A Arte da Guerra aplicada às lojas Maçônicas

Sun Tzu, com existência 2500 anos atrás, é o autor do conhecido tratado militar “A Arte da Guerra”. Os seus pensamentos de liderança e táticos, apresentando muito de filosóficos, e que são elevados ao nível de manifestação artística, revelam-se actuais até aos dias de hoje.

Chocantemente, uma leitura atenta de muitos dos seus melhores pensamentos alinha os mesmos com muitas das práticas ou acontecimentos no seio da nossa AO. E essas semelhanças não são por acaso. A Maçonaria, misto de sinarquia, e estrutura militarista, revela um paralelismo entre um terreno de batalha, pelas dinâmicas encontradas.

O Maçom, homem em evolução, tem uma natureza bélica e conflituante, muito na defesa do que é o seu espaço, seja esse cultura, entidade de grupo, amizades, ou outra qualquer necessidade pessoal.

Num olhar imediatista, o homem e a estrutura são responsáveis por essas semelhanças. Existirão paralelismos muito para lá do superficial?

Nota: Os pensamentos selecionados são apenas um pequeno conjunto dos que poderiam ser alvo de análise e não foram prioritizados face a outros.

Nota: A harmonia, paz é um dos objectivos dos nossos trabalhos. O travar de batalhas pode servir um propósito. Mas TEM de servir um propósito. Tolerância sem propósito é apenas inócua. O Maçom tem de assumir o seu papel na activo sociedade e na nossa AO.

Nota: Na vivência da loja, as ocorrências essenciais são fora das sessões e do templo, sendo que a loja flui em informação. A sessão é apenas o corolário da vivência da loja e não a essência da loja em si.

Uma aplicação prática deste pensamento e uma boa prática na vivência da loja é nunca levar a votação um tema, sem que haja garantias de consenso

Nota: A força não existe num local em que os obreiros não tem qualquer obrigação de contribuição. A obrigação é moral e a liderança nunca se pode impor pela força, mas pela razão. A mesma tem de ser por inspiração com um propósito ou visão. Bom exemplo, é V:.M:. ser o elo mais fraco de toda uma estrutura que, apesar de ser uma obediência, não tem qualquer obrigação.

Nota: Na loja não podem haver filhos e filhos queridos. O desafio dos seus oficiais é a total abstração e tratamento de todos de forma igual como se de uma estrutura militar se tratasse. As relações pessoais ficam à margem da operação da loja. As relações pessoais criam-se na loja, mas tem de ficar fora da mesmo.

Nota: Uma loja tem uma estrutura formal de poder e outra informal. A estrutura informal funciona em rede, como se tratasse de uma rede nervosa. Cada loja tem um conjunto de obreiros agregadores que devem estar presentes de forma estratificada em todas as gerações da loja, incluindo colunas do norte e do sul. O verdadeiro poder e funcionamento da loja está na estrutura informal, e nos elementos concentradores.

O presente e o futuro da loja asseguram-se com uma estrutura solida de poder informal em todos os níveis.

Nota: Uma loja vive de elementos essenciais: A amizade, a execução ritual, e os conteúdos. A amizade assegura a concentração de energia, o ritual e a natural evolução orgânica da loja assegura o movimento. Os conteúdos e uma visão, asseguram um propósito, materializado em planos insondáveis.

A zona de conforto não pode existir: Cada obreiro tem de ir para uma sessão com o nervoso miudinho do desconforto de algo que vai acontecer e que ele não controla. Cada obreiro tem de estar em constante desafio, sob pena de perder o propósito.

Nota: A criação de dinâmicas e de novas lojas deriva de fraca liderança. Quem está contente não muda. Quem reconhece liderança, segue-a.

Identificar a capacidade de liderança é “O” desafio mortal de cada loja. Nem todos os obreiros podem ou devem assumir ofícios de liderança. A liderança não é uma diuturnidade. A antiguidade e amizade não podem contar. As razões erradas provocam fraturas na egrégora de grupo.

Nota: Curiosamente, Sun Tzu reconhece a existência de ritmos e de fluxos na dinâmica de grupos. É um conceito profundamente hermético e que temos mencionado recorrentemente. A loja tem ritmo, a loja tem frequências harmónicas. Os maestros tem de dominar a harmonia, os sons, mas também a física. Há uma altura de tensão, e outra de resolução.

Estejamos muito atentos ao ritmo.

Nota: As relações em loja são adaptativas. Ajustamos o nosso comportamento de forma convergente com os II:. Essa a verdadeira essência da tolerância maçónica.

Nota: Todo o Maçomem loja é general. Nenhum deve comprar batalhas inconsequentes e pelo próprio ego. O que fica em causa é muito mais que o próprio ego.

Nota: Os meus II:. Reconhecem-me como tal. Ouvimos milhares de vezes. Fama não é reconhecimento.

Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado. O foco dos nossos trabalhos deve ser a abnegação e a invisibilidade um objetivo.

Nota: Todas as vitórias na Maçonaria tem o seu preço, o seu custo de oportunidade. Todas as ações devem ser pensadas e pesadas. Maçons experientes carregam no seu corpo cicatrizes do seu percurso e do seu aprendizado.

Nota: Um verdadeiro Maçom apenas dispõe da certeza da água a fluir pelo caminho de menor resistência. Um guerreiro é um arquitecto e um artista. Ao remover a conflito, prevalece o arquiteto e artista.

O que à primeira vista parece um tratado militar, é, acima de tudo, um referencial de valores, moralidade e humanidade, com uma suprema mensagem para a qual não existe qualquer duvida sobre a sua profundamente identidade maçónica:

“A primeira batalha que devemos travar é contra nós mesmos.”

Marco R:., M:. M:. – R:. L:. Voltaire nº 159, O:. Lisboa (GLLP/GLRP)

https://www.freemason.pt/a-arte-da-guerra-aplicada-as-lojas-maconicas/

Brasil Maçom
Brasil Maçom
Artigos: 100

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Descubra mais sobre Brasil Maçom

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading