A letra G

A Letra G é a sétima letra do alfabeto, sendo o número sete considerado o número da perfeição, o número divino. Por analogia considero a letra G como a letra divina. A letra G no centro do Esquadro e Compasso significa Geometria, no entanto vários autores consideram que também representa Gnose e o G∴ A∴ D∴ U∴.

 

O termo Gnose deriva do termo grego “gnosis” que significa “conhecimento”. Para os gnósticos, Gnose é um conhecimento que faz parte da essência humana. É um conhecimento intuitivo, diferente do conhecimento científico ou racional.

 

Albert Pike considerava que “Gnose” é a essência da maçonaria. Por Gnose, devemos entender o Conhecimento que constitui o fundo comum de todas as iniciações, cujas doutrinas e símbolos se tem transmitido, desde a mais remota Antiguidade até os nossos dias.

 

Toda doutrina esotérica pode unicamente transmitir-se por meio de uma iniciação e cada iniciação inclui necessariamente várias fases sucessivas, às quais correspondem outros tantos graus diferentes. Tais graus e fases podem ser reduzidos, em última instância, sempre a três. Podemos considerar que marcam as três idades do iniciado, ou as três épocas de sua educação e caracterizá-las respectivamente com estas três palavras: nascer, crescer, e produzir. Consequentemente, a iniciação maçónica contempla três fases distintas, consagradas sucessivamente ao descobrimento, à assimilação e à propagação da Luz. Estas fases estão representadas pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, que correspondem a tripla missão dos maçons, que consiste em procurar primeiro, para adquirir depois e, finalmente, poder difundir a Luz.

 

Os graus iniciáticos correspondem ao triplo programa perseguido pela iniciação maçónica. Esotericamente, levam à solução das três grandes questões: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?

 

Com a Aprendizagem, procura-se penetrar no mistério da origem das coisas. Com o Companheirismo, descobre-se o segredo da natureza do homem, e revelam-se, com Mestria,

 

Ensina-se, ao Aprendiz potenciar ao máximo suas próprias forças; mostra-se ao Companheiro como captar as forças do meio ambiente, ensina-se ao Mestre reger, soberanamente sobre a natureza obediente ao centro de sua inteligência.

 

Assim Gnose é o conjunto, bastante amplo, das coisas que o maçom deve procurar conhecer para aperfeiçoar-se e melhor servir a humanidade.

 

A Maçonaria parte do princípio de que Deus arquitectou o Universo de forma harmónica, e o homem como “Pedreiro” é capaz de continuar a sua obra com o devido conhecimento sobre essa “Harmonia Universal” e sobre suas ferramentas de construção, tal como fez Salomão e os seus arquitectos na construção do Primeiro Templo em Jerusalém. Hoje o mundo precisa, da construção do Templo Perfeito simbólico, que está dentro de nós. Conhecer cada um dos nossos vícios para combatê-los e erguer Templos à Virtude.

 

O conhecimento de como o Macro se manifesta no Microcosmo está ligado às antigas Artes Liberais, descritas na antiga Grécia. Quem tinha os conhecimentos para a construção de Templos eram chamados de Mestres Construtores e tralhavam nos seus templos a Geometria Sagrada da Terra.

 

A Geometria era tida como uma ciência sagrada, mãe da arquitectura e da construção, sem a qual as Catedrais não podiam ser projectadas e construídas. A Geometria era a ciência do maçom operativo, uma ciência que os distinguia, que tornava possível a execução da Arte Real, que levanta templos às virtudes.

 

Geometria, que significa Terra (Geo) e Medida (metria), portanto “medida da Terra”. Desde a mais remota antiguidade foi constatado que a Terra e o Universo obedecem a certas leis físicas e geométricas, analisado pelo ciclo das estações e pelo ciclo dos planetas no céu. Desde essa percepção atribuiu-se a qualidade de Arquitecto para definir Deus, uma vez que toda sua obra pode ser reproduzida matemática e geometricamente.

 

O que representa que por trás de toda matéria existe um princípio espiritual e que toda criação de Deus é precisa e perfeita. Isso indica o dever do Maçom a não conhecer o mundo somente de maneira material, mas ir mais além, desbravar o desconhecido, conhecendo o que é oculto aos olhos físicos, porém acessível através espirito.

 

E quanto mais procuramos, mais encontramos dentro de nós mesmos e nos conhecemos, e mais lapidamos a pedra bruta.

 

O Maçom deve possuir o conhecimento sobre as medidas. Medem-se todos os aspectos da Natureza exterior e interior. Medem-se as palavras e as obras e para tal, são usados instrumentos específicos. Na construção ela é vital, porque nada pode ser feito sem uma medida adequada, desde o ponto, às linhas rectas e curvas e todas as demais dimensões.

 

Os instrumentos de medida são símbolos que devem ser usados com razão e equilíbrio.

 

A Geometria indica a moderação dos pensamentos, das palavras e das acções, equilibrada pela razão e pela justiça. A Geometria serve para corrigir os erros provocados pelas nossas ilusões dos nossos sentidos, ela fornece à Maçonaria os emblemas da construção que simbolizam o trabalho maçónico. No sentido moral, representa o amor ao dever dando à Maçonaria a força necessária para triunfar sobre os obstáculos que o homem virtuoso sempre encontra na sua jornada. Teilhard de Chardin, disse que: “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.”

 

Disse Venerável Mestre

 

R∴ C∴ (M∴ M∴)

 

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