Histórias sobre a Maçonaria – Verdadeiras???

Bem no fundo da rica história política americana permanece oculto e enterrado o nome de William Wirt. No entanto, em 1832, quando ele concorreu para a presidência dos Estados Unidos, sua votação foi considerável. Dos 24 estados então existentes, venceu em Vermont e teve 8 por cento dos 1.262.755 votos do total nacional. Ele concorreu como candidato do Partido Antimaçônico. Hoje em dia, é claro, o grupo fraternal e de serviços conhecido como Maçons Livres e Aceitos é um esteio seguro da estrutura social do mundo desenvolvido. Apenas nos Estados Unidos, cerca de 16 mil lojas recebem vários milhões de membros maçons e os principais cidadãos de muitas cidades consideram um privilégio fazer parte de uma loja. De certo modo, porém – na observância de rituais ocultos, na profusão de símbolos e títulos honoríficos e na linguagem cerimonial altissonante -, a ordem maçônica continua a ser a sociedade secreta que sempre foi, por incontáveis séculos. Mas no tempo de William Wirt os hábitos dos maçons faziam com que eles fossem objeto de amplos temores e suspeitas.

Todo o sucesso eleitoral de Wirt deveu-se principalmente a uma figura ainda mais obscura do que ele: um homem chamado William Morgan, que teve um destino estranho em 1826, na pequena cidade de Batávia, no norte do estado de Nova York. Morgan era casado, tinha 52 anos de idade e era um artesão sem terra que vagava de um lugar para outro. Em suas viagens, descobriu alguns dos segredos cuidadosamente guardados dos maçons, um golpe que deixou nervosos os membros das lojas locais. Avisos sobre Morgan espalharam-se rapidamente por toda a área. A seguinte nota apareceu em um jornal da cidade vizinha de Canadai­gua, em Nova York, no dia 9 de agosto de 1826: “Se um homem chamado William ­Morgan intrometer-se na comunidade, é preciso cuidado, particularmente para a FRATERNIDADE MAÇÔNICA. Morgan esteve nesta aldeia em maio passado e sua conduta enquanto esteve aqui e em outros lugares exige esta nota (…) Morgan é considerado um vigarista e um homem perigoso. Há pessoas nesta aldeia que ficariam felizes em ver esse capitão Morgan”.

Morgan, cujo título militar autoproclamado era tão duvidoso quanto suas intenções acerca dos maçons, concebera um plano para transformar seus conhecimentos especiais em lucro. Contratou com o editor do jornal Advocate, de Batávia, um certo coronel David C. Miller, a publicação de um livro expondo as maquinações da maçonaria. O otimista Morgan estimava que o volume pudesse render-lhe 2 milhões de dólares, na época, uma soma estupenda.

Não havia muitos motivos para os maçons de Batávia ficarem tão incomodados com o esquema de Morgan; livros semelhantes, produzidos na Europa, há muito podiam ser encontrados nos Estados Unidos. Mesmo assim, os membros da loja local – que incluía cinco juízes, o xerife, seis médicos e o governador da aldeia ­sentiram-se impelidos a agir. Alguns fizeram com que Morgan fosse preso por uma dívida inexistente de 2 dólares e 68 centavos. Na noite seguinte, quatro maçons foram até a cadeia, pagaram a falsa dívida de Morgan, jogaram-no em uma carruagem fechada e partiram às pressas. Morgan nunca mais foi visto em Batávia. Pessoalmente uma figura patética, Morgan assumiu proporções heróicas depois de desaparecer. Seu sócio, Miller, encontrou um modo de tornar o livro uma sensação: imprimiu 50 mil panfletos anunciando com destaque o rapto e possível assassinato de Morgan e pedindo informações. Na circular, não aparecia a palavra “maçom”, mas todos sabiam quem ficara irritado com Morgan. Era de conhecimento público também que os maçons ameaçavam com terríveis castigos os que divulgassem suas práticas. Assim, começou a reação. Na pequena cidade de Pavillion, a cerca de 19 quilômetros de Batávia, um importante ministro batista denunciou a maçonaria como “obscura, infrutífera, desmoralizante, blasfema, homicida, anti-republicana e anticristã – contrária à glória de Deus e ao bem da humanidade”. Os boatos eram numerosos: a garganta de Morgan fora cortada; ele havia sido empurrado nas cataratas do Niágara; tivera sua língua arrancada; fora enterrado nas areias do lago Ontário. Uma versão encantadoramente engenhosa afirmava que os maçons inclinaram uma árvore, colocaram Morgan no buraco deixado pelas raízes e depois recolocaram a árvore em seu lugar, para esmagá-lo. Isso foi apenas o começo. Depois que o governador de Nova York, DeWitt Clinton, que também era maçom, convocou uma sucessão de grandes júris para determinar as circunstâncias do desaparecimento de Morgan, os inimigos da maçonaria, que há muito estavam em silêncio, surgiram por toda parte, furiosos. Em todo o nordeste e meio-oeste, onde o caso Morgan tivera publicidade, os maçons foram colocados no ostracismo. Ministros e professores maçons eram intimados a deixar a ordem, sob pena de perderem os empregos. Maçons foram rejeitados como jurados e eram insultados nas ruas. O caso Morgan abrira um reservatório de hostilidade popular contra as seitas secretas em geral e contra os maçons em particular. Figuras políticas que haviam abraçado a maçonaria, entre elas o destacado senador Henry Clay, de Kentucky, passaram a julgar prudente romper seus laços com a organização. O ex-presidente John Quincy Adams declarou que “a maçonaria deveria ser abolida para sempre. Ela é errada, essencialmente errada – uma semente de mal que nunca poderá produzir qualquer bem. A existência de uma ordem como essa é uma nódoa na moral de qualquer comunidade”.

Nada, além de rapto, foi provado contra os que sumiram com Morgan de Batávia; é provável que tenham simplesmente levado ele para o Canadá, com uma bela soma para mantê-lo quieto. Mas a questão do bem-estar de Morgan quase foi deixada de lado em meio ao clamor popular. A afiliação na ordem despencou e dúzias de lojas suspenderam suas atividades. Apesar de tudo, havia membros teimosos, como Daniel B. Taylor, bastião da loja de Stony Creek, no estado de Michigan, que literalmente manteve a chama da maçonaria acesa em sua hora mais negra. “Nas noites de loja”, escreveu o cronista dos maçons do estado, James Fairbairn Smith, “assim que a diligência chegava trazendo o correio, ele ia apanhar seu jornal e dirigia-­se para a sala da loja. Lá chegando, acendia uma vela junto à janela e sentava-se para ler. Se não viesse mais ninguém, o irmão Taylor esperava a hora habitual de ‘fechar a loja’, e então apagava a vela, trancava a porta e ia para casa”.

Durante a década de 1840 a controvérsia foi morrendo aos poucos e nunca mais voltou com tal virulência, mas um rastro de hostilidade acompanhou a seita na Inglaterra desde seus primeiros dias, quando se achava que era uma ameaça para a Igreja e para a coroa. Ao longo dos séculos os maçons têm sido acusados – por aqueles que vêem maquinações por trás de cada acontecimento ou tendência mundial – como parcialmente responsáveis pela Revolução Francesa, pela ascensão tanto do fascismo quanto do comunismo e até mesmo pelas brutais proezas de Jack o Estripador em Londres. Ao mesmo tempo, quando a loja local se transforma em um traço familiar e confortável da paisagem cívica, em geral os abalos da desconfiança desaparecem lentamente. Na União Soviética, quem diria, um professor chamado Valery Nikolaevich Emelyanov emitiu um alerta terrível em uma conferência patrocinada pelo Partido Comunista, em 1974. Falou de uma conspiração de sionistas e maçons para apoderar-se do mundo no ano 2000. A “pirâmide judaico-maçônica”, explicou ele, aludindo astutamente a um conhecido símbolo maçônico, controlava “80 por cento da economia nos países capitalistas e de 90 a 95 por cento dos meios de informação”.

O objeto de tanta temerosa precaução tinha suas origens em uma espécie de sindicato de pedreiros da Inglaterra medieval. O termo “maçom livre” já aparece nos registros da cidade de Londres em 1375. Referia-se a pedreiros que tinham permissão para viajar pelo país, numa época em que o sistema feudal mantinha a maioria dos camponeses presa à terra. Ao contrário dos membros de outros ofícios – ferreiros e curtidores, por exemplo -, os pedreiros reuniam-se em grandes grupos para trabalhar em projetos majestosos e gloriosos, mu­dando-se ao terminar um castelo ou uma catedral para o próximo edifício. Para proteção, educação e ajuda mútuas, os maçons uniam-se em uma loja local – um edifício erguido no canteiro de obras, onde os trabalhadores se alimentavam e descansavam. Com o passar do tempo, a palavra “loja” passou a significar um grupo de pedreiros estabelecido em um determinado lugar. Em um livro de 1983, o jornalista americano George Johnson explicou a popularidade dessas equipes. “Os pedreiros dos séculos XIV e XV eram tanto arquitetos quanto trabalhadores braçais. Para os não-iniciados, seu trabalho parecia sagrado. Desde o antigo Egito, os grandes edifícios de pedra eram monumentos ao poder, que celebravam a magia dos sacerdotes e o direito divino dos reis. Para os estranhos, homens armados de cinzel, de compassos, réguas, níveis e esquadros faziam os templos crescerem no solo”.

