado simbólico
às ferramentas de trabalho dos operários da construção.
De fato, a Grande Loja de Londres, imprimiu um tipo de catecismo(não
se chamava ritual naquela época), introduzindo uns procedimentos
e retirando outros, mais no sentido de atualização e renovação.
Criaram um Ritual muito parecido com o atual Rito de York Americano.
Quanto aos maçons do condado de York e os outros que se opunham
às modificações implantadas pela Grande Loja de
Londres praticavam um ritual parecido ao que Samuel Prichard de maneira
perjura, publicou num jornal de Londres em 10 de Janeiro de l730 de
dois graus. Eram conservadores e não admitiam modificações
em hipótese alguma.
Entretanto, a Maçonaria Inglesa chegou à conclusão
que tanta divergência não levaria a Ordem a lugar algum,
já em l794 os dois Grão-Mestres rivais solicitaram ao
Duque de Kent que intermediasse um acordo entre as duas Potências,
no sentido de uma unificação. Em l809, a Grande Loja de
Londres constituiu uma Loja de Promulgação ou Reconciliação,
com a finalidade de estudar a fundo o problema. Esta Loja chegou a conclusão
após estudos que se poderia atender a todos os interessados,
principalmente no tocante ao Ritual, isto é cederiam em favor
dos Antigos em parte, suas maiores reivindicações.
Em l8l3 por coincidência dois nobres, irmãos de sangue
eram os Grão-Mestres das duas Potências adversárias,
o Duque de Sussex da Grande Loja de Londres e o Duque de Kent, Grão-Mestre
da Grande Loja de toda a Inglaterra. Assim, em 27.de Novembro daquele
ano, foi assinado um tratado com 3l artigos sacramentando a união
de ambas as Obediências. Não foi lavrada ata, para se salvaguardar
o segredo maçônico e o Duque de Kent propôs que seu
irmão o Duque de Sussex fosse o primeiro Grão Mestre da
nova Potência que passou a se chamar Grande Loja Unida da Inglaterra,
nome este que permanece até a presente data. A partir daí
a Maçonaria Inglesa entrou numa fase de paz e tranqüilidade.
Acresça-se que apesar de terem chegado a um acordo acabou prevalecendo
em quase 80% das práticas adotadas pelos Antigos. Há na
Inglaterra uma certa tolerância, pois existem algumas pequenas
diferenças nas práticas ritualísticas perfeitamente
aceitas sem que isto venha a ser enxertos, invenções,
adendos consistindo apenas em tradições sem constituir
problemas entre os maçons ingleses, cuja mentalidade é
bastante diferente da nossa, já que temos uma capacidade de inventar
muito grande.
ALGUNS ESCLARCIMENTOS QUANTO AO NOME DO RITO (TRABALHO) NO BRASIL E
SÍNTESE DA HISTÓRIA DO RITO NO PAÍS
Se vasculharmos detidamente os rituais ingleses notaremos que não
existem alguns termos os quais foram traduzidos para o português
aqui no Brasil de forma inadequada, e que acabaram sendo usados incorretamente
e até se tornarem erradamente tradicionais. Em realidade não
existe o Rito de York Inglês. Existe sim, o Rito de York Americano
que nada tem a ver com sistema ritualístico inglês. O sistema
Inglês de Ritualística tem o nome de Arte Maçônica
(Craft Masonry) Não encontramos os termos Rito de York (York
Rite), e nem o Rito de Emulação(Emulation Rite).
Existem os nomes de Ritual de Emulação(Emulation Ritual)
e Trabalho de Emulação( Emulation working).
A partir de l871 foi criado um ritual denominado " The perfect
Cerimonies of Craft Masonry" ( Cerimônias Exatas da Arte
Maçônica), impresso pela "A Lewis, Publishers"
de Londres.
Existe o termo Emulation( Emulação), ligado a uma Loja
a "Emulation Lodge of Improvement" (Loja Emulação
de Melhoramento)fundada em l823,verdadeira escola de maçonaria
onde são dadas instruções por preceptores que ensinam
o ritual aos Irmãos, que existe e funciona até a presente
data.
