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O COMPASSO É A ALETHEIA

Costumamos ver o compasso como instrumento para traçar circunferências. Com isso, nos concentramos na simbologia desses círculos.

Simbolicamente, a variação dos diâmetros nos remete às possibilidades de ampliar horizontes, projetar nossa atuação na sociedade, especular sobre pertencimento, similaridade e diferença e entender nosso papel real nas relações humanas.

Devemos ir além do simples traço da haste na ponta de grafite do compasso. O braço móvel deve ser estudado observando sua habilidade de se deslocar, a possibilidade de registrar ângulos e de fazer comparações entre distâncias, de forma clara e evidente.

Em síntese, o compasso é espírito, não uma entidade imaterial, mas o princípio, o propósito e a verdade do que traçamos para nossa vida.

Quando permitimos a prevalência da matéria sobre o espírito, estamos iniciando uma jornada. Porém, quando o espírito prevalece sobre nossas ações terrenas, alcançamos a plenitude da vida.

O que vem a ser a plenitude da vida? Uma pequena mudança na ordem das palavras facilitará a compreensão: Vida plena!

A vida plena é a Aletheia, manifesta no uso maçônico do compasso.

“Aletheia, palavra grega, significa o não-oculto, não-escondido, não-dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito; a verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro é o evidente ou o plenamente visível para a razão.” Marilena Chauí (Filósofa, escritora e Professora da USP.)

Somente pela verdade e na busca do que é verdadeiro, podemos projetar “as hastes de nosso compasso” e observarmos se estamos sendo conduzidos por uma aspiração que trará enlevo coletivo ou se trata de mero desejo de ganho individual.

Há, ainda dois outros elementos para compreender a mensagem do compasso. Sua haste (braço) fixa e o ponto de encontro entre as duas hastes (braços) que são usadas por quem o manuseia.

A ponta final da haste (braço) fixa, se manterá irredutivelmente imóvel. Esta posição fixa corresponde à Moral e à Ética.

Podemos e devemos procurar novos “traçados da vida”, porém, sem perder a ligação com nossos princípios fundantes. Ao completarmos o ciclo (círculo), haverá um ponto equidistante em que, conscientemente, refletiremos sobre o que não ultrapassamos ou deixamos para trás.

Necessário ainda lembrar que, de toda a estrutura do compasso, a que menos damos atenção é justamente àquela que faz com que o instrumento execute sua missão: O ponto de encontro entre as duas hastes.

QUAIS SÃO OS DEDOS QUE CONDUZEM O COMPASSO DE SUA VIDA?
DEUS? DESEJOS? DESTINO? MAÇONARIA?

Atingimos quinze anos de compartilhamento de instruções maçônicas. Nosso propósito fundamental é incentivar os Irmãos ao estudo, à reflexão e tornar-se um elemento de atuação, legítimo Construtor Social.

Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!

Fraternalmente

Sérgio Quirino
MI 33º MMM KTP Shriner
Sérgio Quirino
MI 33 MMM KTP Shriner
Contato: 0 xx 31 99959-5651 / quirino@roosevelt.org.br
Facebook: (exclusivamente assuntos maçônicos) Sergio Quirino Guimaraes Guimaraes

Os artigos publicados refletem a opinião do autor exclusivamente como um Irmão Maçom.

Os conteúdos expostos não reproduzem necessariamente a ideia ou posição de nenhum grupo, cargo ou entidade maçônica.

Ano 15 – Artigo 03 – Número Sequencial 808 – 17 Janeiro 2021

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