Para simplificar, os pedreiros tinham trabalhos exclusivos e atraentes, estavam cônscios de seu privilégio especial e muito zelosos acerca dele. Em uma época sem patentes nem direitos de autor, eles guardavam zelosamente os segredos e padrões de seus ofícios. Para proteger a integridade desses segredos, bem como o próprio prestígio, era necessário garantir que todos aqueles que afirmassem conhecer as artes da construção houvessem sido, de fato, treinados adequadamente. A preocupação era legítima, posto que os pedreiros andantes medievais encontravam-se com freqüência entre estranhos, que às vezes afirmavam falsamente serem praticantes do ofício, em uma tentativa de arrancar segredos. Para afastar esses impostores, os pedreiros construíram um corpo cada vez maior de palavras e frases em código, sinais de reconhecimento e apertos de mão secretos. Faziam certas perguntas de um certo modo especial, e a resposta correta atestava que o recém-chegado estava qualificado para o trabalho.

No século XVII, com o crescimento do número e do prestígio dos pedreiros, algumas lojas começaram a admitir membros honorários, que não eram pedreiros. A Companhia dos Pedreiros de Londres fundou a Acepção, uma organização paralela com esse propósito específico, em 1619. Ela admitia como “pedreiros aceitos” homens que não pertenciam à companhia, mas que estavam dispostos a pagar dobrado pela taxa de iniciação. Então, em 1717, quatro lojas em Londres criaram um organismo de supervisão chamado de grande loja, cujas reuniões anuais atraíam considerável atenção, organizando um movimento em rápido crescimento. Começara a transformação histórica da maçonaria, de uma simples guilda de ofício em uma poderosa organização social.

É claro que os maçons não escancararam as portas de suas lojas para qualquer um. Descobriram que podiam atrair a nata da sociedade progressista londrina: membros do clero e das classes superiores, filósofos e príncipes livre-pensadores. Por que aristocratas e intelectuais queriam fazer parte de uma guilda de ofício não está claro, mas o caráter secreto da maçonaria, em si mesmo, parece ter sido muito atraente. Muitos candidatos à iniciação esperavam aprender os antigos mistérios e a sabedoria oculta que se achava que os maçons possuíam. Além disso, havia um crescente interesse por arquitetura e por antiguidades entre os amadores abastados. Qualquer que fosse o motivo, entre 1737 e 1907 um total de dezesseis príncipes passou pelos elaborados rituais de iniciação como maçons. Quatro deles tornaram-se reis. Paradoxalmente, a mensagem maçônica que tanto atraía os membros das fileiras privilegiadas era de fraternidade universal – o valor de cada homem, independentemente de sua condição social.

O primeiro Livro de Constituições maçônico foi redigido por um ministro da Igreja da Escócia, o Dr. James Anderson, e publicado na Inglaterra em 1723. O Constituições foi impresso pela primeira vez nos Estados Unidos em 1734 por um grão-mestre maçom, um certo Benjamin Franklin, de Filadélfia. O histórico documento declarava ousadamente que, na atmosfera de camaradagem da loja, os que pertenciam a religiões diferentes deveriam ser capazes de associar-se e discutir novas idéias. “Embora nos Tempos antigos os Maçons assumissem cada religião do País ou Nação, fosse qual fosse”, explicava o Constituições, “hoje é considerado mais oportuno apenas obrigá-los àquela religião em que todos os Homens concordam, deixando suas Opiniões particulares para si mesmos; isto é, serem Homens bons e fiéis, ou Homens de Honra e Honestidade, qualquer que seja a Denominação ou Persuasão que os distinga”.

Tolerância e espírito aberto: estas eram noções poderosas, em uma era tão estratificada. “Em última instância, talvez”, escreveu o historiador J. M. Roberts em 1975, “a maior importância social dos maçons tenha sido o fato de proporcionar um alívio em relação à trivialidade, estreiteza e rigidez da vida do século XVIII”.Mas a sociabilidade não era o único apelo para o público em geral. Os aristocratas não estavam sozinhos em sua sede de encontrar o sentido esotérico da vida. Pessoas de condição inferior também eram atraídas pela idéia de que os maçons, com seu aparato de costumes místicos e códigos secretos, haviam de algum modo herdado a sabedoria oculta dos tempos passados.

Os próprios maçons criaram, adornaram e foram cativados pela crença de que um saber especial fora transmitido a eles através dos séculos. Uma lenda romântica dizia até que Adão fora o primeiro maçom, e que o avental maçônico, traço marcante do costume tradicional da seita, representava a folha de parreira. Outros precursores propostos por diligentes “pesquisadores” maçônicos eram apenas ligeiramente menos fantasiosos, e remontavam a linhagem da ordem aos construtores das pirâmides do Egito, passavam deles para antigos cultos gregos tais como os pitagóricos e eleusínios e finalmente atravessavam um desfile de cultos esotéricos medievais: gnósticos, cátaros, templários e rosa-cruzes.

Quando os maçons exploravam esses laços, reais ou imaginários, com grupos ocultos do passado distante, isso fazia parte de uma busca mais ampla da verdade. O final do século XVII e o século XVIII assistiram ao florescimento do Iluminismo, a radiosa época em que o dogma religioso inquestionável foi eclipsado pela crença na razão e na perfectibilidade humanas. Os triunfos dessa crença eram­ incontáveis: as descobertas científicas de Issac Newton e, depois, de Benjamin Franklin, do químico Antoine Lavoisier e do astrônomo William Herschel; a filosofia de John Locke e de Immanuel Kant; a inspirada irreverência de Voltaire; a sublime música de Mozart. (Franklin, Voltaire e Mozart eram maçons. A última ópera de Mozart, A Flauta Mágica, é uma alegoria da iluminação espiritual que os iniciados encontram na maçonaria.) Lojas maçônicas progressistas e livre-pensadores tiveram um papel importante na disseminação das novas idéias pela Europa e pelas Américas.

Naqueles tempos instáveis, quando novos conhecimentos pareciam, às vezes, apenas fazer realçar quanto ainda se ignorava, havia os que procuravam respostas fora das disciplinas racionais comuns. Como sempre, o misticismo tinha seus adeptos. O filósofo David Hume, em seu livro A História Natural da Religião, de 1757, explicava o apelo do oculto em uma sociedade que, em alguns aspectos, perdera alegremente seus antiqüíssimos rumos. “Estamos colocados neste mundo, como em um grande teatro, onde as fontes e causas de todo evento estão inteiramente ocultas de nós”, escreveu Hume. “Não temos nem a sabedoria suficiente para prever, nem o poder de evitar, os males que constantemente nos ameaçam. Pairamos em perpétua oscilação entre a vida e a morte, a saúde e a doença, a abundância e a carência, que são distribuídas entre os humanos por razões desconhecidas e secretas, cujo obrar é amiúde inesperado, e sempre inexplicável. Essas razões desconhecidas, então, tornam-se objeto constante de nossas esperanças e temores; e enquanto as paixões são mantidas em perpétuo alarme pela ansiosa expectativa dos eventos, a imaginação é igualmente empregada para formar idéias desses poderes, dos quais temos uma dependência tão completa”.

Mais do que qualquer outra das sociedades secretas que floresceram na Europa do Iluminismo, a dos maçons dedicava-se a “formar idéias desses poderes”. Em todo o Continente, o ofício – tal como veio a ser conhecido – deixou raízes. Por volta do fim da década de 1730, havia lojas na Bélgica, na Rússia, na Itália, na Alemanha e na Suíça. No entanto, a seita parecia ter um apelo especial na França, em parte devido ao furor que então causavam todas as coisas inglesas nesse país. Em 1735 havia cinco lojas maçônicas em Paris; em 1742, a organização possuía 22 lojas. Cerca de 45 anos depois, às vésperas da Revolução Francesa, havia talvez 100 mil maçons na França.

Nenhuma revolta avassaladora contra a ordem estabelecida ameaçava a Inglaterra, onde a maçonaria continuava prosperando de maneira ordenada e polida. Mas as paixões que varreram a França por todo o século XVIII transformaram a estrutura simples da organização. Em sua constituição original, como uma guilda de ofício medieval, os maçons exigiam um curso de sete anos de instrução e aprendizagem para os iniciados antes de conceder-lhes a condição de membros plenos do ofício. Entre os membros de pleno direito, o mais respeitado era o mestre maçom, o encarregado do projeto de construção. Três estágios, que correspondiam mais ou menos a aprendiz, membro e mestre, continuavam existindo no modelo da maçonaria inglesa do século XVII, permitindo que os membros progredissem através de três “graus” de crescente prestígio na loja. Na França, porém, os graus brotaram como flores do campo. Em pouco tempo, os membros referiam-se uns aos outros como comandante do triângulo luminoso, doutor do fogo sagrado, e mestre sublime do anel luminoso. Não havia duas lojas que seguissem o mesmo ritual. Em algumas cidades, contra todos os preceitos maçônicos de desconsideração pelas classes, havia duas lojas: uma para os nobres, e outra para os burgueses e artesãos de menor importância.

