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O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES

Entrar para a Maçonaria… Preencher Formulário-proposta, tirar retratos e certidões, ter sua vida minuciosamente vasculhada… Tudo isso representa uma primeira etapa a vencer. Caso Positivo vem a iniciação. Uma vez neófito, vislumbra-se um mundo novo, onde a observação e a curiosidade associadas à leitura refletiva, são pilastras básicas para o início do desbastar da PEDRA BRUTA de massa informe que somos nós mesmos.

O aprendiz é como uma tenra criancinha que vem ao mundo e começa o seu aprendizado com o balbuciar das primeiras palavras e, logo mais adiante, NA INTENSA OBSERVAÇÃO E IMITAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE SEUS PAIS.

MM:. IIr:., o aprendiz TEM COMO MÃE A SUA LOJA e COMO PAI, OS SEUS MESTRES. Começa, então, uma longa jornada onde a cada dia, paulatinamente, lições de vida e fagulhas filosóficas lhe são lançadas, durante a abertura, transcorrer e fechamento dos trabalhos. Passam-se os primeiros meses; o aprendiz já começa a criar “calo nas mãos” e sente que a posição do desbastar da pedra bruta é bastante incômoda e que muito esforço físico e mental são necessários para ESTE TRABALHO.

Nesse momento é necessário a ajuda providencial dos mestres da Loja, para evitar que o DESÂNIMO e a DESCRENÇA façam dele suas moradas; ensinando-lhe “a posição correta do corpo” e “o modo mais eficaz de usar o cinzel e o maço”. Se isso não for feito, o aprendiz começa então a conviver com a dúvida e a contestação; binômio causado pela falta de postura maçônica de alguns membros da Loja, quer na ritualística, quer na própria aplicação pessoal. Ou seja: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”

O aprendiz Tem em seus mestres o modelo “daquele mestre” que manda o ritual; pois imagina que estes já estão ultra-polidos, já transpuseram os mais altos degraus da escada de Jacó e, QUEM SABE, muitos já navegam em águas profundas dos oceanos filosóficos.

Sabemos que a maçonaria é uma instituição milenar que tem sua origens na névoa dos tempos. Será que foram estes maçons do “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço,” que preservaram todo esse manancial de sabedoria que a nós, ainda, chegou? Com toda certeza, podemos dizer que não! O G:.A:.D:.U:. encarregou-se e encarregar-se-á de separar o trigo do joio e, somente aqueles maçons que suportaram e, ainda, suportam o peso do estandarte da maçonaria, foram e serão os escolhidos para a perpetuação da ARTE REAL.

Os maçons de outrora eram detentores dos eternos conhecimentos e faziam uma maçonaria viva onde os esplendores Dessa Ciência sobrepujavam os mais cépticos.

E agora? que faremos nós maçons, modernos, para TENTAR perpetuar este trabalho milenar? Sabendo que faltam homens da estirpe de um Pitágoras, de um Platão, de um Jacques De Molay e de um Gonçalves Ledo.

MM:. IIr:., para isso acontecer, basta somente que cada de nós seja maçom em toda a plenitude da palavra, praticando em Loja e principalmente no mundo profano, a verdadeira maçonaria explícita em nossos rituais.

Se isso for feito! teremos uma maçonaria forte, idealista e sem contrastes, onde aqueles maçons “faça o que eu digo, mas não façam o que eu faço” não acharão morada em nossas colunas, pois serão consumidos pela superior vibração da consciência de liberdade, do amor à Pátria e do sentimento de Fraternidade humana.

Por conseguinte, AQUELE APRENDIZ NÃO TERÁ MAIS DESÂNIMOS E NEM DESCRENÇAS, POIS O BÁLSAMO PARA O FERIMENTO DE SUAS MÃOS É O EXEMPLO DE SEUS MESTRES.

(Leitura apropriada para o Grau de Mestre Maçom)
Autor: Ir.’. Diógenes José Tavares Linhares, MM

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