Se formos usar o nome do sistema maçônico inglês
corretamente deveríamos nos referir a este Rito como Trabalho
de Emulação, e Ritual de Emulação aos procedimentos
ritualísticos, porque em realidade na Inglaterra, o que nós
chamamos de Rito de York, conforme já frisamos lá não
existe tal expressão. Lá os maçons se dizem pertencer
à Craft Masonry e não a um Rito, como aqui no Brasil.
Craft significa oficio ou arte. Costumam dizer que pertencem ao Oficio
Maçônico e não a um Rito.
O sistema inglês de Maçonaria entrou no Brasil através
da " Orphan Lodge" no Rio de Janeiro em 28.06.l837. Em 2l.09.l839
também no Rio de Janeiro, foi fundada a "St.Jonh's Lodge"
e a terceira Loja foi a "Southern Cross Lodge" em Recife que
recebeu a Carta Constitutiva ou Carta Patente em 25.04.l856. Todas estas
Lojas receberam autorização diretamente, isto é,
a Carta Patente da Grande Loja Unida da Inglaterra. Não tinham
quaisquer vínculos com a Maçonaria Brasileira. Estas lojas
tiveram existência efêmera. mas marcaram oficialmente o
contato do Brasil com o sistema ritualístico inglês. A
última delas a abater colunas foi a"Southern Cross Lodge"
em l872 ou l873.
O Grande Oriente do Brasil ao Vale dos Beneditinos,depois Grande Oriente
Unido (dissidente do GOB) fundado em 09.l1.l863 por Saldanha Marinho
fundou três lojas, pelo sistema americano, onde o Rito usado tem
realmente o nome de Rito de York, sem relação com o sistema
inglês. Foram elas: a Loja "Vesper" no Rio de Janeiro
em 30.ll.1872 a "Washington Lodge" em Santa Barbara do Oeste
-Sp. onde imigraram americanos após a Guerra Civil Americana
e a "Lessing" em Santa Cruz do Sul no Rio Grande do Sul em
22.03.l880.
Entretanto a primeira loja de origem inglesa fundada sob os auspícios
de uma Potência no Brasil foi a Loja "Eureka" em 21.10.l891
pelo GOB.
Em 21.l2.l9l2 o Grande Oriente do Brasil assinou um tratado com a Grande
Loja Unida da Inglaterra, onde houveram dois textos, um em português,
onde foi traduzido como "Grande Capítulo do Rito de York"
e no inglês como "Grand Conseil of Craft Masonry in Brazil",
cuja tradução correta seria " Grande Conselho do
Ofício Maçônico no Brasil", evidentemente se
referindo à Maçonaria Simbólica. No brasão
emblemático, estão inseridas as letras G.C.C.M. na parte
superior e Brasil com "z" na parte inferior.
As lojas componentes deste Grande Conselho, ou Grande Capítulo
como querem os brasileiros foram:
"Eureka Lodge " nº.440 - Rio de Janeiro Fundada em 22.10.189l
"Duke of Clearence"nº.443- Salvador Bahia Fundada em10.10.1892
"Morro Velho Lodge"nº. 648- Nova Lima-Mg. Fundada em
20.03.1899
"Lodge of Unity" nº.792– São Paulo –Sp
Fundada em 22.09.1902
"St. George's Lodge" n.8l7 – Recife – Pe Fundada
em30.06.1904
"Lodge of Wanders" nº 856 – Santos – Sp.
Fundada em 05.09.1907
"Eduardo VII Lodge"nº903 – Belém –
Pa. Fundada em 10.11.1911
A última Loja, a sétima, foi fundada para que se pudesse
criar o Grande Capítulo, ou Grande Conselho. Outras Lojas vieram
a fazer parte deste Corpo, como a "Campos Salles Lodge";nº966
em São Paulo -Sp.; "Lodge of Friendship" nº.975
em Niterói- RJ; " Centenary Lodge" nº.986 em São
Paulo -Sp.; "Royal Edward Lodge" nº l.096 no Rio de Janeiro.
Em 06.05.l935 estas Lojas passaram a fazer parte de uma Grande Loja
Distrital, já que as Lojas juridiscionadas à Grande Loja
Unida da Inglaterra fora do Reino Unido são agregadas em Distritos.