A proliferação de graus barrocos, combinada a uma busca cada vez mais febril de ligações com cultos antigos, começou a preocupar os soberanos de terras como a França e a Bavária, onde a todo-poderosa Igreja Católica Romana almejava à vassalagem exclusiva de seus súditos. A constituição inglesa original da ordem advertia que um membro não deveria “nunca envolver-se em Complôs e Conspirações contra a Paz e o Bem-Estar da nação”. Mas a base da maçonaria, escreveu o historiador moderno americano James H. Billington, era uma “meritocracia moral ­implicitamente subversiva em qualquer sociedade baseada em uma hierarquia tradicional”. Não é difícil imaginar o alarme da igreja. A maçonaria vinha desenvolvendo com rapidez seus próprios rituais, histórias e lendas, além de sua própria hierarquia, tal como a religião organizada.

Somente o grão-mestre – o exaltado líder da grande loja de uma nação – podia aceder à petição que permitia a abertura de uma nova loja. O mestre proposto e os membros da nova loja eram então apresentados ao grão-mestre, que declarava diante dos peticionários reunidos que a loja estava devidamente constituída. Depois da posse do mestre da nova loja, este recebia a constituição, o livro da loja e a jóia do cargo. O mestre, então, escolhia os dois curadores, seus oficiais subordinados.

No início do século XVIII, segundo os registros, as reuniões da loja costumavam ser realizadas em uma sala particular de uma hospedaria ou taverna, com os membros sentados em torno de uma longa mesa sobre cavaletes. Grande parte do tempo era dedicada a questões administrativas, mas o ponto alto era – e é ainda – a iniciação de novos membros ou a concessão de graus ou ordens mais elevadas para os membros existentes. Esse espetáculo, durante o qual se realizavam os rituais elaborados e simbólicos da maçonaria, hoje em dia é apresentado em uma sala da loja especialmente decorada.

Para a Igreja Católica Romana do século XVIII, tudo isso parecia-se demais com uma religião rival, e sua reação foi o ataque, sem vacilações. Em 1738, o papa Clemente XII emitiu a primeira de uma série de denúncias papais da maçonaria, ordenando a excomunhão de todos os católicos que fossem iniciados no ofício. O Vaticano denunciou o juramento de segredo da maçonaria como ameaça à santidade da confissão e à autoridade da Igreja. Opôs-se à associação íntima entre homens de fés deferentes e citou “outros motivos justos e razoáveis” para sua tomada de posição. Por toda a Europa, as autoridades seculares aplacaram as sanções da Igreja, castigando e torturando maçons. Os destinos do ofício oscilavam segundo quem estivesse no poder, mas a maçonaria chegara ao ponto em que não podia ser destruída. Seus adeptos eram numerosos e influentes demais.

Além disso, com certeza, a perseguição não era novidade para os maçons. Mesmo antes da primeira bula papal, os maçons ingleses foram muitas vezes acusados de estar em liga com o Anticristo. “Por que deveriam eles reunir-se em locais secretos e com sinais secretos, para que ninguém os observasse fazendo a obra de Deus”, inquiria um panfletista, “não são esses os modos do mal?” Ataques parecidos sugeriam que as reuniões das lojas não passavam de um disfarce para experiências de alquimia, que todos sabiam ser obra do demônio. Após a fundação oficial da grande loja de Londres em 1717, as denúncias contra a organização foram publicadas com regularidade. Muitos afirmavam que as reuniões das lojas eram orgias homossexuais, com sodomia e flagelação. A exclusão das mulheres do ofício fez com que este fosse um tema recorrente.

A política, bem como a indignação moral, inflamavam às vezes os sentimentos antimaçônicos. Em 1735, as reuniões das lojas holandesas foram proibidas, pois temia-se que os irmãos estivessem secretamente envolvidos em fatos políticos nefandos. Proibições semelhantes seguiram-se na Suécia em 1738 e na Suíça em 1745. A imperatriz da Áustria fechou lojas em seu país, inclusive uma da qual seu marido era grão-mestre. Portanto, as pressões contra a maçonaria não tiveram origem no papa Clemente XII, nem eram domínio exclusivo da Igreja. Apesar disso, o desprazer do pontífice elevou o tom, colocando o mais poderoso corpo religioso do mundo oficialmente em conflito com a seita.

Os maçons reagiram dedicando-se com mais afinco ainda à gloriosa história dos supostos ancestrais da seita. Estudiosos maçons estavam continuamente “descobrindo” laços que podem ter existido ou não com indivíduos e grupos que, por sua vez, podem ou não ter existido. Uma dessas estirpes, que teve ampla aceitação entre os maçons, remontava a Hiram Abiff, uma figura bíblica menor.

Segundo a lenda maçônica, quando o rei Salomão ascendeu ao trono de Davi, dedicou a vida à construção de um templo para Deus e um palácio para os reis de Israel. Salomão contratou com o rei Hiram, de Tiro, cidade situada ao norte da antiga Israel, um exército de pedreiros e carpinteiros para ajudar os judeus a construírem o templo. Hiram de Tiro enviou os trabalhadores, chefiados pelo grão-mestre dos arquitetos dionisíacos, Hiram Abiff. Descrito como o trabalhador mais sagaz, hábil e inquisitivo que jamais viveu, Abiff comandava 183.600 artesãos, supervisores e trabalhadores. Usava um sistema de sinais e senhas mediante o qual qualquer capataz podia rapidamente avaliar a capacidade de um trabalhador.

Três artesãos ousados de um grau inferior decidiram forçar Abiff a revelar a senha secreta do grau de mestre. Sabendo que ele sempre ia ao sanctum inacabado para rezar, ficaram à espera dele, um em cada entrada principal do templo. Hiram começou a sair pela porta sul e deparou-se com um homem que brandia um graminho de 24 polegadas. O mestre construtor negou-se a revelar a palavra secreta, e por isso foi golpeado na garganta. Dirigiu-se para a porta oeste e foi atingido por um esquadro no peito. Finalmente, ele foi cambaleando até a porta leste, e caiu morto golpeado pelo terceiro trabalhador, armado de um malho. Os assassinos enterraram Abiff em uma cova feita às pressas e os que mais tarde encontraram o corpo plantaram uma acácia no local. Na tradição maçônica, Abiff é considerado o maior mártir da seita, e seu destino trágico costuma ser relatado para que ninguém esqueça. a seriedade dos votos maçônicos de segredo.

Entre os muitos maçons que homenagearam Abiff esteve Rudyard Kipling, que também propôs um modo alternativo de se escrever o nome do construtor, em seu poema “Noite de Banquete”: “Leve este recado a Hiram Abif/ Mestre excelente da mina e da forja: / Eu e os Irmãos gostaríamos/ Que ele e os Irmãos viessem jantar”.

Os maçons desenvolveram uma afeição – e uma afinidade – semelhante por Pitágoras, o filósofo e matemático grego do século VI a.C., que ensinava que os números refletiam a harmonia do universo. Seus discípulos viviam juntos, desenvolvendo uma sociedade baseada no estudo de geometria, astronomia, aritmética e música. Após cinco anos de aprendizado, os membros do chamado círculo externo eram iniciados no círculo interno, onde descobriam as doutrinas místicas baseadas nas relações entre os números.

Pitágoras fez mais do que procurar por uma base numérica para o universo. Ele e seus discípulos ascenderam a posições de poder em várias cidades gregas, e tentaram aplicar suas crenças idealistas no governo. No entanto, os cidadãos acabaram rebelando-se e matando os reis-filósofos.

Com o tempo, começou a parecer que qualquer figura ou movimento da história que demonstrasse ter pretensão à virtude estava de algum modo ligado aos maçons. Em 1738 – no momento em que a ameaça papal contra os maçons estava sendo anunciada – o homem designado orador da grande loja da França, Andrew Michael Ramsay, fez um discurso notável, que foi imediatamente traduzido para o inglês como “Apologia dos Maçons Livres e Aceitos”. Para dizer a verdade, Ramsay começou meio na defensiva, observando que o propósito da organização era “tornar os homens amáveis, bons cidadãos, bons súditos, invioláveis em suas promessas, fiéis adoradores do amor de Deus, amantes da virtude antes da recompensa”.

Tendo feito esse esclarecimento tranqüilizador, Ramsay prosseguiu dizendo que os maçons não eram nada menos que os descendentes espirituais dos Cavaleiros Templários, o bando de cavaleiros franceses da Idade Média que protegia os peregrinos que viajavam para a Terra Santa ou dela voltavam, durante as Cruzadas. A idéia de Ramsay era que os cruzados eram maçons, além de templários, e que as palavras secretas da maçonaria tinham origem nas senhas dos acampamentos militares. Afirmou que, no final das Cruzadas, diversas lojas maçônicas haviam sido abertas no continente europeu. O príncipe Eduardo, filho do rei inglês Henrique IIII, supostamente apiedou-se dos exércitos cristãos vencidos na Palestina após a última Cruzada e trouxe-os de volta à Inglaterra no século XIII. Segundo Ramsay o príncipe, que mais tarde reinou como Eduardo I, fundou em seu país natal uma colônia de irmãos que se rebatizaram como maçons livres.

Tal genealogia tinha por força que ser atraente para os franceses e, em menor medida, para os ingleses. Alguns, porém, consideraram-na um tanto bizarra demais e conceberam roteiro ligeiramente diferente. Propuseram que, embora os maçons já existissem de fato no tempo das Cruzadas, haviam entrado em contato com os Cavaleiros Templários ao construir suas fortalezas, hospitais, monastérios e igrejas. Desse modo, as qualidades caridosas e galantes dos templários foram transmitidas aos maçons.

