O Cordel e o Lápis

Na Maçonaria, fixamos a atenção no Esquadro e no Compasso como nossas principais ferramentas.

A sobreposição de um sobre o outro como um ícone gráfico consolidado e difundido é apenas uma parte do que essas ferramentas representam na simbologia maçônica.

Alí estão representados reais valores morais e éticos da Maçonaria. Mas, para alcançá-los, devemos, primeiramente, manusear o cinzel e maço.

Com o tempo, vamos adquirindo conhecimentos, ampliando necessidades, apurando o trabalho e novas ferramentas maçônicas nos são apresentadas. Todas com um marcante e edificante simbolismo.

Algumas passam rapidamente pelas nossas mãos, como é o caso da alavanca, que muitos de nós só a manusearam em uma única viagem, a despeito da sua importância para as grandes mudanças que a vida exige.

Nesta mesma linha de reflexão, peço ao Irmão que reflita sobre o quanto uma corda e um lápis são elementos de grande significação simbólica, que devemos transformá-los em ações e comportamentos, que resultam no reconhecimento do Maçom como tal.

O CORDEL em si é apenas o instrumento para enrolar a corda. Mas, a corda é formada por vários fios finos e frágeis, torcidos sobre si mesmos, que garantem a união e a força. E assim é com a nossa vida: Todo o inicio é simples, básico, suave, “fino”, desconhecido, temeroso, “frágil”. Na medida da dedicação, do aprofundamento, da conquista de fios/graus é que vamos nos envolvendo, nos unindo ao propósito e fortalecendo o resultado.

O LÁPIS, em sua estrutura material, é um grafite envolto em madeira. Em livre analogia com o homem, a parte externa do lápis, pintada de alguma cor, é o corpo físico; a parte da madeira, a alma; e o grafite é o espírito.

O apontador de lápis, afia e indica o caminho pelas iniciações. Em cada viagem ou em cada giro, perdemos mais matéria e expomos mais o espírito.

Poderíamos pensar: Que triste sina terminar a vida como um toco miúdo. Mas, se a cada desbastar do teu grafite/espírito ele estivar afiado e sendo usado para traçar Pranchas de Arquitetura que elevam Templos à Virtude ou que traçam retos caminhos de ajuda nos labirintos mentais que conduzem o homem à masmorra do vício, então, valeu a pena.

Se, durante a vida, seu lápis grafou mensagens e exemplos do bem-fazer, ao final compreenderá que o espírito não é maior do que o corpo. Porém, as ações espirituais superam em permanência as transitórias ações materiais.

Sendo aqui o homem comparado ao lápis, quem o conduz? A “mão” em questão, não é Deus, pois, desta forma, negaríamos nosso livre arbítrio. Quem nos anima é o Universo e a sintonia na qual vibramos nele.

O lápis como ferramenta maçônica é a lembrança da cuidadosa observação de tudo o que possa contribuir para a felicidade da humanidade e de comportamentos, que devem ser lavrados em nosso peito tornando-nos um livro vivo dos Bons Costumes.

Neste décimo quarto ano de compartilhamento de instruções maçônicas, continuamos a incentivar os Irmãos ao estudo, reflexão e, principalmente, pelo momento em que vivemos a fraternidade solidária entre os Irmãos.

Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!

FraternalmenteSérgio Quirino
Grande Primeiro Vigilante
GLMMG

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