A Grande Loja Distrital no Brasil ( hoje, Grande Loja Distrital para
a América do Sul –Divisão-Norte) teve a anuência
do Grande Oriente do Brasil para esta situação, já
que a maioria dos membros destas Lojas era de origem inglesa. E alem
do mais em troca, interessava e muito ao GOB o reconhecimento formal
da Grande Loja Unida da Inglaterra. Cessava assim as atividades do Grande
Capítulo ou Grande Conselho, como seria o nome correto. Esta
Entidade não conferia graus, não se tratava de um Corpo
de graus superiores, já que estes não existem neste sistema
ritualístico. Foi criada mais para se tratar de assuntos administrativos.
Em l920, o Irmão Joseph Thomas Wilson Sadler do quadro da Loja
"Lodge of Unity" de São Paulo, baseado na Edição
de l9l8 do Ritual " The Perfect Cerimonies of Craft Masonry"
fez uma tradução do Ritual inglês para o português
com a aprovação da Grande Loja Unida da Inglaterra. Ele
usou corretamente a expressão " Cerimônias Exatas
da Arte Maçônica" e não mencionou a expressão
Rito de York.
Em l976 foi reimpresso o Ritual de l920, e aí apareceu a expressão
"Rito de York", que aliás já vinha sendo usado
há muito tempo, consagrando assim definitivamente no Brasil,
um nome que não existe no sistema inglês, quando se sabe
que lá na Inglaterra este Trabalho (Rito) não tem esta
denominação. Como todos os Rituais usados atualmente pelos
brasileiros estão baseados nesta tradução, e como
foi inserido em l976 o termo Rito de York, ainda que de forma incorreta,
tornar-se-á- muito difícil após muitos anos se
desfazer deste erro que já se tornou corriqueiro e de uso geral.
A versão feita pelo Irmão Sadler tem incorreções
com relação à tradução, se bem que
poucas, porem um dos maiores erros deste Ritual foi colocarem o V:.M:.e
demais Oficiais com os três pontinhos, quando sabemos que eles
não existem no sistema ritualístico inglês. O correto
seria V.M., conforme abreviamos as palavras na língua portuguesa.
Atualmente esta tradução foi copiada pelas demais Potências
o seu diálogo usado em todo Brasil, é praticamente o mesmo
mas existem dificuldades com relação a liturgia, a qual
os ingleses fazem questão, quem sabe, com muita razão
de esconde-la. Não ligam muito se outros povos praticam ou não
seu sistema, a não ser os do Commonwealth. E os brasileiros,
são useiros e vezeiros em "escocesar "qualquer sistema
quer inventando quer enxertando procedimentos. Há dificuldade
aqui no Brasil em se freqüentar as Lojas Distritais inglesas, já
que poucos Irmãos entendem a língua inglesa. Aprendemos
alguma coisa com Irmãos brasileiros que freqüentam tais
lojas, bem como com Irmãos que pertencem à Potências
reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra e que freqüentem
lojas na Inglaterra quando de passagem por aquele país.
.
COMO É PRATICADA A MAÇONARIA NA INGLATERRA
A Maçonaria Simbólica inglesa é totalmente controlada
pela Grande Loja Unida da Inglaterra, sendo que lá como já
referimos, não se fala em Ritos e sim de em um conjunto de procedimentos
ritualísticos maçônicos; chamados Trabalhos. No
caso o Trabalho de Emulação que é o Trabalho predominante,(
cerca de 85%) tem um Ritual chamado Ritual de Emulação
(Emulation Ritual)
A Grande Loja Unida da Inglaterra no entanto, reconhece outros tipos
de Trabalhos a saber:
Taylo
r Working, Bristol Working, Lewis Working, West End Working, Stability
Working, Universal Working, alem de outros tipos de Trabalhos menos
divulgados. Todos estes tipos de Trabalhos são muito parecidos
com o Emulation Working. Talvez o mais diferenciado seja o Bristol Working,
no qual o Venerável usa um tipo de chapéu chamado "cocked
hats" muito usado na marinha inglesa. Neste Trabalho as cerimônias
também são um pouco diferentes.
O Trabalho de Emulação tem uma extensão do terceiro
grau, que não chega a ser um novo grau chamado Santo Arco Real.