Outros ramos e variações maçônicas cresceram luxuriantemente no solo fértil do Iluminismo. Um dos desvios mais fascinantes da corrente principal foi o rito egípcio, fundado por um certo conde Cagliostro. Visto por muitos historiadores como um charlatão – Thomas Carlyle ridicularizou-o como o “Príncipe dos Curandeiros” – o conde é tratado por outros como uma figura importante na história do hipnotismo, das curas paranormais, da precognição, do espiritismo e da alquimia. Apareceu em Londres, em 1776, um jovem de 28 anos e passado misterioso, desfrutando a vida nababesca de um nobre. Sua esposa, a bela Lorenza Feliciani, mostrava-se invariavelmente vestida com as melhores roupas e jóias; o próprio Cagliostro, embora fosse um tanto robusto e tivesse nariz de batata, era tremendamente carismático. Instalou-se com Lorenza em um elegante apartamento, declarou-­se alquimista consumado e imediatamente conquistou um círculo de admiradores.

Um ano depois de chegar a Londres, Cagliostro foi iniciado na ordem maçônica. Logo depois, após ter absorvido muitas das tradições maçônicas e ter vislumbrado seu potencial, foi para o continente e começou a promover uma loja egípcia na qual ele próprio assumiu o trono como grande Copta. Os detratores gostavam de parodiar esse título como “grande cofre”, refletindo a reputação de Cagliostro em alguns círculos como vigarista. Apesar disso, a variedade particularmente mágica de maçonaria do conde tinha seus atrativos. Ele abriu lojas na Holanda, na Alemanha e até na distante S. Petersburgo. Em Varsóvia, demonstrou suas técnicas de alquimia para o rei da Polônia. Em Estrasburgo, ouviu-se contar que o grande Cagliostro havia curado 15 mil pessoas em três anos.

A história pessoal do conde foi objeto de algumas discussões. Alguns achavam que ele era italiano, outros espanhol, polaco, árabe. Uns poucos cínicos diziam que ele era um escroque pé-de-chinelo siciliano chamado Giuseppe Salsamo. Quando lhe perguntavam de onde era, Cagliostro simplesmente ria e dizia que nascera no mar Vermelho e fora criado à sombra das pirâmides. A fonte de sua riqueza tampouco era clara. Tinha se casado com uma rica herdeira mexicana, diziam alguns; outros afirmavam que ele assassinara um príncipe asiático pelo dinheiro. Sua própria explicação, dada diante do Parlamento francês, foi esta: “Que diferença faz se sou filho de um mendigo ou de um rei, ou por quais meios obtenho o dinheiro que quero, enquanto eu respeitar a religião e as leis e pagar a todos o que lhes cabe? Para mim foi sempre um prazer negar-me a satisfazer a curiosidade pública a esse respeito. Mesmo assim, condescenderei em dizer-vos o que nunca revelei a ninguém antes. O principal recurso de que me posso vangloriar é que, assim que ponho os pés em qualquer país, encontro nele um banqueiro que me fornece tudo o que quero”. Cagliostro deu uma resposta completa, mas não explicou nada.

Da maneira que era professado, o rito egípcio tinha fortes influências da cabala judaica, que acreditava que Moisés ensinara um saber especial a uma antiga elite, na mesma época em que o Antigo Testamento estava sendo escrito para as massas. Os cabalistas sustentavam que a Palavra de Deus gerara o cosmo, e que os dez algarismos e as 22 letras do alfabeto hebraico eram os elementos de que o mundo é feito. De fato, certas palavras – tais como Jeová – eram tão poderosas que não poderiam jamais ser pronunciadas. Cagliostro, promovendo a idéia de que certas palavras tinham significados e poderes ocultos, dizia a seus seguidores que o rito egípcio podia regenerá-los física e moralmente, até guiá-los, finalmente, para a perfeição.

Tanto homens como mulheres eram admitidos nas lojas do conde, prática altamente irregular na maçonaria. Certas cerimônias eram ligeiramente diferentes para cada sexo. Ao receber as mulheres, por exemplo, o grande Copta respirava no rosto delas e anunciava: “Respiro sobre ti este alento para fazer com que germine em ti e cresça em teu coração a verdade que possuímos”.Relatos de outras cerimônias de Cagliostro dão conta de que ele atirava uma espada para os céus e suplicava aos arcanjos que intercedessem por ele junto a Deus. Também se dizia que, após certo ritos de purificação, ele hipnotizava uma criança que então tinha visões e anunciava profecias. Com freqüência, Cagliostro dizia aos que o ouviam que possuía uma pedra filosofal curativa e que concordaria em vender pedacinhos dela. O desaparecimento do conde é mais uma charada, mas muitos historiadores acreditam que ele tenha morrido em uma prisão italiana, para onde fora enviado ao tentar abrir uma loja do rito egípcio em Roma.

Outro grupo secreto com algumas aproximações com a Maçonaria é a Ordem dos Illuminati. Fundada por Adam Weishaupt foi associada a inúmeras conspirações de cunho político e religioso. Como Weishaupt muitas vezes recrutava os membros de sua ordem entre os maçons, foi comum a associação entre as duas organizações secretas, como por exemplo na reação à queda da monarquia francesa. Em solo americano a teoria de uma conspiração mundial de illuminati e maçons repercute até a atualidade.

O que praticamente desapareceu foi o tipo de fervor antimaçônico que infestou a república americana em seus primórdios. Recentemente, o número de afiliados diminuiu um pouco, e as autoridades maçônicas manifestaram inquietação com a possibilidade de que a organização decaia se não for capaz de satisfazer as necessidades dos jovens, que em geral parecem menos interessados em juntar-se a organizações fraternais. No entanto, os tempos de maior perigo para a irmandade parecem estar distantes no passado. A maçonaria de hoje conserva sua aura instigante de exoti­cismo, e há muito se livrou da bagagem de blasfêmia e subversão que seus membros precisavam carregar. Os maçons maus e sedentos de poder continuaram existindo apenas nos setores mais recônditos da imaginação dos teóricos da conspiração. Para a maioria das pessoas, a maçonaria é uma ordem benigna ­tão sóbria quanto os rotarianos, o Lions Club, ou inúmeros grupos cívicos ou de assistência social semelhantes.

É claro que os maçons, fiéis a sua veneranda herança de ligações com o oculto, são mais inclinados a toda a panóplia de mistérios e títulos altissonantes do que a maior parte dos grupos cívicos ou sociais comuns. O velho modelo inglês da maçonaria. com seus três graus de associação, existe ainda, e muitos maçons param no terceiro grau, o de mestre. Outros, porém, passam por uma cerimônia chamada de arco real, que os introduz a todo um espectro de graus mais elevados. O Rito Antigo e Aceito da Maçonaria é um sistema de 33 graus que oferece títulos como mestre perfeito, príncipe de Jerusalém, grão-pontífice, chefe do tabernáculo, comandante do templo, grão-cavaleiro kadosh eleito, grão-inspetor inquisidor comandante e sublime príncipe do segredo real. E o Rito Antigo e Aceito é apenas um de uma cadeia escalonada de ordens e ritos.

Há também inúmeras organizações sociais que encontram seus membros entre os maçons sem serem de fato ligadas a eles. Nos Estados Unidos, a mais conhecida dessas organizações é a Antiga Ordem Árabe dos Nobres do Santuário Místico – mais conhecidos como shriners, do inglês shrine, “santuário” – que admite apenas maçons que tenham alcançado o 32º grau. Memoráveis para muitos por desfilarem em vestimentas exóticas em suas convenções, os shriners têm também um propósito sério: ao longo dos anos, levantaram milhões de dólares para a caridade. Grupos semelhantes relacionados aos maçons, que se dedicam às boas obras, incluem a ordem Mística dos Profetas Velados do Reino Encantado e os Altos Cedros do Líbano. Parentes do sexo feminino dos mestres maçons podem ingressar na Ordem da Estrela do Oriente; os rapazes, na ordem de DeMolay e na Ordem dos Construtores; e as moças na ordem das Filhas de Jó e na Ordem do Arco-íris. Em sua maioria, porém, esses clubes desfrutam do favor maçônico apenas nos Estados Unidos. Os maçons ingleses, que aparentemente desconfiam da frivolidade dos clubes sociais, podem suspender seus membros por juntar-se a tais sociedades.

Seja meramente pelos contatos sociais, ou pela gratificante iluminação da alma, há séculos a maçonaria vem atraindo figuras legendárias da história, tanto heróis como vilões. Com efeito, um livro de 1967, intitulado Dez Mil Maçons Famosos, ocupa quatro volumes com biografias resumidas. Assim como Mozart, os grandes compositores Franz Liszt e Franz Joseph Haydn eram maçons. Entre os maçons que se destacaram nas letras estão Johann Wolfgang Goethe, Alexander Pope, Sir Walter Scott, Robert Burns, Rudyard Kipling, Oscar Wilde e Mark Twain. Uma legião de presidentes americanos além de reis e príncipes ingleses pertenceram à irmandade. O primeiro-ministro inglês Winston Churchill era afiliado à ordem. Também o eram, diz-se, o mentor da Revolução Russa, Lênin, e Mohammad Reza Pahlevi, xá do Irã. Benedict Ar­nold também foi, bem como proeminentes militares americanos: Sam Houston, John J. Pershing e Douglas MacArthur estavam entre eles. Os maçons na aviação vão de Charles Lindbergh a inúmeros astronautas americanos. Os empresários da irmandade têm em sua fileiras John Jacob Astor e Henry Ford. Joseph Smith, fundador dos mórmons, era maçom, e dizem que alguns dos rituais secretos do mormonismo mostram influência dos ritos maçônicos. Ao longo dos anos, as figuras de proeminência que pertencem à maçonaria vêm sem dúvida servindo de amortecedor para a intolerância dirigida contra ela.

