AS ATRIBUIÇÕES DO VENERÁVEL MESTRE

Todas as Potências Maçônicas relacionam em seus Regulamentos Gerais as atribuições do Venerável Mestre e diferem apenas nos aspectos redacionais e a inclusão ou exclusão de um ou outro item dos 20 que apresentamos a seguir:

(01) presidir os trabalhos da Loja, encaminhando o expediente, mantendo a ordem e não influindo nas discussões;
(02) nomear os Oficiais e os membros das Comissões da Loja;
(03) representar a Loja ativa e passivamente em juízo e fora dele, podendo, para tanto, nomear procuradores;
(04) convocar reuniões da Loja e das comissões instituídas;
(05) exercer supervisão, controle e fiscalização sobre todas as atividades da Loja, podendo avocar para si e examinar quaisquer livros e documentos para consulta, em qualquer ocasião;
(06) conferir os graus simbólicos, após deliberação da Loja, satisfeita a Tesouraria e liberação pela Administração da Potência;
(07) proceder a apuração dos votos, proclamando os resultados das deliberações;
(08) ler todas as peças recolhidas pelo Saco de Propostas e Informações, dando-lhes o destino devido;
(09) encerrar o Livro de Presenças;
(10) deixar sob malhete, quando julgar conveniente, pelo prazo de até 30 dias, os expedientes recebidos pela Loja, exceto os originários da Potência;

Excerto do livro *O que um Mestre Instalado deve saber*
Irm.’. Almir Sant’Anna Cruz
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(11) conceder a palavra aos Obreiros ou retirá-la, segundo o Rito adotado;
(12) decidir questões de ordem que forem suscitadas, ouvindo o Orador, quando julgar necessário;
(13) suspender os trabalhos sem as formalidades do Ritual quando considerar conveniente para a boa ordem da sessão;
(14) distribuir sigilosamente as sindicâncias a Mestres da Loja;
(15) exercer autoridade e disciplina sobre todos os presentes nas sessões;
(16) juntamente com o Tesoureiro, assinar todos os documentos relativos à administração financeira, contábil, econômica e patrimonial;
(17) autorizar despesas de caráter urgente, não consignados no orçamento, “ad referendum” da Loja, até o limite estabelecido em seu Estatuto ou Regimento;
(18) apresentar anualmente até a data estabelecida pela Potência o Quadro de Obreiros, o Relatório de Atividades, o Inventário Patrimonial, bem como recolher as Taxas de Atividades dos Obreiros da Loja;
(19) cumprir e fazer cumprir toda a legislação de sua Potência;
(20) só votar nos Escrutínios Secretos, sendo-lhe reservado o voto de qualidade (Voto de Minerva) nos casos de empate nas votações abertas.

Mas será que o Venerável Mestre que cumpriu com todas as atribuições que lhe foram impostas por sua Potência fez uma boa Administração?
NÃO!
Muito mais precisa ser feito para que uma administração não seja considerada apenas trivial.

Primeiramente ao formar sua chapa deve considerar as competências de cada um para exercer os cargos eletivos. Não por relações de amizade ou de ser mais moderno ou antigo. O homem certo no lugar certo!
Depois, nomear para os demais cargos usando o mesmo critério, com especial atenção ao Mestre de Cerimônias, função importantíssima nos aspectos ritualísticos, litúrgicos e de bom andamento das sessões.
Com o Tesoureiro, elaborar um Orçamento factível, prevendo todas as receitas, despesas e reservas.

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De fundamental importância é a elaboração de um Calendário de Atividades, pelo menos para os próximos 6 meses, distribuindo as sessões entre os Graus, prevendo as sessões de instruções para cada Grau, palestras, etc.

De importância fundamental são as sessões de instruções ou palestras.
Ragon (1781-1862) em seu livro Ritual do Aprendiz Maçom já dizia: “Achamos que se as oficinas colocassem em prática e desenvolvessem matérias maçônicas, não haveriam exclusões de irmãos do quadro das Lojas por faltar às sessões. Devem ter-lhe prometido uma instrução de que ele não ouviu mais falar desde que foi recebido. A oficina é, portanto, mais digna de censura do que o Irmão recalcitrante. De que serve à Ordem uma oficina que deixa seus irmãos na ignorância?”

Pois bem, o Tempo de Estudos é uma das mais importantes fases de uma sessão maçônica e cabe ao Venerável Mestre organizar um ciclo de Estudos, Palestras, Seminários e Simpósios do interesse da Ordem e dos Irmãos do Quadro.
É no Tempo de Estudos que um Irmão previamente designado deve conduzir as instruções aos Aprendizes e Companheiros.
É também no Tempo de Estudos que se deve expor, estudar e debater assuntos de doutrina, filosofia, legislação, história, ritualística e simbologia maçônica, assim como assuntos técnicos, científicos, artísticos ou de outra natureza do interesse da Ordem ou da cultura humana.
Deve-se observar a proibição da exposição e debate de qualquer matéria de ordem política partidária e proselitismo religioso, que poderá ferir suscetibilidades de alguns Irmãos

Por sua vez, o Irmão designado para apresentar o tema deve organizar previamente o trabalho, apresentando-o de pé para ser visto; alto para ser ouvido; e pouco para ser apreciado, não excedendo, por bom-senso, 20 minutos, embora não haja limitação do tempo a ser despendido nessa importantíssima fase da sessão, de forma a que os Irmãos que assim o desejaram possam dela participar.

Algumas Obediência denominam essa fase da sessão como sendo “Quarto de Hora de Estudos”, que consideramos indesejável, pois quarto de hora é o mesmo que 15 minutos, tempo insuficiente para apresentação de um tema com profundidade. É ficar apenas no trivial.

Excerto do livro *O que um Mestre Instalado deve saber*
Irm.’. Almir Sant’Anna Cruz

Interessados no livro contatar o Irm.’. Almir no WhatsApp (21) 99568-1350
*Exclusivo para MM.’.II.’.*

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