Não se trata em absoluto de um grau superior, porem tem uma ritualística
própria. Ele é freqüentado pelos Past-Masters. Não
confundir o Santo Arco Real do sistema inglês com o Corpo de Graus
Superiores do sistema americano( Rito de York Americano). conhecido
como Real Arco que tem vários graus. Esta história de
que o Santo Arco Real inglês não é um grau, se bem
pensada, não é bem assim . Não é um grau
porque eles não querem que seja, pois se comporta como se fosse
um grau, pois tem até um ritual especial. Esta é a verdade.
A Grande Loja Unida da Inglaterra que se julga a Loja-Mãe do
mundo e se dá o direito de reconhecer ou não outras Obediências
Simbólicas ou seja, Grande-Orientes e Grandes Lojas, onde é
inflexível em seus critérios de reconhecimentos, no entanto,
não cogita, não proíbe, não tem tratados,
não interfere com relação aos chamados Graus Superiores.
Simplesmente, ignora-os. Seu poder total se refere tão somente
aos graus simbólicos.
Qualquer membro de um dos Trabalhos quer seja o de Emulação,
Bristol West End e etc., poderá buscar caso queira, graus superiores,
em outros Ritos outras Ordens, ou GRAUS PARALELOS como lá são
chamados, por exemplo no Rito Escocês Antigo e Aceito ou mesmo
no Real Arco do Rito de York Americano ou em qualquer outro sistema
de Graus Superiores, desde que não interfira na parte Simbólica.
Na Inglaterra e País de Gales existe um Supremo Conselho 33 do
Rito Antigo e Aceito( Ancient and Accepetd Rite- Supreme Council 33
) fundado em 1845. Não leva o nome de Escocês mas não
é outro senão o nosso já por demais conhecido Rito
Escocês Antigo e Aceito.
Os Irmãos poderão também ingressar na Ordem do
Monitor Secreto- Grande Conselho( Order of the Monitor.
Ainda existem outros tipos de Maçonaria de Graus Superiores como
por exemplo, a Ordem dos Sacerdotes Cavaleiros Templários do
Sagrado Arco Real – Grande Colégio- (Order of Holy Royal
Arch Knight Templar Priests) e ainda na Ordem da Cruz Vermelha de Constantino
e Ordens Correlatas (Order of Red Cross of Constantine and appendant
Orders).
Existem outros GRAUS PARALELOS que merecem ser citados:
- Grande Loja de Mestre da Marca – Mestres de Marca - ( Grand
Lodge of
Mark Masters- Mark Degree).
- Graus de Nauta da Arca Real ( Royal Arch Mariner Degree).
- Ordem dos Reais e Seletos Mestres- Grande Conselho-( Order of- Royal
and Select Masters).
Ordem dos Graus Maçônicos Aliados- Grande Conselho- ( Order
of Allied
Masonic Degrees)
Honorável Sociedade de Maçons Livres, etc. ( Worshipful
Society of Free
Masons etc.)
.
PECULIARIDADES DO TRABALHO DE EMULÇÃONO RITUAL
DE EMULAÇÃO
Nomearemos as principais peculiaridades de forma aleatória
Uma Loja deste Trabalho (Rito) tem personalidade jurídica. Por
esta razão ela tem que ter um Estatuto registrado em cartório
como se fora uma sociedade civil e um Regimento Interno para fins eminentemente
maçônicos. Os assuntos administrativos jamais poderão
ser discutidos em Loja aberta, porque eles fazem parte de uma sociedade
civil. Numa reunião administrativa até Aprendizes votam.
Porem em Loja aberta só os Mestres poderão votar.
Há uma certa tolerância nos procedimentos ritualísticos,
sem que isto ocasione invenções , enxertos, ou adendos,
pois existe a tradição nas Lojas que não é
alterada.
As jóias do Trabalho de Emulação são prateadas
e não douradas.
O sinal de Ordem é um pouco diferente dos demais Ritos, e no
passo o calcanhar do pé direito se encaixa na concha do pé
esquerdo.
A decoração de uma Loja neste Rito é muito simples.
A Loja está situada num plano só. Não existe balaustrada.
As colunas "J" e "B" estão situadas fora
do Templo. O nome da mesa do Venerável Mestre ( Mestre da Loja)
e dos Vigilantes é Pedestal e é de forma quadrangular,
muito simples e pequena sem aquela série de símbolos e
papeis que existem em outros Ritos. Existe três castiçais,
também chamados também de tocheiros de mais ou menos l,20
m de altura, colocados á direita do pedestal do Venerável
e dos Vigilantes onde no seu topo é acesa uma vela própria.
A porta do templo é lateral localizada no canto noroeste da Loja.
Toda sessão regular é precedida de uma procissão
própria do Rito para dar entrada ao Venerável e os Vigilantes.
Ídem, para Autoridades.
As Três Grandes Luzes são: O Livro das Sagradas Escrituras,
o Esquadro e o Compasso. As Luzes Secundárias são: O Sol
( 2º Vigilante) governa o Dia, a Lua( 1º Vigilante) governa
a Noite e o Venerável Mestre (Mestre da Loja) que dirige a Loja.
Existem símbolos tais como a Corda, a Régua de 24 Polegadas,
o Esquadro o Maço e o Escopro(cinzel).
Os símbolos contidos no Tracing Board of First Degree ( Tábua
de Delinear do 1º grau) que em outros Ritos chama-se painel Nesta
representação em forma de um quadro pintado, encontramos
as Colunas Dórica Jônica e Corintia, o Sol, a Lua cheia
(não em quarto crescente), o Círculo com um ponto central;
a Escada de Jacó com as três virtudes, Fé Esperança
e Caridade. E ainda esta Tábua de Delinear nos explica o interior
de uma Loja que é composto de Ornamentos que são o Pavimento
Mosaico que é em xadrez (e não em diagonal), a Estrela
Brilhante de sete pontas (Blazing Star) e a Moldura Denteada ou Marchetada,
o Mobiliário da Loja composto do Volume do Livro Sagrado, o Esquadro
e o Compasso e as Jóias . As Jóias Móveis são
o Esquadro o Nível e o Prumo e as Jóias Imóveis
são a Tábua de Delinear, Pedra Bruta e Pedra Esquadrada.
Ainda temos o Lewis( pronuncia-se lu-is ou li-uis) que seria um tipo
de luva de ferro em secções com cunhas ajustáveis
e expansíveis utilizadas pelos pedreiros para engatar a auxiliar
os grandes levantamentos. Seria uma ferramenta que levanta grandes pesos
com pouca força.
As colunetas jônica dórica, e coríntia, representação
em miniatura das colunas do Tracing Board(Planta de Delinear) estão
em cima dos Pedestais Em Loja aberta coluneta dórica em cima
do pedestal do 1º Vigilante permanece em pé e a coríntia
deitada no pedestal do 2º Vigilante Loja fechada é contrário.
O ritual deverá ser decorado ou memorizado. Não poderá
ser lido em Loja. O Paster Master Imediato poderá permanecer
com o Ritual aberto para "dar o ponto" e dar uma ajuda para
algum esquecimento.
A dinâmica de uma sessão é a seguinte: Abertura
da Loja e apresentação da Carta – Patente ao Secretário.
Leitura pelo Secretário e confirmação da Ata da
sessão anterior.
Ordem do Dia.
Quaisquer assuntos de interesse da Loja.
Levantamentos. Existem três, mas o Mestre da Loja poderá
engloba-los num só.
Encerramento ritualístico da Loja
Com relação aos três levantamentos, estes são
os três momentos em que o Venerável põe à
disposição dos Irmãos o uso da palavra a saber
1º Levantamento para assuntos da Ordem Maçônica Universal
e Instrução do Grau.
No primeiro levantamento se houver alguma proposta, mensagem ou Decreto
do Grão-Mestre para ser lido, o Diretor de Cerimonial pedirá
que todos fiquem de pé e á Ordem.
2º Levantamento para assuntos da Obediência, da Loja e Expediente
de Secretaria.
3º Levantamento para assuntos pessoais e da bem-querença
entre os Irmãos.
Quando o Venerável Mestre(Mestre da Loja) estiver ausente ele
será substituído pelo PMI e não pelo Primeiro Vigilante.