Uma espécie de marco da aceitação da maçonaria aconteceu em 1965, quando o Vaticano revelou discretamente que os católicos romanos não mais seriam excomungados por juntar-se à organização nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Assim foi posta de lado uma proibição que começara 230 anos antes, e fora reafirmada por sete papas em dezesseis pronunciamentos. Foi durante a histórica reunião do Segundo Concílio Vaticano, em meados da década de 60 – o mesmo conclave que decidiu permitir a celebração da missa em outras línguas além do latim – que a Igreja começou a mover-se no sentido de reavaliar sua posição acerca da maçonaria. O Vaticano continuou proibindo a associação à ordem na Itália, na França e em outros países que aderiram à forma de loja européia chamada de grande oriente. Esse sistema, dizem, continua sendo anticatólico e ateu. Mas o significado da mudança da Igreja foi claro – na verdade, foi notícia de primeira página. O mais antigo, mais feroz e mais implacável opositor da maçonaria havia finalmente abrandado sua posição.

Apesar disso, um legado corroído de má vontade subsiste um pouco por toda parte e pode não desaparecer jamais. Na Espanha de hoje, por exemplo, há os que se lembram bem da perseguição contra os maçons depois que o ditador Francisco Franco tomou o poder em meados da década de 30. Franco dirigiu sua ira contra os muitos legisladores, intelectuais e militares destacados que haviam sido iniciados nas lojas durante a república liberal que o precedeu. Uma lei para a repressão da maçonaria e do comunismo foi posta em ação com rapidez, e um tribunal foi formado especialmente para julgar maçons. “Houve centenas de execuções de maçons e os que podiam fugiram para o exterior e tiveram suas propriedades aqui confiscadas”, recorda o advogado madrilenho Francisco Epinar Lafuente. “Franco de fato acreditava na conspiração maçônica e os franquistas atacam-nos até hoje como nos velhos tempos”. Só no final dos anos 70 caiu a proibição de afiliação à ordem, e mesmo então o grão-mestre da irmandade, Jaime Fernández Gil de Terradillos, sentiu.se compelido a declarar que “Não somos uma sociedade secreta, mas discreta”.

Na Itália, a descoberta em 1981 de uma loja maçônica espúria chamada P-2 provocou o colapso do governo – o que não foi lá uma ocorrência muito fora do comum na Itália do pós-guerra. Magistrados e uma comissão parlamentar especial descobriram que a P-2, chefiada por um misterioso financista chamado Licio Gelli, era o centro disfarçado de um quadro de influentes políticos, homens de negócio e militares que conspiravam sobre tudo, desde trapaças financeiras até golpes de estado. Na loja, Licio Gelli tinha o título de Il Venerabile, o venerável.

O escândalo forçou uma reorganização dos serviços secretos italianos e arruinou as carreiras de dezenas de servidores públicos e políticos. Gelli fugiu do país, mas foi apreendido na Suíça e extraditado para Roma em fevereiro de 1988. Entre as muitas perguntas urgentes que as autoridades italianas queriam colocar para o ex-maçom estava a que indagava do destino dado a um bilhão de dólares pilhados de um banco italiano em 1982. “A P-2 era mais do que uma organização política subversiva”, disse o sociólogo Pino Arlacchi, da Universidade de Florença. “Os documentos recolhidos pela comissão parlamentar demonstram que se tratava de uma espécie de organização internacional de múltiplos propósitos que influenciava tudo, desde a venda de armas até as compras de petróleo cru”.

Episódios eventuais como esse da loja P-2 fornecem o combustível necessário para manter em fogo baixo a campanha contra os maçons, em particular nos países católicos e entre as pessoas que abraçam as correntes políticas reacionárias. Durante a campanha presidencial francesa de 1988, o candidato da Frente Nacional, de extrema direita, Jean.Marie Le Pen, não teve problemas para encher um centro de convenções de 1.200 lugares em Amiens. Entre os que o ouviam havia um senhor de 69 anos, vestido com um alinhado terno de tweed, que declarou estar ali para protestar contra o fato de a França ser “governada pelos maçons”.

Tais resmungos, contudo, são o preço que os maçons têm que pagar pelo privilégio da exclusividade. Este caráter secreto e sigiloso tanto reforça a lealdade de seus membros como provoca reações às mais diversas daqueles não incluídos em suas fileiras. Entre os maçons, o interesse de grande parte dos de fora possivelmente sempre irá assumir a forma de uma desconfiança irada, de uma curiosidade grosseira acerca do que, exatamente, está acontecendo entre os muros silenciosos da misteriosa loja.

Fontes:

Seitas Secretas – Coleção Mistérios do Desconhecido. Rio de Janeiro: Abril Livros, 1992.

‘Bancada’ de peso

A maçonaria sempre atuou nos bastidores da vida pública. Se não fosse apartidária, sua bancada teria a 4ª maior representatividade na Câmara (56), atrás apenas do PT, PMDB e PFL e seria a 5ª no Senado (8). Mas o que justamente lhe confere força é sua capilaridade, que se estende nas mais diversas esferas do poder municipal, estadual e federal.

À frente até mesmo dos programas partidários, se interpõem no cotidiano de um político maçom o compromisso com a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes. Tarefa que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) vem executando com maestria na CPMI dos Correios, apoiado direta ou indiretamente por ‘irmãos’ senadores como Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Tião Vianna (PT-AC) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

Voto alinhado – Recentemente, os deputados maçons votaram em bloco pela cassação de Roberto Jefferson – por compromisso com a ética exigida nas regras do decoro, num dos raros momentos em que alinharam o voto.

Ao contrário da bancada evangélica – maior em número de deputados (59) mas menor em senadores (4) – a maçônica não se une em torno de projetos mas sim de valores compartilhados. Mas apóiam governos considerados ‘fortes e progressistas’ – principalmente quando ostentam irmãos em seu comando – a exemplo dos ex-governadores Mário Covas (PSDB-SP), Espiridião Amin (PPB-SC) e Newton Cardoso (PMDB-MG). (TN)

Maçons marcaram presença nos principais momentos da história do país

Jânio Quadros (1961), o último presidente da República maçom

D. Pedro I e José Bonifácio expoentes.

A participação da Maçonaria nos movimentos de emancipação dos povos de todos os continentes está amplamente registrada nos livros. O mesmo ocorreu no Brasil, onde a história do País confunde-se com a história desta irmandade. Os maçons foram a vanguarda dos movimentos pela independência, pela abolição da escravatura e pela proclamação da República.

Tela em óleo de Edward Savage retrata a família Washington em símbolos maçônicos: criança segura um compasso e os adultos apontam para o mapa da cidade formando

um triângulo

Os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade (qualquer semelhança com a Revolução Francesa não é mera coincidência) nortearam os principais movimentos políticos desde o Brasil Colônia. José Bonifácio de Andrada e Silva e D. Pedro I (que ingressou na Maçonaria como príncipe regente e ao se declarar imperador proibiu as atividades maçônicas, por julgar que deveria ser tratado com reverência por seus irmãos maçons) deram impulso ao que futuramente deflagrou as principais revoluções no País.

Antes de D. Pedro I declarar às margens do Ipiranga “Independência ou Morte!”, a independência política já havia sido proclamada dentro de uma loja maçônica (templo) na sessão de 20 de agosto de 1822, em assembléia geral da instituição, sob a presidência de Gonçalves Ledo. Não é à toa que a data tenha sido escolhida para homenagear a irmandade.

Conspiração – No interior das lojas maçônicas precederam todas as ‘conspirações’ em favor de movimentos como a Inconfidência Mineira (1788), as revoluções Pernambucanas (1817), a Confederação do Equador (1824), a Sabinada (1837) e a Revolução Farroupilha (1835-1845).

Escravidão – A Lei Áurea (1888), assinada pela princesa Isabel, foi o resultado de um longo empreendimento maçônico – que por princípios próprios defende a igualdade entre os homens ao lado da Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência, à luz da Maçonaria, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça para equilibrar e enaltecer as relações humanas e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente.

O próximo desafio foi a implantação de um Estado Republicano o que, sem dúvida, pode ser considerado o fato histórico mais importante para a Maçonaria no Brasil graças à presença de ilustres ‘irmãos’ como Marechal Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant, Ruy Barbosa, Campos Salles, Quintino Bocaiúva, Prudente de Morais, Silva Jardim e outros mais.