A marcha é sempre iniciada rompendo-se com o pé esquerdo.
Nas cerimônias em Loja aberta para qualquer Irmão transitar
em Loja, será obrigatório o Esquadramento. Nenhum Irmão
poderá caminhar sozinho, ele deverá ser acompanhado pelo
Diretor de Cerimonial ou 2º Diácono. Este caminhar chama-se
perambulação.
Esquadramento: Entende-se que quando um canto da Loja seja alcançado
pela perambulação, será dado um quarto de volta
à direita havendo uma pausa momentânea, prosseguindo-se
a seguir,a caminhada em nova direção sempre rompendo com
o pé esquerdo do Diretor de Cerimonial e o Irmão que estiver
perambulando, ambos de braços dados através do membro
superior direito do Irmão com o membro superior esquerdo do Diretor
de Cerimonial Quando uma Loja está esquadrada, os cantos não
são cortados nem contornados.
Os avental de Aprendiz é todo branco e deve manter-se de abeta
abaixada. O de Companheiro é branco com duas rosetas azuis nos
ângulos de baixo. O de Mestre é branco, orlado e na parte
inferior com fita azul celeste de no máximo cinco centímetros
Os cargos eletivos são: o Venerável Mestre, o Tesoureiro
e Guarda Externo. O demais cargos serão nomeados pelo Venerável
Mestre(Mestre da Loja)
Nos Rituais ingleses existe o termo W.M. que significa Worshipul Master
que é mais um tratamento especial ou seja, Honorável ou
Venerável Mestre, porem a sua função em Loja é
Mestre da Loja, mas, com o tratamento ritualístico de Venerável
Mestre pelo menos é a tradição na Inglaterra.
Não existe disputa para os cargos eletivos. Há uma ordem
natural para os cargos exercidos para que um Irmão se torne Venerável
Mestre(Mestre da Loja), a saber: Guarda Interno, Segundo Diácono,
Primeiro Diácono, Segundo Vigilante e Primeiro Vigilante. Um
Irmão poderá saber cinco anos, que será o Mestre
da Loja.
Haverá sempre uma cadeira vazia ao lado direito do Venerável
Mestre(Mestre da Loja) a qual é do Grão-Mestre. Ninguém
mais poderá sentar-se nesta cadeira.
Somente o Grão- Mestre e o Venerável Mestre(Mestre da
Loja) poderão falar sentados. Os demais Irmãos deverão
falar de pé dando o passo e à Ordem.
Existe somente um Livro de presenças para os Membros da Loja
e para os Visitantes, sendo que os Membros da Loja assinarão
primeiro e os Visitantes a seguir.
Existe apenas um Livro de Atas. Se uma Loja realizar uma Sessão
de Mestre, ela terá que automaticamente ser aberta no grau de
Aprendiz, passar para o grau de Companheiro e a seguir para grau de
Mestre. Uma vez, havendo o procedimento no grau de Mestre, a sessão
voltará para uma sessão de Companheiro e finalmente para
Aprendiz. Como a Ata é para Sessão ritualística,
não há registro de assuntos secretos.
O Volume das Sagradas Escrituras na Inglaterra é a Bíblia.
Não existem outros livros sagrados no Rito o qual é teísta
feito tão somente para a Maçonaria de irmãos cristãos.
Entretanto, como a Grã-Bretanha é constituída pelo
Commonwealth (Comunidade Britânica) que atualmente congrega cinquenta
e oito países, é lógico que por Volume da Lei Sagrada,
os ingleses povo muito politizado toleram o livro sagrado da religião
de cada país.
A Loja deverá realizar três sessões mensais a saber:
a) Loja Aberta – Ritualística
b) Administrativa somente para assuntos da Sociedade Civil c) de Instrução.
As sessões ritualísticas em Loja Aberta são: Iniciação,
Passagem, Elevação, Instalação do Mestre
da Loja e Consagração ou Dedicação do Templo.
Não existem Sessões magnas ou especiais. Todas são
regulares.
O QUE NÃO EXISTE NO TRABALHO DE EMULAÇÃO
Não existe nada relacionado à Alquimia, Esoterismo, Rosacrucismo,
Martinismo Cabala ou qualquer ramo do ocultismo.
Não existe Altar dos Juramentos. Os compromissos são tomados
no próprio Pedestal do Venerável. Existe um tamborete
ou genuflexório para o candidato ajoelhar-se.
O uso do chapéu é desconhecido no Ritual de Emulação.
Não existem decorações no teto a não ser
a letra "G" suspensa no centro do Templo.
Não existe dossel em cima do pedestal ou cadeira do Venerável.
Não existem os Altares das Luzes que neste Rito chamam-se como
já dissemos Pedestais.
Não existe Bateria com as mãos. Existe o bater dos malhetes,
cujas batidas serão específicas para cada grau. Chama-se
batida de malhetes e não bateria.
Não existe Bolsa de Propostas e Informações.
Não existe o Balandrau. Em todas as sessões, o traje é
preto ou escuro com gravata preta.
Não existe a Cadeia de União.
Não existe Câmara das Reflexões.
Não existe consagração do candidato pela Espada
e Malhete.
Não existe a Corda de 8l nós.
Não existem Colunas Zodiacais.
Não existe certificado de presença. Se o visitante o exigir,
o Secretário da Loja enviará uma carta para a Loja a qual
pertence o Irmão informando que ele esteve presente à
reunião.
Não existe Culto ao Pavilhão Nacional.
Não existem Espadas, a não ser a Espada do Guarda Externo.
Não existe a Espada Flamígera ou Flamejante.
Não existem Graus Superiores. Existe o Santo Arco Real, que é
uma espécie de extensão do Terceiro Grau, que não
é considerado como um grau, apesar de possuir um ritual especial,
cuja ritualística trabalha com os verdadeiros segredos do Terceiro
Grau, sendo que no Terceiro Grau comum, estes segredos são substituídos.
Não existe o giro da palavra pelas colunas. A palavra é
solicitada diretamente ao Venerável Mestre.(Mestre da Loja).
Não existem os Livros preto e amarelo.
Não existe a prova dos quatro elementos. Terra,Ar, Água
e Fogo.
Não existe a Sala dos Passos Perdidos. O local que precede a
Loja, chama-se ante-sala.
Não existe a Palavra Semestral. Para atender as normas da Potência
o Venerável Mestre (Mestre da Loja) a transmitirá discretamente
sem ritualística após a sessão, a quem quiser conhece-la.
Não existe a transmissão da Palavra Sagrada na ritualística
de abertura ou fechamento da Loja.
Desde l986 A Grande Loja Unida da Inglaterra aboliu dos Rituais as penalidades
mencionadas nos juramentos das Iniciações. Agora são
apenas lembradas que antigamente existiam tais penas caso o candidato
fosse perjuro.
Não existe a separação física entre o Ocidente
e o Oriente. Não existe o gradíl ou grade, nem existem
desníveis ou degraus, entre estas duas partes da Loja. A Loja
é muito simples situada num plano só.
Não existe a Taça Sagrada ou Cálice da Amargura.
Não existe o Tríplice Abraço.
Não existem os três pontinhos nas assinaturas, nas abreviações
Os três pontinhos são desconhecidos neste Rito. As abreviações
são como na escrita comum, por exemplo: Venerável Mestre
V.M.
Não existem os termos Prancha de arquitetura, peça de
arquitetura, balaustre, Existem no Trabalho de Emulação
as palavras Expediente, Palestra ou Conferência, Ata e o termo
usado para a redação da Ata é registro
OFICIAIS DA LOJA
Venerável Mestre(Mestre da Loja)
1º Vigilante
2º Vigilante
Tesoureiro
Secretário
1º Diácono
2º Diácono
Guarda Interno
Guarda Externo
Capelão
Diretor de Cerimonial
Esmoler (*)
Organista (*)
Mordomo (*)
Administrador de Caridade(*)
Assistente de Secretário(*)
Assistente de Diretor de Cerimonial.(*)
(*) São considerados cargos facultativos
Não existem os cargos de Orador, Chanceler, Expertos, Porta-
Bandeira, Porta Estandarte e Porta-Espadas
Para que não se confunda o sistema maçônico americano
com o inglês que acabamos de demonstrar em suas principais características
enumeraremos os graus do Rito de York americano sendo que, este sim
é o Rito de York, o autêntico que, tanta confusão
se faz a respeito, quando grande parte dos maçons brasileiros
chamam o Trabalho de Emulação de Rito de York, quando
na realidade o Rito de York é como dissemos, americano e por
sinal é muito deferente do inglês.