Presidentes – O Brasil já teve 13 presidentes da República – tais como Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás, Washington Luis, Nereu Ramos… sendo o último deles Jânio Quadros. Outras personalidades de expressão na vida pública foram Américo Brasiliense, Benjamin Constant, Bento Gonçalves, Casemiro de Abreu, Cipriano Barata, Frei Caneca, Padre Diogo Antônio Feijó, Eusébio de Queiroz, Rangel Pestana, Francisco Gê de Acaiaba Montezuma, Hipólito da Costa, José da Silva Lisboa (Visconde de Cayru), José do Patrocínio, Joaquim Nabuco, José Maria da Silva Paranhos (Juca Paranhos, Visconde do Rio Branco), Lauro Sodré, Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Nilo Peçanha, Nunes Machado, Quintino Bocaiúva, Giuseppe Garibaldi, Silva Jardim, Rangel Pestana, Rui Barbosa, Carlos Gomes e muitos outros

MAÇONARIA NO MUNDO

Ir. Renato Gabriel

Situação Quantitativa
Existem, no mundo, aproximadamente 5,5 milhões, de maçons. Destes 3,2 – (58%)- nos Estados Unidos – USA, 1,2 -(22%) – no Reino Unido e 1,0(20%) no resto do mundo.
No Brasil somos aproximadamente 150 mil maçons regulares (2,7 %) e 4.700 Lojas sendo 27 Grandes Lojas (CMSB), 18 Grandes Orientes (COMAB) e um número não determinado federadas ao Grande Oriente do Brasil (GOB).
Situação Litúrgica
Duas Vertentes distintas, Inglaterra e França. 85% praticam o “Rito dos Maçons Antigos e Aceitos” que é utilizado em dezenas de “TRABALHOS” diferentes.15% praticam os demais ritos.
Podemos observar diferenças entre Maçonaria Simbólica e Filosófica nos USA, Inglaterra e França.
Encontramos diferenças, também na decoração dos Templos, no Brasil, Inglaterra, USA, França, tália, Espanha e Portugal.
Vertente Inglesa
A 1ª Grande Loja foi fundada, na Inglaterra em 1.717
Só em 1.776 inaugurou-se, em Londres, o primeiro local próprio para Reunião Maçônica “Free Mason’s Hall”. E data de 1.813 a criação da Grande Loja Unida da Inglaterra – (United Grand Lodge of London).
Maçonaria Inglesa: Não há eleição em Loja – existe a carreira e Grão Mestre é cargo Vitalício, sempre ocupado por um nobre, (atual Duque de Kent); quem dirige a Grande Loja de fato é o “Pró Grão Mestre”;
O sistema de Admissão de novos membros é feita da seguinte forma: O apoiador apresenta a intenção de convidar um determinado amigo e em reunião administrativa, sendo a proposiçção aprovada ele em seguida faz o convite, caso contrário o candidato não saberá jamais.
Fundo de Beneficência (karitas) da Grande Loja Unida da Inglaterra – GLUI é muito forte, com atuação marcante, tanto no mundo profano quanto para os Maçons.
Maçonaria Americana: Divisão em 3 ramos distintos. Não existe traje obrigatório a não ser o Avental;
Não há obrigação de Presença, porém aos faltosos é cobrada uma multa de US$5.00 por ausência.
Muito forte economicamente, mantém muitas entidades filantrópicas onde a prioridade é o maçom.
O maçom Americano dá pouca importância à parte esotérica;
Os altos graus para o maçom Americano.
O Maçom americano após o 3º grau frequenta tanto os graus filosóficos do Real Arco como os graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito – REAA
Vertente Francesa
Apesar de manter o sistema de Grande Loja, criou o sistema de Grande Oriente;
A maçonaria Brasileira é toda inspirada na Francesa, por isso o padrão considerado é o de Grande Oriente, sendo que até nas Grandes Lojas existe tal influência;
A maçonaria Brasileira atual, além da influência da Vertente Francesa acrescentou a sua própria cultura.
A maçonaria Francesa, revolucionária como seu próprio povo, criou o Rito Moderno, onde não é necessário afirmar a crença em Deus, e criou também a maçonaria Feminina.
Maçonaria Européia
Ao contrário da Inglesa, a maçonaria do restante da europa foi várias vezes perseguida pela Igreja ou pelos governos. Na 2ª Guerra, na Alemanha e França, por exemplo, por Hitler, na Itália por Mussolini, na Espanha por Franco e em Portugal por Salasar. Portugal teve sua maçonaria recentemente reerguida, recuperou seu patrimônio e o rito que era uma mistura de cinco ritos.
As Igrejas e a Maçonaria na Atualidade
Enquanto na Igreja Católica o clima Antimaçônico se estabilizou, nas Igrejas Evangélicas este clima se propaga em alta velocidade pelo mundo todo. Quando um pastor prega contra a maçonaria recebe prestígio e grande audiência.

Maçonaria Brasileira
Finalmente, diante de tudo que explanado, a maçonaria brasileira não merece tantas críticas que tem recebido de alguns maçons. Se a compararmos com o resto do mundo, podemos constatar vantagens e desvantagens em ambas.
Particularmente, considero a nossa maçonaria boa, porém os maçons brasileiros deveriam mudar o comportamento para com seu irmão, procurando entender que somos especiais e ter um tratamento condizente com o que representamos.
Desse comportamento, resultaria um clima de confiança e fraternidade que certamente nos daria um ambiente maçônico melhor e consequentemente, influenciar positivamente os novos iniciados”.

EUA, o imprério maçônico

A sede do poder maçônico localiza-se nos Estados Unidos. Nenhuma nação foi tão fortemente comandada por ela nem ostenta uma irmandade tão numerosa. Foram maçons George Washigton, Lyndon B. Johnson, Gerald Ford e George Bush (pai do atual presidente). Bill Clinton pertenceu à “Ordem De Molay”, para filhos de maçons. A maçonaria americana atualmente conta com mais de 15 mil lojas (templos) e um total de 4 milhões de filiados, ao que se somam um número idêntico de afiliados em organizações paramaçônicas (a Ordem da Estrela do Oriente para Mulheres de Maçons, a Ordem De Molay, a Ordem do Arco Íris e a Ordem de Job).

O enorme contingente de associados pressupõe um peso social e político decisivo e uma rede de ajuda mútua que alcança todos os quadrantes da vida norte-americana. Um presidente norte-americano pode até não ser maçom mas jamais irá contra os interesses da instituição.

O período mais ativo da ordem ocorreu durante a independência. Benjamin Franklin, um dos principais articuladores, recebeu apoio das maçonarias inglesa e francesa para a causa. Após a conquista, George Washington (1789-1797), desfilou o avental maçônico no lançamento da pedra fundamental da cidade que leva seu nome. A pintura em óleo de Edward Savage, The Washignton Family, retrata seu comprometimento. Os familiares sentados à mesa apontam os dedos para uma área triangular. No canto da imagem, o neto de Washington segura um compasso. (TN)

Pennsylvania – EUA
A Grande Loja da Perinsylvania é uma das maiores jurisdições Maçônicas dos Estados Unidos. Esta Grande Loja foi fundada em 25 de setembro de 1786, contando com 566 lojas e 200.397 Obreiros (média de 354 por loja). Existem oito Lojas com mais de 1000 membros, sendo que a maior delas tem 1.248 e a menor 71. Somente 16 das 566 lojas têm menos de 100 membros em seus Quadros. Em sua reunião anual de 1.984 compareceram 1.152 Mestres Maçons. Nessa reunião foi aprovado um orçamento de 3,7 milhões de dólares.

Fazenda ? A Grande Loja possui ainda uma grande fazenda que produz e fornece víveres para os dois lares, que possuem um ativo líquido de 47 milhões de dólares e o orçamento para o período 1984/1985 foi fixado em 19,7 milhões de dólares.
O edifício da Grande Loja é dos mais suntuosos em seu gênero, e seus Templos Maçônicos, objeto de admiração de tantos quantos os visitam. Os turistas procedem de todas as partes do mundo e têm o serviço de guias especializados.

Virgínia – EUA
A sua Grande Loja foi fundada em 1778, hoje com 357 Lojas na Jurisdição e com 64.988 membros, resultando em uma média de 182 Membros/loja. A maior delas contém 947 e a menor 22. Durante o ano em revista, houve uma perda de 1540 membros por falecimento; uma média de 4,2 por dia. Durante o ano de 1985, 159 Irmãos receberam a medalha comemorativa de 50 anos de vida maçônica; 182 receberam a de 60 anos, e 7 pelos 70 anos de atividade na Ordem! Plano assistencial – Virgínia mantém um bem aparelhado Abrigo para idosos que opera com um orçamento de dois milhões de dólares e que tinha, ao encerrar o exercício, 17 homens e 53 mulheres sob seus cuidados. Os homens tinham a idade média de 83 anos.

China
Minúscula, pois conta com apenas 6 Lojas em sua Jurisdição, a Grande loja da China mantém-se firme há 32 anos. Esta Grande loja conta com 814 membros, o que lhe confere uma média de 136 por Loja, A maior delas tem 208 membros e a menor 99. Na área social, existe ativa participação dos Irmãos em obras de caridade.

RITO DE YORK

O Rito de York é o rito mais antigo e o mais praticado em todo o mundo. Estima-se que cerca de 85% dos maçons o praticam.

A Grande Loja de Londres juntamente com as Grandes Lojas da Escócia e Irlanda, fundadas em 1717, 1725 e 1736, respectivamente, constituem as três mais antigas do mundo.

Na Inglaterra não havia denominação para rito tal como é hoje (Escocês, Francês, Adonhiramita etc). Poder-se-ia dizer que, para os ingleses, rito é um procedimento, uma prática e não uma denominação especifica.

Até 1717 as lojas maçônicas eram livres, isto é, não havia uma obediência que as aglutinassem. Com a fundação da Grande Loja de Londres algumas lojas inglesas passam a se subordinar a uma obediência central. Na cidade de York as lojas maçônicas continuaram independentes até 1751, quando surge uma Grande Loja rival denominada Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York.