Segundo o "Educational Bureau General Grand Chapter" R.A.M.
de Lexington- Kentucky –EE.UU. o Rito de York americano está
dividido em quatro partes:
Primeira Parte – Lojas Azuis
1 –Aprendiz ( Entered Apprentice)
2 -Companheiro (Fellowcrfat)
3 – Mestre ( Master Mason)
Segunda Parte – Capítulos do Real Arco
4 –Mestre da Marca (Mark Master)
5 –Mestre Passado (Paster Master)
6 –Mui Excelente Mestre (Most Excellent Master)
7 –Maçom do Real Arco ( Royal Arch Mason)
Terceira Parte – Conselho de Mestres Reais e Escolhidos ( Maçonaria
Críptica ou secreta)
8 –Mestre Real ( Royal Master)
9 –Mestre Escolhido (Select Master)
l0-Super Excelente Mestre (Super Excellent Master)
Quarta Parte – Conselho dos Cavaleiros Templários
11–Ordem da Cruz Vermelha ( Order of Red Cross
12-Ordem de Malta ( Order of Malta_)
13-Ordem do Templo ( Order of the Temple)
BIBLIOGRAFIA
LIVROS
O Rito de York ( Emulation Rite) Anatoli Oliynik Curitiba l997.
Rito & Rituais (Volume 1) Francisco de Assis Carvalho –
Editora " A Trolha" Ltda –Londrina -1993
ARTIGOS EM REVISTAS
Joaquim da Silva Pires - "Comentários sobre o suposto "Rito
de York" "A Trolha"
Publicados em diversos artigos em 1.997-1998
José Castellani "Rito de York" "A Trolha"
nº55 Maio 1991
José Castellani "Primórdios do Rito de York no Brasil"
"O Prumo" nº 101
de Abril e Maio l995
João Guilherme C.Ribeiro comentando o livro "A Reference
Book for Freemason"
de Frederick Smith na Revista "Engenho & Arte"
ARTIGOS PUBLICADOS NA "BIGORNA"
Kurt Prober " A Bigorna" nº 21 – Junho –
l984
Kurt Prober " A Bigorna" n°35 - Maio l985
Kurt Prober " A Bigorna" nº 99 - Junho 1989
RITUAIS
The Perfect Cerimonies of Craft Masonry – as approved,sanctioned
and confirmed by THE UNITED GRAND LODGE on 5th June,1816 – And
as taught in the Unions Emulation Lodge of Improvement For M.Ms. –
Freemason Hall, London – A Rew and Revised Edition Privateley
printed for a Lewis- London MDCCCXVIII (1918)
(Foi deste Ritual que o Irmão Joseph Sadler fez a tradução
em l920 para o português)
Emulation Ritual
As demonstrated in the Emulation Lodge of Improvement – Compiled
by and published with the approval of the Committee of the Emulation
Lodge os Improvement A Lewis
(Masonic Publishers Ltd. – All rights Reserved, 1976 – London
-
Rituais 1º,2º e 3º graus "Cerimônias Exatas
da Arte Maçônica" – Tradução da
edição inglesa de l918, realizada em l920 pelo Irmão
Joseph Thomaz Wilson Sadler da Loja "Lodge of Unity", de São
Paulo, impressa em Londres, aprovada pela Grande Loja Unida da Inglaterra
e adotado pelo Grande Oriente do Brasil.
Rituais do 1º, 2º e 3º graus do Rito de York organizados
pelo Irmão ANATOLI OLIYNIK, Grande Secretário Geral de
Orientação Ritualística do Grande Oriente do Brasil
para Rito de York Ano 2.000
TRABALHO COMPILADO PELO IRMÃO HERCULE SPOLADORE, MEMBRO DA LOJA
DE PESQUISAS MAÇÔNICAS "BRASIL"- TRABALHO DE
EMULAÇÃO
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