Com a rivalidade entre as duas Grandes Lojas, a denominação Rito de York começa a tomar corpo. Na verdade, ainda não se trata de um rito, mas sim do procedimento adotado pelos maçons de York que divergiam em alguns poucos pontos dos procedimentos adotados pelos maçons de Londres. Com isso a denominação acaba se consagrando.

Na prática, não havia diferenças ritualísticas acentuadas que pudessem ser caracterizadas nos procedimentos ritualísticos da Grande Loja de Londres e Grande Loja de York. Na realidade trata-se de um mesmo procedimento, praticado tanto pelos “Antigos” quanto pelos “Modernos”.

Rito de York ou Emulation é o rito mais próximo da maçonaria operativa, anterior a 1717.

Em 1813 ocorre a união entre as duas Grandes Lojas rivais inglesas que deu origem a Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo procedimento maçônico passa a denominar-se Emulation [Rito Emulação].
Portanto, por força do Act of Union firmado pelas duas Grandes Lojas rivais, a denominação Rito de York deixa de existir, pelo menos formalmente. A nova denominação foi adotada para que não ficasse caracterizado que a Grande Loja de Londres submeteu-se a Grande Loja de York cujo rito, até a época da união, denominava-se “Rito de York”.

Atualmente, há 157 Grandes Lojas no mundo, das quais a Grande Loja Unida da Inglaterra reconhece 107. Isso não implica dizer que as 50 Grandes Lojas não reconhecidas, sejam consideradas espúrias ou irregulares – simplesmente, não são reconhecidas.

É difícil precisar, exatamente, o número de lojas maçônicas no mundo. Sabe-se que há, aproximadamente, 50 mil lojas em jurisdições reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra.

A Inglaterra com cerca de 48 milhões de habitantes e perto de 700 mil maçons, é a maior jurisdição, com 8.578 Lojas.

Na Capital – LONDRES – , com 7 milhões de habitantes na área metropolitana, existem cerca de 1.648 lojas maçônicas, com 150 mil maçons, aproximadamente.

Os EUA possuem 50 Grandes Lojas, com aproximadamente, 15 mil lojas maçônicas e 4 milhões de maçons.

Com 50 jurisdições os Estados Unidos contam com cerca de metade de todas as Grandes Lojas reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, Irlanda e Escócia.

Dos 4 milhões de maçons dos Estados Unidos, 3 milhões são do Rito de York, ou seja 75%. Entretanto, é oportuno frisar que o Rito de York praticado nos Estados Unidos difere do Emulation praticado na Inglaterra.

O Emulation, na Inglaterra, não possui graus filosóficos. Nos EUA, o Rito de York é constituído pelos 3 graus simbólicos e 4 graus filosóficos. Estas não são as únicas diferenças. Existem outras de ordem ritualística.

Comparações entre ambos os ritos:

No Brasil, as lojas maçônicas federadas ao Grande Oriente do Brasil adotam a linha inglesa ou seja, o Emulation Rite apesar do uso da denominação “Rito de York” que acabou se consagrando. Entretanto, existem muitas lojas ligadas a outras obediências que praticam o “iorques” ou seja, uma mistura entre o Rito de York (linha americana) e o Escocês que acaba resultando numa verdadeira barbárie ritualística.

O total de maçons no mundo, em números exatos, é difícil de ser calculado, porque as informações não são completas. Entretanto, pode-se compor os quadros a seguir:

País
Lojas
Maçons
Inglaterra
8.578
700.000
Escócia
5.700
400.00
Irlanda
1.100
60.000
Total – Grã-Bretanha
15.378
1.160.000

País
G.L.
Lojas
Maçons
Estados Unidos
50
15.000
4.000.000
Inglaterra
01
8.578
700.000
Escócia
01
5.700
400.000
Irlanda
01
1.100
60.000
Canadá
01
5.000
250.000
América do Sul
9.000
450.000
Australásia
7.500
375.000
Filipinas
210
10.500
Europa Cont.
1.300
65.000
Nova ZelândiaJapão, Índia, etc.
5.000
200.000

Total
6.510.000

Desse total, 5.500.000 praticam o RITO DE YORK, ou seja: 85%.

Há, naturalmente, erros mas que não afetam o resultado final.

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ALGUMAS COMPARAÇÕES COM O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

Não tem no Rito de York:

A Palavra Semestral;
Cadeia de União. (não deve ser formada em hipótese alguma).
Sessões Especiais (todas são regulares).
Câmara de Reflexão.
Espadas dentro da loja (o único que usa a espada é o GE).
Bolsa de Propostas e Informações.
Passos para entrada na loja.
Cartão de visitante (quando o visitante exige, o ML solicita que o Irm. Sec. encaminhe uma carta diretamente à loja do visitante, informando a visita).
Altar dos Juramentos (não há altares na loja, as mesas do ML, 1ºV e 2ºV, são retangulares e chamadas de Pedestais).
Transmissão da Palavra Sagrada.
Cálice da Amargura (na iniciação).
Consagração pela Espada e o Malhete.
Espada Flamejante.
Prova dos Elementos.
Tríplice abraço.
Os três pontinhos; (deve ser abolido, das abreviaturas e também das assinaturas).
Diferença de nível entre o Or. e Oc..
Separação física entre o Or. e Oc. (grade).
Os cargos de: Orador, Chanceler, Experto, Porta Estandarte e Porta Espada.
Corda de 81 nós.
Candidatura para o cargo de Mestre da Loja (não há disputa pelo cargo, há uma linha de sucessão).
Nenhum assunto administrativo pode ser discutido em loja aberta;
Nenhum candidato é reprovado no escrutínio secreto em loja aberta. (os candidatos são avaliados e pré-aprovados em reunião administrativa).

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Maçonaria Brasileira

A Maçonaria brasileira, enquanto Instituição, através de Maçons Ilustres e Patriotas participou ativamente da da Independência do Brasil, da libertação dos escravos, da Proclamação da República. E estiveram sempre presentes nos grandes eventos históricos no País.

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ARTE REAL

Em 1640, Carlos I, rei da Inglaterra, protetor da Maçonaria, foi executado e a monarquia caiu. Os nobres descontentes se abrigaram na Maçonaria para trabalhar em prol da Monarquia. Em 1660, voltando novamente o regime monárquico, subiu ao trono inglês Carlos II e, por gratidão ao trabalho dos Maçons, pela volta à monarquia, foi chamada de Arte Real (Temas Maçônicos, de Clemildes Sant’Ana).

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A CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL – C.M.S.B, está constituída por 27 Grandes Lojas Maçônicas do Brasil, que congregam 2.557 Lojas Maçônicas situadas por todos os rincões do País e mais de 100 mil Maçons, reune-se de anualmente em Assembléia Geral em uma Capital de Estado,

CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL XI ASSEMBLÉIA GERAL
JULHO DE 1979 – RIO DE JANEIRO

XII ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, realizada na Cidade de Salvador, no Estado da Bahia, julho de 1981

reunidos em Fortaleza, Estado do Ceará, na XIII Assembléia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – C.M.S.B., no período de 16 a 22 de julho de 1983

1200 Lojas Maçônicas, reunida em Belo Horizonte – MG , em sua XIV Assembléia Geral, além de examinar matérias e temas de interesse da Instituição, julho de 1985

reunida em sua XV Assembléia Geral Ordinária, iniciada em Porto Alegre – RS, em 20 de julho do corrente ano de 1986.

XVI ASSEMBLÉIA DA CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL, na capital do Estado de São Paulo julho de 1987.

XVII Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em Manaus, Amazonas, em julho de 1988

reunidas em sua XVIII ASSEMBLÉIA GERAL DA CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL, em Vitória, Espírito Santo, julho de 1989.

XIX Assembléia da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, na cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba julho de 1990

XX Assembléia da Maçonaria Simbólica do Brasil, na cidade de Curitiba, Estado do Paraná julho de 1991

reunidos em Salvador – Bahia, na XXI ASSEMBLÉIA GERAL DA CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL julho de 1992

XXII ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL, na cidade de Belém, Estado do Pará julho 1993

XXIII Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, no Rio de Janeiro, julho de 1994

XXIV Assembléia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em Cuiabá, julho de 1995

Florianópolis/SC, durante a XXV Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil julho de 1996

XXVI Assembléia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em Belo Horizonte – MG, no período de 19 a 26 de julho de 1997

XXVII Assembléia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB – realizada e, Fortaleza, Estado do Ceará, julho de 1998.

XXVIII Assembléia Geral Ordinária da C.M.S.B. – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em Goiânia, Capital do Estado de Goiás, no período de 3 a 8 de julho de 1999.

A XXIX ASSEMBLÉIA GERAL DA CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL, reunida em São Paulo, de 1° a 4 de julho de 2000.

XXX Assembléia Geral Ordinária da C.M.S.B. – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, em Brasília, Capital Federal, no período de 07 a 11 de julho de 2001

reunidas em sua XXXI Assembléia Geral em Teresina, estado do Piauí, julho de 2002

27 Grandes Lojas Maçônicas do Brasil reunidas em sua XXXII Assembléia Geral em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, no período de __ de julho de 2003

Grandes Lojas Maçônicas do Brasil, reunidas em sua XXXIII Assembléia Geral, em Manaus, no período de 02 a 06 de julho de 2004,

reunida no período de 12 a 16 de julho de 2005, na Cidade de Vitória – Espírito Santo, por ocasião da realização da sua XXXIV Assembléia Geral,

reunida no período de 07 a 12 de julho de 2006, na cidade de Foz do Iguaçu – no Estado do Paraná, por ocasião da realização de sua XXXV Assembléia Geral

16 a 21 de julho de 2007, na cidade de Recife – Capital do Estado de Pernambuco, por ocasião da realização de sua XXXVI Assembléia Geral

no brasil, sendo a última em 2008 a XXXVII Assembléia Geral, em Salvador – Bahia:

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A maçonaria no Brasil, de acordo com a pesquisa feita pelo irmão Marcelo Rezende esta assim constituída:

Acre – (Pop. 483.593)
Delegacia do Grande Oriente do Brasil no Acre – GOB – 7 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do Acre – CMSB – 11 Lojas

Alagoas – (Pop. 2.633.251)

Grande Oriente do Estado do Alagoas – GOB – 26 Lojas
Grande Loja do Estado de Alagoas – CMSB – 20 Lojas

Amapá – (Pop. 379.459)

Delegacia do Grande Oriente do Brasil no Amapá – GOB – 2 Lojas
Grande Loja Maçônica do Amapá – CMSB – 6 Lojas

Amazonas – (Pop. 2.389.279)

Grande Oriente do Estado do Amazonas – GOB – 40 Lojas
Grande Loja Maçônica do Amazonas – CMSB – 40 Lojas
Grande Loja Feminina da Amazônia – Próprio

Bahia – (Pop. 12.541.675)

Grande Oriente Estadual da Bahia – GOB – 82 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia – CMSB – 129 Lojas
Grande Oriente da Bahia – COMAB – 7 Lojas

Ceará – (Pop. 6.809.290)

Grande Oriente do Estado do Ceará – GOB – 22 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará – CMSB – 112 Lojas
Grande Oriente do Ceará – COMAB

Distrito Federal – (Pop. 1.821.946)
Grande Oriente do Distrito Federal – GOB – 45 Lojas
Grande Loja Maçônica de Brasília – CMSB – 29 Lojas
Grande Oriente Independente do Distrito Federal – COMAB
Oriente de Brasília do “Direito Humano” – DH – 7 Lojas
Grande Loja Arquitetos de Aquário – GLADA – 1 Loja

Espírito Santo – (Pop. 2.802.707)

Grande Oriente do Estado do Espírito Santo – GOB – 57 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do espírito Santo – CMSB – 69 Lojas
Grande Oriente do Espírito Santo – COMAB
Grande Oriente da Maçonaria do Espirito Santo – Próprio

Goiás – (Pop. 4.514.967)

Grande Oriente do Estado de Goiás – GOB – 107 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás – CMSB – 111 Lojas
Grande Oriente Nacional Glória do Ocidente de Goiás – 12 Lojas – Próprio
Grande Loja Arquitetos de Aquário – GLADA – 1 Loja

Maranhão – (Pop. 5.222.183)

Grande Oriente do Estado do Maranhão – GOB – 22 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão – CMSB – 50 Lojas
Grande Oriente Autônomo do Maranhão – COMAB

Mato Grosso – (Pop. 2.235.832)

Grande Oriente Estadual do Mato Grosso – GOB – 24 Lojas
Grande Loja do Estado de Mato Grosso – CMSB – 29 Lojas
Grande Oriente do Estado do Mato Grosso – COMAB – 29 Lojas

Mato Grosso do Sul – (Pop. 1.927.834)

Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul – GOB – 44 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul – CMSB – 57 Lojas
Grande Oriente do Mato Grosso do Sul – COMAB

Minas Gerais – (Pop. 16.672.613)

Grande Oriente do Estado de Minas Gerais – GOB – 215 Lojas
Grande Loja Maçônica de Minas Gerais – CMSB – 248 Lojas
Grande Oriente de Minas Gerais – COMAB
Grande Loja Unida de Minas Gerais – Próprio – 4 Lojas
Grande Loja Unida da Inglaterra no Brasil – Próprio – 1 Lojas
Oriente de Minas Gerais do “Direito Humano” – DH -10 Lojas

Pará – (Pop. 5.510.849)

Grande Oriente do Estado do Pará – GOB – 38 Lojas
Grande Loja Maçônica do Pará – CMSB – 60 Lojas

Paraíba – (Pop. 3.305.616)

Grande Oriente do Estado da Paraíba – GOB – 20 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba – CMSB – 39 Lojas
Grande Oriente da Paraíba – COMAB

Paraná – (Pop. 9.003.804)

Grande Oriente do Estado do Paraná – GOB – 58 Lojas
Grande Loja do Paraná – CMSB – 91 Lojas
Grande Oriente do Paraná – COMAB – 97 Lojas
Grande Loja Unida do Paraná – Próprio – 7 Lojas
Oriente do Paraná do “Direito Humano” – DH – 2 Lojas
Grande Loja Arquitetos de Aquário – GLADA – 6 Lojas

Pernambuco – (Pop. 7.399.071)

Grande Oriente do Estado de Pernambuco – GOB – 33 Lojas
Grande Loja de Pernambuco – CMSB – 39 Lojas
Grande Oriente Independente de Pernambuco – COMAB
Oriente de Pernambuco do “Direito Humano” – DH – 2 Lojas

Piauí – (Pop. 2.673.085)

Grande Oriente do Estado do Piauí – GOB – 28 Lojas
Grande Loja Maçônica do Piauí – CMSB – 31 Lojas
Grande Oriente Independente do Piauí – COMAB
Grande Loja Maçônica Unida do Piauí – Próprio – 12 Lojas

Rio de Janeiro – (Pop. 13.406.308)

Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro – GOB – 201 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro – CMSB – 132 Lojas
Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro – COMAB – 24 Lojas
Grande Loja Unida de Maçons Antigos, Livres e Aceitos do Estado do Rio de Janeiro – Próprio – 5 Lojas
Grande Loja Unida da Inglaterra no Brasil – Próprio – 2 Lojas
Oriente do Rio de Janeiro do “Direito Humano” – DH – 16 Lojas

Rio Grande do Norte – (Pop. 2.558.660)

Grande Oriente do Rio Grande do Norte – GOB – 20 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Norte – CMSB – 17 Lojas
Grande Oriente Independente do Rio Grande do Norte – COMAB

Rio Grande do Sul – (Pop. 9.634.688)

Grande Oriente Estadual Sul Riograndense – GOB – 24 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul – CMSB – 106 Lojas
Grande Oriente Independ. do Est. do Rio Grande do Sul – COMAB – 143 Lojas
Oriente do Rio Grande do Sul do “Direito Humano” – DH – 3 Lojas
Grande Oriente da Franco Maçonaria Mista do Estado do Rio Grande do Sul – Próprio – 8 Lojas
Grande Oriente Independente Misto do Rio Grande do Sul – Próprio
Grande Oriente do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misrain – Próprio

Rondônia – (Pop. 1.229.306)

Grande Oriente Estadual de Rondônia – GOB – 19 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado de Rondônia – CMSB – 21 Lojas

Roraima – (Pop. 247.131)

Delegacia do Grande Oriente do Brasil em Roraima – GOB – 7 Lojas
Grande Loja Maçônica de Roraima – CMSB – 7 Lojas

Santa Catarina – (Pop. 4.875.244)

Grande Oriente do Estado de Santa Catarina – GOB – 32 Lojas
Grande Loja de Santa Catarina – CMSB – 68 Lojas
Grande Oriente de Santa Catarina – COMAB – 54 Lojas
Oriente de Santa Catarina do “Direito Humano” – DH – 2 Lojas

São Paulo – (Pop. 34.119.110)

Grande Oriente de São Paulo – GOB – 460 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo – CMSB – 515 Lojas
Grande Oriente Paulista – COMAB – 205 Lojas
Grande Oriente do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misrain – Próprio
Grande Loja Unida da Inglaterra no Brasil – Próprio – 7 Lojas
Grande Oriente Lusitano no Brasil – Próprio
Oriente de São Paulo do “Direito Humano” – DH – 7 Lojas
Grande Loja Arquitetos de Aquário – GLADA – 8 Lojas
Grande Loja Maçônica Mista do Brasil – Próprio – 4 Lojas

Sergipe – (Pop. 1.624.020)

Grande Oriente do Estado de Sergipe – GOB – 10 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe – CMSB – 12 Lojas

Tocantins – (Pop. 1.048.642)

Delegacia do Grande Oriente do Brasil em Tocantins – GOB – 12 Lojas
Grande Loja Maçônica do Estado de Tocantins – CMSB – 29 Lojas

Siglas utilizadas:

GOB – Grandes Orientes Estaduais federados ao GOB – Grande Oriente do Brasil

CMSB – Grandes Lojas Estaduais confederadas à CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil

COMAB – Grandes Orientes Independentes e Autônomos confederados à COMAB – Confederação Maçônica do Brasil

Próprio – Outros Grandes Orientes, Grandes Lojas, Federações, Confederações, Jurisdições, Delegacias, Ordens, Potências, Corpos, etc

DH – Lojas Mistas federadas no Brasil à Ordre Maçonnique Mixte International “Le Droit Humain”

GLADA – Lojas Mistas federadas à Grande Loja Arquitetos de Aquário

POP. – População Residente na Contagem populacional do IBGE – 1996

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